quarta-feira, 8 de junho de 2011

TETELESTAI: ESTÁ CONSUMADO!

Texto: Jo 19.30
Introdução

Atualmente não gostamos de contemplar o horror da cruz. Devemos lembrar, que para suas vítimas, a crucificação significava vergonha, tortura, uma morte lenta e agonizante.

Esta foi a sexta palavra que Jesus disse na cruz. Quando comparamos os registros do Evangelho, descobrimos que Ele gritou em voz alta: “Está consumado!”.

Esta declaração não foi o gemido de um homem derrotado, mas o grito triunfante da vitória do Filho de Deus, nosso Salvador.

Ele não disse: “Estou acabado”. Não se tratava do lamento de uma vítima vencida pelas circunstâncias, mas o grito de um vencedor derrotando todos os seus adversários.

“Tetélestai” – Um termo familiar
Embora esta palavra não seja conhecida de muitas pessoas dos dias atuais, ela era familiar quando o Senhor Jesus ministrava na terra.

Os arqueólogos descobriram diversos documentos gregos antigos que continham esta expressão. E esta expressão: “Está consumado” fazia parte da vida diária das pessoas.

Vamos explorar estas palavras que eram usadas por alguns indivíduos daquela época, e assim, entender melhor o que significa as palavras de Jesus na cruz.

Servos

Os servos e escravos usavam esta palavra sempre que terminavam um trabalho e levavam o fato ao conhecimento de seus senhores. O servo dizia: “Tetélestai” – Terminei a tarefa que me deste para fazer”. Isto significa que o serviço fora feito como o senhor determinara e na hora que estabelecera.

Quando os seus discípulos estavam discutindo sobre qual deles era o maior, Jesus censurou-lhes o egoísmo, dizendo: “Pois, no meio de vós, eu sou como quem serve” (Lc. 22.27). Ele tomou até o lugar de servo e lavou os pés deles (Jo. 13.1-17), mas seu maior ato de serviço foi quando morreu por eles e por nós na cruz.

Sacerdotes

Os sacerdotes gregos também usavam esta palavra. Sempre que os adoradores levavam ao templo sacrifícios dedicados ao deus ou deusa que adoravam, os sacerdotes tinham de examinar o animal para certificar-se de que era perfeito. Se o sacrifício fosse aceitável, o sacerdote dizia: “Tetélestai – não tem defeito”.

Os sacerdotes judeus seguiam um procedimento similar no templo e usavam o equivalente hebreu ou aramaico deste termo. Era importante que o sacrifício fosse perfeito.

Jesus Cristo é o sacrifício perfeito e imaculado de Deus. O Cordeiro de Deus que morreu para tirar o pecado do mundo (Jo. 1.29o Cordeiro de Deus “sem mancha e sem mácula” (I Pe. 1.19).

Todos os que conheceram a Jesus podiam dizer: “Tetélestai! – Ele é o sacrifício perfeito, impecável”.



Artistas

Quando um artista ou escritor completava seu trabalho, eles davam um passo para trás, contemplavam a obra, e diziam: “Tetélestai! – está pronto. Isso significava que a morte de Jesus na cruz “completa o quadro” que Deus estava pintando, a história que vinha escrevendo havia séculos.

Sua obra no Calvário havia completado o quadro, de modo que o grande plano da salvação de Deus estava agora claro para todos. Hoje podemos ler o A.T. e ver este quadro maravilhoso, embora ainda haja certas dificuldades e coisas difíceis de entender. Por causa da obra consumada de Jesus na cruz, podemos ver a tela completa pintada por Deus.

Comerciantes

“Tetélestai” era uma palavra usada por servos, sacerdotes e artistas, mas os mercadores também a empregavam. Para eles, o termo significava “a dívida está completamente paga”. Se você comprasse algo “a prazo”, quando fizesse o último pagamento, o negociante lhe daria um recibo com a palavra “tetelestai”, ou seja, “quitado”. O débito fora totalmente pago.

Os pecadores incrédulos têm uma dívida com Deus e não podem pagar a conta. Por terem quebrado a lei de Deus, estão falidos e impossibilitados de quitar essa dívida. Mas Jesus pagou-a quando morreu na cruz. É isso que “tetélestai” significa: a divida foi paga.

O sangue de Jesus nos justificou. Agora já não há mais nenhuma condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus. Jesus se fez pecado por nós para que fôssemos feitos justiça de Deus.

Presos

Durante o primeiro século, era prática comum pregar o documento de acusação de um preso na porta da sua cela. Os crimes de que era acusado e o castigo que lhe tinha sido imposto, estavam descritos nesse documento. Depois do preso ter cumprido a sentença, o documento era retirado da porta, e cancelado pela aposição da palavra tetelestai – (cumprida na totalidade). O referido documento era-lhe então entregue, e ninguém podia jamais acusá-lo dos mesmos crimes. Por ter cumprido toda a sentença, tinha pago na totalidade o preço das suas ofensas.
O sangue de Jesus nos justificou. Agora já não há mais nenhuma condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus.
Jesus escreveu em letras escarlates nesse mesmo documento com o Seu Sangue, tetelestai – sentença cumprida.

Conclusão;

O véu do templo se rasgou em dois, e o homem pôde então entrar na presença de Deus. O caminho da salvação foi aberto.

Na língua grega, o significado destas palavras é: “Está consumado, permanece consumado e estará sempre consumado”.

A obra da redenção terminou. Amém!

sábado, 28 de maio de 2011

Comentário Exegético de João 1.1

I. Chave lingüística.


Εν αρχη... “No início, começo, princípio”. αρχή (Gr.: archē) O corre cerca de 55 vezes no N.T: Mat. 19:4, 8; 24:8, 21; Marc 1:1; 10:6; 13:8, 19; Luc 1:2; 12:11; 20:20; Jo 1:1, 2; 2:11; 6:64; 8:25, 44; 15:27; 16:4; Acts 10:11; 11:5, 15; 26:4; Rom. 8:38; 1Co. 15:24; Ef. 1:21; 3:10; 6:12; Filp. 4:15; Col. 1:16, 18; 2:10, 15; 2Tess. 2:13; Tit. 3:1; Heb. 1:10; 2:3; 3:14; 5:12; 6:1; 7:3; 2Pe. 3:4; 1Jo. 1:1; 2:7, 13, 14, 24; 3:8, 11; 2Jo. 1:5, 6; Jud. 1:6; Rev. 3:14; 21:6; 22:13) Equivale ao בראשית de Genesis 1:1. Dentro do A.T temos os seguintes equivalentes: אָז ; Is. 44:8. בִּכּוּרִים , Ex. 34:22. חֵיל , חֵל , Abd. 1:20. יוֹם Is. 43:13. יָשַׁר pi. vel שָׁרָה , Jó 37:3. כֵּן , Gn. 41:13. כִּפָּה , Is. 19:15. מַמְלָכָה , Dt. 17:20. מֶמְשָׁלָה , Gn. 1:16. מִשְׁפָּט , Gn. 40:13. מַשְׁקֶה , Gn. 40:21. עוֹלָם , Jos. 24:2. פָּנֶה , Sal. 101:26 (102:25). צַמֶּרֶח Ez. 31:3. קֶדֶם , Dt. 33:15. יְמֵי־קֶדֶם ; Is. 23:7. קַדְמָה , Ez. 16:55. קֵץ , 2 Sm. 14:26. קָצֶה , Jz. 7:11. קָצָה Ex. 36:24(39:17). ראֹשׁ , Gn. 40:20. רֵאשִׁית , Gn. 1:1. רֵשִׁית , Dt. 11:12. רָחוֹק , Is. 22:11. שָׁלְטָן , Dn. 7:12. תְּחִלָּה , Rt. 1:22. תְּרוּמָה Esd. 8:25. N.T

ην ο λογος… “Era a Palavra”. Reflete existência contínua ειμί (Gr.: eimi) também significa “estar presente” (Thayer) É digno de nota os três usos de ην dentro do versículo em consideração:

1. εν αρχη ην (Indica existência: A palavra já existia antes do mundo)

2. ο λογος ην προς (Junto com a pp. προς, ela indica qual era a posição em que ele estava, aquele que era a Palavra estava em íntima associação com o Pai)

3. και θεος ην ο λογος (Indica a qualidade da Palavra, V. imp. At. Ind. 3 Sing)

και ο λογος... “E a Palavra”. A palavra λογος é considerada uma das mais difíceis em termos de definição. Dentro, tanto do grego neotestamentário, como o grego clássico, existem várias definições. Mas a idéia mais comum é de “pensamento expresso por meio de palavras audíveis”. Essa palavra em suas formas ocorrem cerca de 316 vezes no N.T: Mat. 5:32, 37; 7:24, 26, 28; 8:8, 16; 10:14; 12:32, 36, 37; 13:19, 20, 21, 22, 23; 15:12, 23; 18:23; 19:1, 11, 22; 21:24; 22:15, 46; 24:35; 25:19; 26:1, 44; 28:15; Marc 1:45; 2:2; 4:14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 33; 5:36; 7:13, 29; 8:32, 38; 9:10; 10:22, 24; 11:29; 12:13; 13:31; 14:39; 16:20; Luc 1:2, 4, 20, 29; 3:4; 4:22, 32, 36; 5:1, 15; 6:47; 7:7, 17; 8:11, 12, 13, 15, 21; 9:26, 28, 44; 10:39; 11:28; 12:10; 16:2; 20:3, 20; 21:33; 22:61; 23:9; 24:17, 19, 44; Jo 1:1, 14; 2:22; 4:37, 39, 41, 50; 5:24, 38; 6:60; 7:36, 40; 8:31, 37, 43, 51, 52, 55; 10:19, 35; 12:38, 48; 14:23, 24; 15:3, 20, 25; 17:6, 14, 17, 20; 18:9, 32; 19:8, 13; 21:23; At. 1:1; 2:22, 40, 41; 4:4, 29, 31; 5:5, 24; 6:2, 4, 5, 7; 7:22, 29; 8:4, 14, 21, 25; 10:29, 36, 44; 11:1, 19, 22; 12:24; 13:5, 7, 15, 26, 44, 46, 48, 49; 14:3, 12, 25; 15:6, 7, 15, 24, 27, 32, 35, 36; 16:6, 32, 36; 17:11, 13; 18:11, 14, 15; 19:10, 20, 38, 40; 20:2, 7, 24, 32, 35, 38; 22:22; Rom. 3:4; 9:6, 9, 28; 13:9; 14:12; 15:18; 1Cor. 1:5, 17, 18; 2:1, 4, 13; 4:19, 20; 12:8; 14:9, 19, 36; 15:2, 54; 2Co. 1:18; 2:17; 4:2; 5:19; 6:7; 8:7; 10:10, 11; 11:6; Gal. 5:14; 6:6; Ef. 1:13; 4:29; 5:6; 6:19; Filp. 1:14; 2:16; 4:15, 17; Col. 1:5, 25; 2:23; 3:16, 17; 4:3, 6; 1Tess. 1:5, 6, 8; 2:5, 13; 4:15, 18; 2Tess. 2:2, 15, 17; 3:1, 14; 1Ti. 1:15; 3:1; 4:5, 6, 9, 12; 5:17; 6:3; 2Ti. 1:13; 2:9, 11, 15, 17; 4:2, 15; Tit. 1:3, 9; 2:5, 8; 3:8; Heb. 2:2; 4:2, 12, 13; 5:11, 13; 6:1; 7:28; 12:19; 13:7, 17, 22; Tg. 1:18, 21, 22, 23; 3:2; 1Pe. 1:23; 2:8; 3:1, 15; 4:5; 2Pe. 1:19; 2:3; 3:5, 7; 1Jo. 1:1, 10; 2:5, 7, 14; 3:18; 5:7; 3Jo. 1:10; Rev. 1:2, 3, 9; 3:8, 10; 6:9; 12:11; 19:9, 13; 20:4; 21:5; 22:6, 7, 9, 10, 18, 19.

ην προς... “Estava com”. Indica íntima relação, próxima posição, íntima comunhão, relacionamento íntimo. No Evangelho de João, ela ocorre cerca de 90 vezes: Jo 1:1, 2, 29, 42, 47; 2:3; 3:2, 4, 20, 21, 26; 4:15, 30, 33, 35, 40, 47, 48, 49; 5:33, 35, 40, 45; 6:5, 17, 28, 34, 35, 37, 44, 45, 52, 65, 68; 7:3, 33, 35, 37, 45, 50; 8:2, 3, 7, 31, 57; 9:13; 10:35, 41; 11:3, 4, 15, 19, 21, 29, 45, 46; 12:19, 32; 13:1, 3, 6, 28; 14:3, 6, 12, 18, 23, 28; 16:5, 7, 10, 16, 17, 28; 17:11, 13; 18:13, 16, 24, 29, 38; 19:24, 39; 20:2, 10, 11, 12, 17; 21:22, 23.

τον θεον... “O Deus” (sub. acus. Sing. masc). O Deus Todo-Poderoso, Criador dos céus e da terra.

και θεος ην ο λογος... “E Divina era a Palavra”. O θεος usado aqui é qualitativo, e enfático, para mostrar que a palavra (i.e, Jesus) não era meramente um homem. Construção gramatical parecida em João 4:8: οτι ο θεος αγαπη εστιν (Lit.: pois o Deus amor é) não é a mesma coisa dizer que “o amor é Deus”, pois o sujeito tem artigo definido, mas o predicato não (αγαπη), se tivesse, isso faria de θεος apenas uma qualidade abstrata, o que agradaria muito a mente dos filósofos e pessoas hodiernas. Portanto, dizer θεος ην ο λογος é demonstrar a qualidade do verbo, e não a sua identificação. Philip B. Harner, no seu artigo “Substantivos Predicativos Anartros Qualificativos: Marcos 15:39 e João 1:1”, publicado no Journal of Biblical Literature, Vol. 92, Filadélfia, EUA, 1973, na p. 85, disse que cláusulas tais como a de Jo 1:1, “com um predicativo anartro precedendo ao verbo, têm primariamente sentido qualificativo. Indicam que o λογος tem a natureza de θεος. Não há nenhuma base para se considerar o predicativo θεος como determinativo.” Harner concluiu na p. 87 de seu artigo: “Em João 1:1, acho que a força qualificativa do predicativo se destaca tanto, que o substantivo não pode ser considerado como determinativo.”

II.Comentário Escriturístico:


εν αρχη ην ο λογος... Antes de existir qualquer coisa, quer no céu, quer na terra, quer homens quer anjos, antes de existirem os montes, antes de existir o antes e o depois, antes do próprio tempo, ο λογος estava lá presente, e por meio dele foram feitas todas as coisas. και ο λογος ην προς τον θεον... Mas ele não estava só, ο λογος estava προς τον θεον antes de qualquer outra coisa existir. Ambos existiam em íntima associação assim como um Filho único é tão amado pelo Pai. Ele, ο λογος estava “face a face” τον θεον. και θεος ην ο λογος... E por ser filho de τον θεον e por estar προς τον θεον, ele, como ο λογος, tinha a mesma natureza de ο θεος.



John W. Scott

quinta-feira, 26 de maio de 2011

QUEM GANHA ALMAS SÁBIO É???

EXEGESE DE PROVÉRBIOS 11.30

Um versículo bastante difundido no meio evangélico é Provérbios 11.30, e sua
clássica aplicação como grande incentivo ao evangelismo: aquele que ganha almas é sábio.
O princípio de que “ovelha gera ovelha” sempre nesse versículo o seu texto-chave. Esta
aplicação remonta à época da Reforma, e foi celebrizada na famosa tradução de King James
e Geneva Bible, - “and he that winneth souls is wise”- junto com a nota marginal desta
última que traz a interpretação que passou a prevalecer: “ou seja, os traz para o
conhecimento de Deus”. Anos mais tarde, o metodismo continuaria com essa leitura,
quando John Wesley assim comenta essa passagem: “o fruto – seus discursos e toda a sua
conversação, que são como o fruto da árvore da vida. Ganha – aquele que ganha almas para
Deus”. Portanto, podemos dizer que esta aplicação do versículo é uma marca do
metodismo, a qual passou para o protestantismo norte-americano e dali para o
protestantismo brasileiro. Esta tradução tradicional ainda é seguida pela Almeida (tanta a
Corrigida como a Atualizada), a espanhola Reina Valera edição 1995, a alemã Schlachter
de 1951. Porém, uma leve observação no texto massorético nos mostra que esta tradução
não é adequada (seguimos aqui o Codex Aleppo, o Códice Lenigradense muda o ponto
diacrítico da última letra shin):
פְּרִ י צַדִיק עֵץ חַיִים וְּלקֵחַַ נְּפַׁשות חָכָם
O motivo da discórdia neste versículo é o verbo לקח. Este verbo tem o sentido
básico de “pegar”, “tomar”, fazendo que a parte b do versículo seja lido assim literalmente:
“aquele que pega (?) almas é sábio”. A Septuaginta e a Vulgata Latina não ajudam, antes
deixam a interpretação do versículo ainda mais confusa:
(“fora do fruto da retidão cresce árvore da vida, mas as almas dos transgressores são
cortadas antes do tempo”).
Vulgata: fructus iusti lignum vitae et qui suscipit animas sapiens est
(“o fruto do justo é árvore da vida, e o que ampara as almas é sábio” – Tradução de
Padre Antônio Pereira de Figueiredo)
As várias traduções refletem as diferentes tentativas de elucidar a parte b deste
versículo:Bíblia de Jerusalém: “o sábio conquista as pessoas” (seguida pela Bíblia Vozes e
pela Bíblia do peregrino)
Tradução Ecumênica: “o sábio cativa as pessoas” (seguida pela Jewish Publication
Society,
Nova Tradução na Linguagem de Hoje: “quem aumenta o número de amigos é
sábio”
A Bíblia Viva: “quem é sábio leva outros para junto de Deus”
Luther Bible 1912: “o que ganha corações é sábio”
Revidierte Lutherbibel (1984): “o roubo leva embora a vida”
Leeser Old Testament (1853): “o que atrai almas para si é sábio”
New Revised Standard Version: “a violência arrebata vidas”.
Revised Standard Version: “a impiedade arrebata vidas”.
Targum: “o que recebe as almas dos sábios é agradável”
Peshitta Siríaca: “as almas dos ímpios são dispersas”
Como podemos resolver este impasse? Uma leitura tão diferente como a da
Septuaginta deve ter alguma base. Podemos perceber que a Peshitta Siríaca segue a leitura
grega (embora em muitas ocasiões, apesar de ser uma tradução semítica, ela apresenta-se
mais alinhada com a Septuaginta). Prestando atenção que a disposição preferida em
Provérbios é o paralelismo antitético – antagonismo de idéias, seria de se esperar que o
segundo hemistíquio trouxesse alguma contraposição ao justo. A Bíblia Hebraica
Stuttgartensia propõe que tenha havido uma confusão na última palavra – um escriba
colocou םָכָח quando a palavra provavelmente seria סָמָח, “violência” – o que explicaria a
estranha leitura da septuaginta, tão diferente do texto massorético, e torna plausível e mais
correta a interpretação da New Revised Standard Vdersion.

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