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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

TEOLOGIA SISTEMÁTICA: PARACLETOLOGIA E ANGELOLOGIA

PARACLETOLOGIA – DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO

1. DEFINIÇÃO DE PARACLETOLOGIA
Paracletologia é uma palavra formada por duas palavras gregas: paracletos (que significa. Ajudador, Consolador, advogado) e Logia (que significa estudo, doutrina). A Paracletologia estuda de uma forma sistemática tudo o que se refere ao Espírito Santo .
Podemos dividir Paracletologia divide-se, na Bíblia em dois períodos: o do Antigo e do Novo Testamento. No AT, as atividades e as manifestações do Espírito Santo eram esporádicas, específicas e em tempos distintos. No N.T., começa no dia de Pentecostes, quando suas atividades se concretizam de maneira direta e contínua através da Igreja.

2- A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO
As escrituras relatam um episódio nos primeiros dias da igreja, em Jerusalém, quando Ananias e Safira tentaram enganá-lo. Ele revelou ao apóstolo Pedro que o casal mentia, conforme registra At 5.3.
2.1 OS ATRIBUTOS DO ESPÍRITO SANTO
Podemos destacar três atributos pertencentes a divindade de cada uma das pessoas da Trindade que são: Onipotência, Onisciência e Onipresença.
a) Onipotência
Podemos compreender onipotência por todo o poder que há no Universo físico ou espiritual, tem sua origem em Deus. É o poder pleno e total.
O poder do Pai é o mesmo do Filho e do Espírito Santo. Então em sua onipotência, o Espírito Santo faz a sua vontade (Rm 15.19). O Espírito Santo é todo poderoso.
b) Onisciência
Onisciência vem de duas palavras latinas: "OMINES" que significa TUDO e "SCIENTIA" que quer dizer CIÊNCIA. O Espírito Santo tem conhecimento pleno de todas as coisas. O conhecimento do Espírito Santo é perfeito, ele não precisa arrazoar, pesquisar, nem aprender gradualmente, seu conhecimento do passado, do presente e do futuro é instantâneo. Ele sabe tudo acerca de si mesmo e do que criou (Sl 139.2,11,13) . Ninguém pode esconder dele coisa alguma. Nem um só pensamento nosso passa despercebido do Espírito Santo( Jr 16.17) . Conhece os homens profundamente (1 Rs 8.39 ).


c) Onipresença
O Espírito Santo penetra em todas as coisas e sonda o nosso entendimento. Por onipresença não se deve entender que o Espírito Santo enche o universo como faz o universo. O Espírito Santo não ocupa espaço, só a matéria ocupa espaço. O espaço não limita o Espírito Santo em nada. Ele não se divide em várias manifestações, porque sua presença é total em cada lugar : (Sl 139.7-10)

3. ESPÍRITO SANTO É UMA PESSOA
Um dos atributos da divindade é a personalidade que cada uma das três pessoas divinas possui. Às vezes atribuímos à personalidade uma forma corpórea. Entretanto, Deus é Espírito, sem necessidade de corpo material. Identifica-se como pessoa os que manifestam: racionalidade, volição e emoção.

3.1- PRONOMES REFERENTES AO ESPÍRITO SANTO
Em João 16.8,13,14 encontramos algumas vezes o pronome ele, aquele (no grego ekeinos) que indicam a pessoa do Espírito Santo. Em João 14.16, encontra-se a expressão "outro Consolador". Ela, mais uma vez, identifica a personalidade do Espírito Santo. A palavra "outro", usada por Jesus, no grego "ALLOS", significa "outro do mesmo tipo". O Espírito Santo é o “Paracleto” que Cristo prometido.
O Filho de Deus revelou-se como pessoa, mas falou de outra que Ele enviaria após sua subida para o céu.
Consolador no grego é "Paracleto" que significa:
a) chamado para estar do lado de alguém;
b) alguém que pleiteia a causa de outro diante de um juiz, intercessor, conselheiro de defesa, assistente legal, advogado ;
c) ajudador, amparador, assistente, alguém que presta socorro .
3. OS ATRIBUTOS PESSOAIS DO ESPÍRITO SANTO
A Bíblia revela o Espírito Santo como Pessoa, com sua própria individualidade. O Espírito Santo não é mera influência ou poder. Ele tem atributos pessoais, a saber:

a) O Espírito Santo pensa (Rm 8.23,27; Jo 14.26; Ap 2.7; At 16.6,7)
b O Espírito Santo tem emoção (Ef 4.30)
c) O Espírito Santo tem vontade própria (1Co 12.11)

4. OS NOMES DO ESPÍRITO SANTO
Os nomes do Espírito Santo nos revelam muito sobre a Dele. Os principais nomes do Espírito Santo são:
a) Espírito de Deus (do hebraico: Ruach YHWH), ou, traduzido em muitas bíblias em português por: “Espírito do Senhor".. O Espírito estava ativo na criação, conforme narra Gn 1.2, com referência ao "Espírito de Deus" (do hebraico: Ruach 'elohîm).
b) O Espírito de Cristo. Com esse título é acentuada a união do Espírito Santo com Cristo. Como tal ele é a vida (Rm 8.9).
c) Espírito da Vida. O Espírito da vida Deus dá a cada crente ao nascer de novo, vida nova e eterna. Ele substitui a lei reinante do pecado e da morte com a lei da vida (Rm 8.2).
d) Espírito da Adoção de Filhos. Nós fomos acolhidos na família divina, enchidos pelo Seu Espírito e dotados com nova e eterna vida (Rm 8.15).
e) Espírito da Graça. Pelo Espírito da graça é oferecida livremente a todos os homens a dádiva da graça divina. Por isso qualquer acréscimo humano, justiça por obras é ao Espírito Santo( Hb 10.29) .
f) Espírito da Glória. Somente podemos adorar e chegar a glória de Deus, conforme o Espírito Santo nos capacita para isto. O demais é adoração imitada, não é revelação do Espírito da Glória (1 Pe 4.14).

5. OS SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO
Os símbolos do Espírito Santo também são arquétipos. Em literatura arquétipo é uma personagem, tema ou símbolo comum a várias épocas e culturas. Em todos os lugares, o vento representa forças poderosas, porém invisíveis; a água límpida que flui representa o poder e o refrigério sustentador da vida a todos que têm sede, física e espiritual; o fogo representa uma força purificadora ou destruidora.
a) Vento- A palavra hebraica “ruach” pode significar "sopro", "espírito" "ou vento". A palavra grega “pneuma” tem um alcance semântico quase idêntico ao de “ruach”. O vento, como símbolo, fala da natureza invisível do Espírito Santo, podemos ver e sentir os efeitos do vento , mas ele próprio não é visto (João 3.8).
b) Água- A água, assim como o fôlego, é necessária ao sustento da vida. Sem o fôlego vivificante e as águas vivas do Espírito Santo, nossa vida espiritual não demoraria murchar e ficar sufocada (Jo 7.38, 39).
c) Fogo- O aspecto mais amplo do fogo como elemento purificador encontra-se no pronunciamento de João Batista: (Mt 3.11,12; Lc 3.16,17).
d) Óleo- Desde os primórdios o azeite é usado primeiramente para ungir os sacerdotes de Yahweh, e depois, os reis e os profetas. O azeite é o símbolo da consagração divina do crente para o serviço no Reino de Deus (Zc 4.2-6).
e) Pomba- O Espírito Santo desceu sobre Jesus na forma de uma pomba. A pomba é o arquétipo de mansidão e de paz (Mt 3.16,17).
f) Selo- Nos dias bíblicos usava-se um selo de cera como sinal de promessa e acordo. Atualmente a nossa assinatura na compra e venda pode ser comparada a isto. Na ocasião do novo nascimento o Espírito Santo põe sobre nós o seu selo de direito de propriedade. Isto é, ao mesmo tempo, uma promessa, que o selado tem parte na consumada obra da salvação (Ef 1.13).

6. A OBRA DO ESPÍRITO SANTO.
a) O Espírito Santo é o agente da salvação.
Nisto Ele convence-nos do pecado (Jo 16.7,8) revela-nos a verdade a respeito de Jesus (Jo 14.26 ), realiza o novo nascimento (Jo 3.3-6), e faz-nos membros do corpo de Cristo (1Co 12.13). Na conversão, nós, crendo em Cristo, recebemos o Espírito Santo (Jo 3.3-6; 20.22) e nos tornamos co-participantes da natureza divina (2Pe 1.4)
b) O Espírito Santo é o agente da nossa santificação
Na conversão, o Espírito passa a habitar no crente, que começa a viver sob sua influência santificadora (Rm 8.9; 1Co 6.19). Note algumas das coisas que o Espírito Santo faz, ao habitar em nós. Ele nos santifica, i.e., purifica, dirige e leva-nos a uma vida santa, libertando-nos da escravidão ao pecado. Ele produz em nós as qualidades do caráter de Cristo, que O glorificam (Gl 5.22,23).
c) O Espírito Santo é o agente divino para o serviço do Senhor,
Revestindo os crentes de poder para realizar a obra do Senhor e dar testemunho dEle. Esta obra do Espírito Santo relaciona-se com o batismo ou com a plenitude do Espírito. Quando somos batizados no Espírito, recebemos poder para testemunhar de Cristo, nos capacita a proclamar a Palavra de Deus e trabalhar de modo eficaz na igreja e diante do mundo (At 1.8). Para realizar o trabalho do Senhor, o Espírito Santo outorga dons espirituais aos fiéis da igreja para edificação e fortalecimento do corpo de Cristo (1Co 12—14 )

7. SER CHEIO DO ESPÍRITO SANTO E O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
7.1- Ser Cheio do Espírito
Todo o cristão recebe o Espírito Santo no momento da conversão e pode ser cheio dele sem ser batizado no Espírito Santo
O Espírito Santo nos convence do Pecado (Jo 16.8); O Espírito Santo habita em nós (1 Co 6.19 ); Nós fomos selados com o Espírito Santo (2 Co 1.21,22; Ef 1.13,14; 4.30); Devemos buscar ser cheios (Ef 5.18)
Exemplo de pessoas que foram cheias do Espírito Santo e não eram batizadas:
● Isabel- Lc 1.41
● Zacarias- Lc 1.67
● Simeão- Lc 2.25
●João Batista- Lc 1.15
7.2- Ser batizado no Espírito Santo
A respeito do batismo no Espírito Santo, a Palavra de Deus ensina o seguinte:
Jesus ordenou aos discípulos que não começarem a testemunhar até que fossem batizados no Espírito Santo e revestidos do poder do alto (Lc 24.49; At 1.4,5,8)
O batismo no Espírito Santo é uma obra distinta e à parte da regeneração, também por Ele efetuada. Após a ressurreição de Jesus, Ele assoprou sobre seus discípulos e disse: "Recebei o Espírito Santo" (Jo 20.22), indicando que a regeneração e a nova vida estavam-lhes sendo concedidas. Depois, Ele lhes disse que também deviam ser "revestidos de poder" pelo Espírito Santo (Lc 24.49; cf. At 1.5,8).
O batismo no Espírito Santo outorgará ao crente ousadia e poder celestial para este realizar grandes obras em nome de Cristo e ter eficácia no seu testemunho e pregação (At 1.8; At 4.31; 33) O livro de Atos descreve o falar noutras línguas como o sinal inicial do batismo no Espírito Santo. No dia de Pentecostes (At 2.4); Na casa de Cornélio (At 10.44-46); Os cristãos de Éfeso (At 19.6). Esse poder não se trata de uma força impessoal, mas de uma manifestação do Espírito Santo, na qual a presença, a glória e a operação de Jesus estão presentes com seu povo (Jo 14.16-18; 16.14; 1Co 12.7).

8. OS DONS ESPIRITUAIS
Uma das maneiras do Espírito Santo manifestar-se é através de uma variedade de dons espirituais concedidos aos crentes (1 Co 12.7-11). Essas manifestações do Espírito visam à edificação e à santificação da igreja (1 Co 12.7; 14.26). Esses dons e ministérios não são os mesmos de Rm 12.6-8 e Ef 4.11, mediante os quais o crente recebe poder e capacidade para servir na igreja de modo mais permanente. A lista em 12.8-10 não é completa. Os dons aí tratados podem operar em conjunto, de diferentes maneiras.
As manifestações do Espírito dão-se de acordo com a vontade do Espírito (1 Co 12.11), ao surgir a necessidade, e também conforme o anelo do crente na busca dos dons ( 1 Co 12.31; 14.1)
Certos dons podem operar num crente de modo regular, e um crente pode receber mais de um dom para atendimento de necessidades específicas. O crente deve desejar "dons", e não apenas um dom (1 Co 12.31; 14.1).
É antibíblico e insensato se pensar que quem tem um dom de operação exteriorizada (mais visível) é mais espiritual do que quem tem dons de operação mais interiorizada, i.e., menos visível. Também, quando uma pessoa possui um dom espiritual, isso não significa que Deus aprova tudo quanto ela faz ou ensina. Não se deve confundir dons do Espírito, com o fruto do Espírito, o qual se relaciona mais diretamente com o caráter e a santificação do crente (Gl 5.22,23).
Satanás pode imitar a manifestação dos dons do Espírito, ou falsos crentes disfarçados como servos de Cristo podem fazer o mesmo (Mt 7.21-23; 24.11, 24; 2Co 11.13-15; 2Ts 2.8-10). O crente não deve dar crédito a qualquer manifestação espiritual, mas deve "provar se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo" (1Jo 4.1; cf. 1Ts 5.20,21)
Em 1Co 12.8-10, o apóstolo Paulo apresenta uma diversidade de dons que o Espírito Santo concede aos crentes. Nesta passagem, ele não descreve as características desses dons, mas noutros trechos das Escrituras temos ensino sobre os mesmos. Vejamos os dons relatados em 1 Co 12. 8-10:

8.1- DONS DE REVELAÇÃO
a) Dom da Palavra da Sabedoria (12.8)
Trata-se de uma mensagem vocal sábia, enunciada mediante a operação sobrenatural do Espírito Santo. Tal mensagem aplica a revelação da Palavra de Deus ou a sabedoria do Espírito Santo a uma situação ou problema específico
Exemplo: Não podiam resistir a sabedoria com que Estevão falava (At 6.10);
Não se trata aqui da sabedoria comum de Deus, para o viver diário, que se obtém pelo diligente estudo e meditação nas coisas de Deus e na sua Palavra, e pela oração (Tg 1.5,6).
b) Dom da Palavra do Conhecimento (12.8)
Trata-se de uma mensagem vocal, inspirada pelo Espírito Santo, revelando conhecimento a respeito de pessoas, de circunstâncias, ou de verdades bíblicas. Freqüentemente, este dom tem estreito relacionamento com o de profecia
Exemplo: Pedro obteve o conhecimento do que Ananias e Safira haviam feito (At 5.1-10);
c) Dom de Discernimento de Espíritos (12.10)
Trata-se de uma dotação especial dada pelo Espírito, para o portador do dom discernir e julgar corretamente as profecias e distinguir se uma mensagem provém do Espírito Santo ou não (1Jo 4.1).

8.2 DONS DE PODER
a) Dom da Fé (12.9)
Não se trata da fé para salvação, mas de uma fé sobrenatural especial, comunicada pelo Espírito Santo, capacitando o crente a crer em Deus para a realização de coisas extraordinárias e milagrosas. É a fé que remove montanhas (Mc 11.22-24) e que freqüentemente opera em conjunto com outras manifestações do Espírito, tais como as curas e os milagres.
b) Dons de Curas (12.9)
Esses dons são concedidos à igreja para a restauração da saúde física, por meios divinos e sobrenaturais
Exemplo: A cura de um coxo na porta do templo (At 3.6-8).
O plural ("dons") indica curas de diferentes enfermidades e sugere que cada ato de cura vem de um dom especial de Deus. Os dons de curas não são concedidos a todos os membros do corpo de Cristo (1 Co 12.11,30)
c) Dom de Operação de Milagres (12.10)
Trata-se de atos sobrenaturais de poder, que intervêm nas leis da natureza. Incluem atos divinos em que se manifesta o reino de Deus contra Satanás e os espíritos malignos
Exemplo: Jesus repreendendo o vento e o mar ( Mt 8.26,27)
8.3 DONS DE INSPIRAÇÃO
a) Dom de Profecia (12.10)
É preciso distinguir a profecia aqui mencionada, como manifestação momentânea do Espírito da profecia como dom ministerial na igreja, mencionado em Ef 4.11. Como dom de ministério, a profecia é concedida a apenas alguns crentes, os quais servem na igreja como ministros profetas. Como manifestação do Espírito, a profecia está potencialmente disponível a todo cristão cheio dEle (At 2.16-18). Quanto à profecia, como manifestação do Espírito, observe o seguinte:
Trata-se de um dom que capacita o crente a transmitir uma palavra ou revelação diretamente de Deus, sob o impulso do Espírito Santo (1Co 14.24,25, 29-31)
Tanto no AT, como no N.T., profetizar não é primariamente predizer o futuro, mas proclamar a vontade de Deus e exortar e levar o seu povo à retidão, à fidelidade e à paciência. A mensagem profética pode desmascarar a condição do coração de uma pessoa (1 Co 14.3,25). A igreja não deve ter como infalível toda profecia deste tipo, porque muitos falsos profetas estarão na igreja (1Jo 4.1). Daí, toda profecia deve ser julgada quanto à sua autenticidade e conteúdo (1Ts 5.20,21). Ela deverá enquadrar-se na Palavra de Deus (1Jo 4.1), contribuir para a santidade de vida dos ouvintes e ser transmitida por alguém que de fato vive submisso e obediente a Cristo (1Co12.3).
O dom de profecia manifesta-se segundo a vontade de Deus e não a do homem. Não há no N.T. um só texto mostrando que a igreja de então buscava revelação ou orientação através dos profetas. A mensagem profética ocorria na igreja somente quando Deus tomava o profeta para isso.
b) Dom de Variedades de Línguas (12.10)
No tocante às "línguas" (do grego: glossa, que significa língua) como manifestação sobrenatural do Espírito, notemos os seguintes fatos:
Essas línguas podem ser humanas como as que os discípulos falaram no dia de Pentecostes (At 2.4-6), ou uma língua desconhecida na terra, entendida somente por Deus (1 Co 14.2)
A língua falada através deste dom não é aprendida, e quase sempre não é entendida, tanto por quem fala como pelos ouvintes (1 Co 14.14,16)
O falar noutras línguas como dom abrange o espírito do homem e o Espírito de Deus, que entrando em mútua comunhão.
Línguas estranhas faladas no culto devem ser seguidas de sua interpretação, também pelo Espírito, para que a congregação conheça o conteúdo e o significado da mensagem (1 Co 14., 27,28.) Deve haver ordem quanto ao falar em línguas em voz alta durante o culto.
c) Dom de Interpretação de Línguas (12.10)
Trata-se da capacidade concedida pelo Espírito Santo, para o portador deste dom compreender e transmitir o significado de uma mensagem dada em línguas. Tal mensagem interpretada para a igreja reunida, pode ser uma profecia. Toda a congregação pode assim desfrutar dessa revelação vinda do Espírito Santo. A interpretação de uma mensagem em línguas pode ser um meio de edificação da congregação inteira, pois toda ela recebe a mensagem. A interpretação pode vir através de quem deu a mensagem em línguas, ou de outra pessoa. Quem fala em línguas deve orar para que possa interpretá-las (1 Co 14.13)

9. O FRUTO DO ESPÍRITO
Em contraste com as obras da carne, temos o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama "o fruto do Espírito". Esta maneira de viver se realiza no crente à medida que ele permite que o Espírito dirija e influencie sua vida de tal maneira que ele (o crente) subjugue o poder do pecado, especialmente as obras da carne, e ande em comunhão com Deus (ver Rm 8.5-14 nota; 8.14 nota; cf. 2Co 6.6; Ef 4.2,3; 5.9; Cl 3.12-15; 2Pe 1.4-9). O fruto do Espírito inclui:
a) ÁGAPE – AMOR
Caridade i.e., o interesse e a busca do bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca (1 Co 13.4-8)
O amor é o solo onde são cultivadas todas as demais virtudes espirituais.
O amor é a prova da espiritualidade e tem inicio na regeneração (1 Jo 4.7-8). O amor consiste em querer para os outros aquilo que queremos par nos mesmos. É a dedicação ao próximo (Mateus 7:12).
b) CHARA – ALEGRIA
Trata-se da felicidade do Espírito, qualidade de vida que é graciosa e bondosa caracterizada pela boa vontade, generosa nas dádivas aos outros, por causa de uma correta relação com Deus.
Deus não aprecia a dúvida e o desânimo, o pensamento melancólico e tristonho. Deus gosta de corações animados. (2Co 6.10)
A alegria cristã, entretanto não é uma emoção artificial. Antes é uma ação do Espírito de Deus no espírito humano é a sensação de alegria baseada no amor, na graça, nas bênçãos, nas promessas e na presença de Deus, bênçãos estas que pertencem àqueles que crêem em Cristo (1 Pe 1.8)
c) EIRENE – PAZ
A queda do homem no pecado destruí a paz, a paz com Deus, com os outros, com o próprio ser e com a própria consciência.
Foi através da instrumentalidade da cruz que Deus estabeleceu a paz. Portanto, a paz envolve muito mais do que uma tranqüilidade intima, que prevalece a respeito das tempestades externas. Antes, trata-se de uma qualidade espiritual e pessoal produzida pela reconciliação e pelo perdão dos pecados.
A paz é o contrario do ódio, da contenda, da inveja dos excessos de tudo o que são obras da carne.
Paz é a quietude de coração e mente(Fp 4.7).

d) MAKROTHUMIA – LONGANIMIDADE
Quando é uma qualidade atribuída a Deus, significa que ele tolera pacientemente todas as iniquidades do homem, não deixando arrebatar por explosões de ira.
A longanimidade é a paciência que nos permite subjugar a ira e o sendo de contenda, tolerando as injúrias.
Longanimidade é a perseverança, paciência, ser tardio para irar-se ou para o desespero (Ef 4.1,2).

e) CHRESTOTES – BENIGNIDADE
Significa gentileza, bondade. Esse termo grego significa também excelência de caráter, honestidade. O crente que a possui esse é gracioso e gentil para com seu semelhante não se mostrando ser inflexível e exigente.
Ser Benigno é não querer magoar ninguém, nem lhe provocar dor (Ef 4.32).

f) AGATHOSUNE – BONDADE
Uma pessoa bondosa quando se dispõe a ajudar aqueles que tem necessidade.
Podemos observar a vida terrena inteira de Jesus de Nazaré, vivida em meio a atos de bondade para com os outros. Ora, para que o crente se mostre supremamente bondoso, precisa contar com auxílio do Espírito Santo.
Bondade é a expressão máxima do amor cristão. No grego, refere-se ao homem bom, cuja generosidade brota do coração. Ela é a verdadeira prática do bem. É o amor em ação (Gl 6.10).
g) PISTIS – FÉ
Significa tanto confiança como fidelidade. A fé de parceria com o arrependimento, forma a conversão. A entrega da alma, as mãos de Cristo alicerçado sobre o conhecimento espiritual.
Fé é lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade
h) PRAUTES – MANSIDÃO
Para Aristóteles, essa característica era um vicio de deficiência, e não uma virtude. Aristóteles encarava tal realidade, como uma auto-depreciação.
Na verdade mansidão trata-se de uma submissão do homem para com Deus e, em seguida para com o homem. A mansidão é o resultado da verdadeira humildade por causa do reconhecimento alheio, com a recusa de nos considerarmos superiores.
Mansidão é moderação; descreve alguém que pode irar-se com eqüidade quando for necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso (Jesus em Mt 11.23 repreende duramente Carfanaum e no v. 29 diz que devemos ser mansos como ele Mt 11.29.
i) EGKRATEIA - TEMPERANÇA
Temperança ou domínio próprio é o controle ou domínio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais; também a pureza (1Co 7.9; Tt 1.8; 2.5).
Na passagem de 1 Co 7.9 essa palavra é usada em relação ao controle do impulso sexual. Mas em 1 Co 9.25 refere-se a toda forma de autodisciplina. Parece que Paulo se utiliza dessa palavra, neste contesto, dando a entender aquele autocontrole que obtém sobre os vícios alistados em Gl 5.19-21.

ANGELOLOGIA – DOUTRINA DOS ANJOS

INTRODUÇÃO
Angelologia é uma palavra formada por duas palavras gregas: Angelos (que significa “mensageiro”, “anjo’) e Logia (que significa estudo, doutrina). A Angelologia estuda de uma forma sistemática tudo o que se refere aos anjos .

01- A EXISTÊNCIA DOS ANJOS

1.1 Anjos são encontrados em trinta e cinco livros da Bíblia, e em duzentas e setenta e cinco referências.

1.2 Cristo ensinou a existência dos anjos (Mt 18.10; 26.53).

1.3 Os anjos são uma ordem distinta da criação e foi-lhes dado uma posição celestial, ou esfera, acima da esfera do homem (Sl 8.5; Hb 2.7-9; Ap 5.11; 7.11).


02- A CRIAÇÃO DOS ANJOS

Cl 1.15-17

2.1- Anjos não são uma raça, mas uma hoste .
2.2- Eles são filhos de Deus (Jó 1.6), e não de outros anjos.
2.3- Foram criados antes da criação do mundo físico (Jó 38.6,7).
2.4- Os anjos foram criados num estado de santidade (Jd 1.6).
Eles são inumeráveis (Hb 12.22).

03- PERSONALIDADE DOS ANJOS

3.1- têm Intelecto (1Pe 1.12).
3.2- têm Emoções (Lc 2.13).
3.3- têm Arbítrio (resolução dependente da vontade) (Judas 1.6) -- capazes de deixarem o seu primeiro estado.
04- DEFINIÇÃO DO TERMO "ANJO"
A palavra portuguesa “anjo” possui origem no latim “ângelus” , que por sua vez deriva-se do grego “angelos” . No idioma hebraico, temos “malach” . Seu significado básico é "mensageiro" (para designar a idéia de ofício de mensageiro). O grego clássico emprega o termo angelos para o mensageiro, o embaixador em assuntos humanos, que fala e age no lugar daquele que o enviou.

No AT, onde o termo malach ocorre 108 vezes, os anjos aparecem como seres celestiais, membros da corte de Yahweh, que servem e louvam a Ele (Ne 9:6; Jó 1:6), são espíritos ministradores (1Rs 19:5), transmitem a vontade de Deus (Dn 8:16,17)), obedecem a vontade de Deus (Sl 103:20), executam os propósitos de Deus (Nm 22:22), e celebram os louvores de Deus (Jó 38:7; Sl 148:2).

No NT, onde a palavra ‘angelos’ aparece por 175 vezes, os anjos aparecem como mensageiros de Deus. Funções semelhantes às do AT são atribuídas a eles, tais como: servem e louvam a Cristo (Fp 2:9-11; Hb 1:6), são espíritos ministradores (Lc 16:22; At 12:7-11; Hb 1:7,14), transmitem a vontade de Cristo (Mt 2:13,20; At 8:26), obedecem a vontade dEle (Mt 6:10), executam os Seus propósitos (Mt 13:39-42), e celebram os louvores de Cristo (Lc 2:13,14). Ali, os anjos estão vinculados a eventos especiais, tais como: a concepção de Cristo (Mt 1:20,21), Seu nascimento (Lc 2:10-12), Sua ressurreição (Mt 28:5,7) e Sua ascensão e Segunda Vinda (At 1:11).


05- SUA EXISTÊNCIA

A existência dos anjos, conforme veremos a partir de agora, é claramente demonstrada pelo ensino, tanto do Antigo Testamento, quanto do Novo Testamento.


a) Estabelecida pelo Ensino do Antigo Testamento

Vemos os anjos em suas funções principais de servir e louvar a Yahweh, transmitir as mensagens de Deus, obedecer Sua vontade, executar a vontade de Deus, e também como guerreiros.


b) Estabelecida pelo Ensino do Novo Testamento

No contexto do NT, os anjos não são apresentados simplesmente como "mensageiros de Deus", mas também como "ministros aos herdeiros da salvação" (Hb 1:14). Vejamos, outros textos a seguir: Mt 13:39; 13:41; 18:10; 26:53; Mc 8:38; Lc 22:43; Jo 1:51; Ef 1:21; Cl 1:16; 2Ts 1:7; Hb 1:13,14; 12:22.

06- O ARCANJO MIGUEL
Pretendemos a partir de agora estudar a respeito de cinco classes especiais de anjos, a começar por Miguel, o Arcanjo. No grego encontramos “Michael” , no hebraico “mika'el” . O nome Miguel significa "quem é como El (Deus)?".

A tradição sobre a existência de arcanjos não fazia parte original da fé judaica. Assim, na literatura bíblica, Miguel é introduzido em Dn 10:13,21 e 12:1 e reaparece no NT em Jd 9 e Ap 12:7. Embora algumas literaturas tenham Gabriel como outro Arcanjo (totalizando sete na literatura apócrifa e pseudepígrafa, onde quatro nomes são revelados: Miguel, Gabriel, Rafael e Uriel), a Bíblia só revela a existência de um único Arcanjo, Miguel. Isto é demonstrado pelo fato de que nas duas ocorrências da palavra grega “archangelos” , "arcanjo" ou “anjo principal”, 1Ts 4:16 e Jd 9, o termo só aparece no singular, ligado unicamente ao nome de Miguel, donde se conclui biblicamente que só exista um anjo assim denominado Arcanjo, ou anjo-principal.

O Miguel tem, no entanto, responsabilidade especiais como protetor de Israel contra o anjo rival dos persas (Dn 10:13,21), e ele comanda os exércitos celestiais contra todas as forças sobrenaturais do mal na última grande batalha (Dn 12:1).
No NT, Miguel aparece apenas em duas ocasiões. Em Jd 9, há referência a uma disputa entre Miguel e o diabo com respeito ao corpo de Moisés. Essa passagem é bastante polêmica. Orígenes acreditava que isto estaria registrado num apócrifo chamado de "Assunção de Moisés", mas a história não aparece nos textos existentes, porém incompletos, desta obra. A literatura rabínica posterior parece ter conhecimento desta história. O outro texto em que Miguel aparece, é Ap 12:7, que retoma o tema de Dn 12:1.
07- O ANJO GABRIEL
O vocábulo hebraico Gabriel significa "homem de Deus" (do hebraico: “geber” , "varão" e “El” - forma abreviada de “Elohim” , "Deus").

No AT, Gabriel aparece apenas em Daniel, e ali como mensageiro celestial que surge na forma de um homem e dar entendimento e sabedoria ao próprio (Dn 8:16; 9:21). Suas funções são: revelar o futuro ao interpretar uma visão (Dn 8:17; 9.22),

No NT, Gabriel surge somente na narrativa de Lucas que descreve o nascimento de Cristo. Ali, ele é o mensageiro angelical que anuncia grandes eventos: o nascimento de João Batista (Lc 1:11-20) e de Jesus (Lc 1:26-38). Também é apresentado como aquele que "assiste diante de Deus" (Lc 1:19). Destes casos, conclui-se que Gabriel é o portador das grandes mensagens divinas aos homens. Pode-se concluir, dizendo que na Bíblia, Gabriel é o "anjo mensageiro" e Miguel o "anjo guerreiro".

08- OS SERAFINS
O termo hebraico é “saraph” . Quanto à origem exata e a significação desse termo, não existe concordância entre os eruditos. Provavelmente, deriva-se da raiz hebraica saraph , cujo significado é "queimar", o que daria a idéia de que os Serafins são anjos ‘ardentes’, uma vez que essa raiz também pode significar "consumir com fogo", mas também "rebrilhar" e "refletir".

A única menção a esses seres celestiais nas páginas das Escrituras Sagradas fica no livro de Isaías (Is 6). Os serafins aparecem associados com os Querubins na tarefa de resguardar o trono divino. Os seres vistos por Isaías tinham forma humana, embora possuíssem seis asas (Is 6:2). Estavam postos acima do trono de Deus (Is 6:2a), o que parece indicar que sejam líderes na adoração ao Senhor. Uma dessas criaturas entoava um refrão que Isaías registra nas palavras: "Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; a terra inteira está cheia da Sua glória" (Is 6:3).
Pelo que observamos no texto, parece que para Isaías os Serafins constituíam uma ordem de seres angélicos responsáveis por certas funções de vigilância e adoração.
09- OS QUERUBINS
No hebraico, temos “keruhbim” , plural de “kerub” . No grego “cheroub” . Palavra de etimologia incerta.

No AT esses seres são apresentados como simbólicos e celestiais. No livro de Gênesis, tinham a incumbência de guardar o caminho para a árvore da vida, no jardim do Éden (Gn 3:24). Uma função semelhante foi credita aos dois Querubins dourados, postos em cada extremidade do Ex 25:18-22; Hb 9:5), onde simbolicamente protegiam os objetos guardados na arca, e proviam, com suas asas estendidas, um pedestal visível para o trono invisível de Yahweh (veja Sl 80:1 e 99:1). No livro de Ezequiel (Ez 10), o trono-carruagem de Deus, que continuava sustentado por Querubins, tornava-se móvel. Também foram bordados Querubins nas cortinas e véus do Tabernáculo, bem como estampados nas paredes do Templo (Êx 26:31; 2Cr 3:7).

10. O ANJO DO SENHOR
Outro ensino veterotestamentário de grande importância, que por sua vez está estritamente relacionado com as ‘Teofanias’, são as aparições do Anjo do Senhor. Optamos por estudar, separadamente, este assunto, em virtude de sua importância crucial, uma vez que as aparições do Anjo do Senhor se constituem em Teofanias, mas especificamente Teofanias onde as aparições de Deus se davam de forma humana.

A expressão "Anjo do Senhor" ou sua variante "Anjo de Deus", se encontram mais de cinqüenta vezes no AT. Portanto, é necessário algumas considerações acerca desse personagem, que se reveste de grande importância quando tratamos da possibilidade da Encarnação.

A primeira aparição bíblica do "Anjo do Senhor", foi no episódio de Agar, no deserto (Gn 16:7). Outros acontecimentos incluíram pessoas como Abraão (Gn 22:11,15), Jacó (Gn 31:11-13), Moisés (Êx 3:2), todos os israelitas durante o Êxodo (Êx 14:19) e posteriormente em Boquim (Jz 2:1,4), Balaão (Nm 22:22-36), Gideão (Jz 6:11), Davi (1Cr 21:16), entre outros.

A Bíblia nos informa que o Anjo do Senhor realizou várias tarefas semelhantes às dos anjos, em geral. Às vezes, Suas aparições eram simplesmente para trazer mensagens de Deus, como por exemplo em Gn 22:15-18; 31:11-13. Em outras aparições, Ele fora enviado para suprir necessidades (1Rs 19:5-7) ou para proteger o povo de Deus de perigos (Êx 14:19; Dn 6:22).

Com relação à identidade do Anjo do Senhor, os eruditos não são e nunca foram unânimes. Entretanto, a antiquíssima interpretação cristã cita que, nesses casos acima citados, encontramos manifestações preencarnadas de Cristo.

Desejamos, portanto, apresentar a seguir três argumentos bíblicos que evidenciam, que o Anjo do Senhor é Jesus Cristo antes de encarnado:

Josué 5:14 - Quando o Anjo do Senhor apareceu a Josué, diz a Palavra do Senhor que ele "...se prostrou sobre o seu rosto na terra, e O adorou, e disse-lhE: Que diz meu Senhor ao seu servo?". Se o Anjo do Senhor não fosse o próprio Senhor ( o Cristo preencarnado), o anjo (caso fosse simplesmente "um anjo") teria proibido a Josué de adorá-lo, como ocorreu em partes das escrituras como em Ap 19:10 e Ap 22:8,9.

Jz 13:18 - Embora concordemos com o fato de que existem controvérsias a respeito desta passagem, reputamos a mesma como factual e elucidativa. Quando Manoá, pergunta ao Anjo do Senhor, o Seu nome, Ele responde: "...porque perguntas assim pelo meu nome, visto que é maravilhoso ?" Uma comparação desta resposta com a passagem de Is 9:6, demonstra que o Anjo do Senhor que apareceu a Manoá é o Menino que nos fora dado de Isaías. Isto é, o Anjo do Senhor, cujo Nome é Maravilhoso (YHWH), é o próprio Senhor, e ao mesmo tempo o Menino que nos fora dado.

A terceira evidência escriturística que queremos apresentar, é que no contexto neotestamentário, a Bíblia deixa de utilizar-se do termo "o Anjo do Senhor" como pessoa específica. Isto é demonstrado pelo fato de que o artigo definido masculino singular "o" deixa de ser utilizado, sendo substituído pelo artigo indefinido "um". Alguns exemplos disto, são os textos de Lc 1:11; At 12:7 e At 12:23, dentre muitos outros. Infelizmente, nem todas as ocorrências de Anjo do Senhor no NT, na versão ARC, se encontram com o artigo indefinido "um", o que ocorre na versão ARA nos textos citados e em outros correlatos.

Esta substituição possui um grande significado. Isto é, no contexto do NT, contemporâneo ou posterior à Encarnação, as manifestações angelicais não eram do Anjo do Senhor, mas meramente de um de Seus anjos, pois o Anjo do Senhor já havia sido manifestado na carne (1Tm 3:16).

BIBLIOGRAFIA:
A BÍBLIA SAGRADA. Edição Revista e Corrigida no Brasil. Rio de Janeiro, Imprensa Bíblica Brasileira, 1994.

BANCROFT, Dr. Emery H. Teologia Elementar. Trad. João M. Bentes.3ª ed. SP, Imprensa Batista Regular,1986.

CHAMPLIN, Russel N. & BENTES, João Marques. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia.
São Paulo, Candeia, 1991.
PINTO, Rogério Andrade. Apostila de Paracletologia, Teológico, 2007

terça-feira, 29 de setembro de 2009

SERMÃO: O CASO DA JANELA ABERTA

O CASO DA JANELA ABERTA
2 Sm 11. 1-5

NESTE ESTUDO, DAVI ESTÁ COM UNS 20 ANOS DE REINADO E CERCA DE 50 ANOS DE IDADE.
ALGO BELO NA BÍBLIA É QUE ELA NÃO ESCONDE OS FRACASSOS DOS SEUS HERÓIS.
ANTES DE ANALISARMOS A HISTÓRIA EM SÍ, VAMOS LER UM TEXTO IMPORTANTE PARA NOSSA COMPREENSÃO EM Dt 17. 14-17

I- DE UM COMEÇO HUMILDE A UMA SITUAÇÃO VULNERÁVEL

1- DAVI ESTÁ NO APOGEU DO SEU REINADO
2- DAVI ESTAVA EM CASA E NÃ0 NA BATALHA (V.1)
3- DAVI ESTÁ NO TERRAÇO DE SUA CASA E VISUALIZA UMA MULHER ‘ MUITO FORMOSA’ (V.2)
4- A CULPA TEM QUE SER PARTILHADA: BATE-SEBA FOI DESCUIDADA E INSENSATA E DAVI IMPRUDENTE


II- DAVI SE ESQUECEU QUE ERA HOMEM DE DEUS

1- O PECADO CEGA
2- O DIABO MUITAS VEZES NÃO NOS FAZ ODIAR DEUS E SIM FAZ NOS ESQUECER DEUS
3- TEM MOMENTOS QUE A ÚNICA FORMA DE RESISTIR É FUGINDO.
4- SE DAVI ESTIVESSE NA GUERRA ISSO NÃO TERIA OCORRIDO OU SE BATE-SEBA
TIVESSE SIDO MAIS PRUDENTE PROVAVELMENTE ESSE FATO NÃO TERIA OCORRIDO
5- DAVI FICOU NO TERRAÇO TOMANDO UM AR QUANDO UM DESEJO ARDENTE EXPLODIU DENTRO DELE
6- DAVI SE ESQUECEU NESTE MOMENTO DE TODAS AS LIÇÕES APRENDIDAS COM DEUS DURANTE SUA VIDA


III- DAVI FOI ALERTADO

1- DAVI QUER SABER QUEM É AQUEL BELA MULHER ( V.3)
2- ALGO IMPORTANTE AQUI É QUE NÃO ERA COSTUME DAR A GENEALOGIA DA PESSOA COM RELAÇÃO AO CÔNJUGE E SIM AOS ASCENDENTES
3- ACREDITO QUE O SERVO SABIA EXATAMENTE O QUE DAVI ESTAVA PENSANDO NAQUELE MOMENTO, PORQUE ELE CONHECIA SEU SENHOR
4- POIS COM CERTEZA ELE SUBIU AO TERRAÇO E VIU BATE-SEBA E COMO DAVI, ELE ERA HOMEM.
5- DAVI FINGIU NÃO ENTEDER O AVISO.

IV- O PECADO É PRAZEROSO MAS GERA CONSEQUÊNCIAS

1- SERIA INSENSATO PENSAR QUE NESSE ENCONTRO NÃO HOUVE PRAZER
2- DAVI ERA O REI E DE BOA APARÊNCIA E ELA LINDA PORÉM SOLITÁRIA
3- MAS ALGO FUGIU DO CONTROLE ( V.5)
4- NA HORA DO PECADO NÃO SE MEDE AS CONSEQUÊNCIAS, MAS ELAS CHEGAM
5- AO INVÉS DE SE ARREPENDER, ELE ESCOLHE O CAMINHO DA MENTIRA E HIPOCRISIA ( V.6-8)
6- URIAS FRUSTA OS PLANOS DE DAVI ( V. 9-13)
7- UM PECADO PARA ENCOBRIR OUTRO PECADO ( V. 14-18)

V- DEUS ENVIA A CONTA A DAVI

1- DAVI TRAZ BATE-SEBA PARA MORAR CONSIGO ( V.27)
2- O BOATO DEVIA CORRER SOLTO EM JERUSALÉM, MAS NINGUÉM TINHA CORAGEM DE CONFRONTAR O REI
3- JÁ SE TEM PASSADO CERCA DE 1 ANO E O SENHOR ENVIA O PROFETA NATÃ A DAVI ( 1 Sm 12.1)
4- NATÃ FOI ESTRATÉGICO: CONVERSOU COM DAVI A SÓS E LHE PROPÔS UM PARÁBOLA ( 1 Sm 12.2-4)
5- DAVI PREPARA O LAÇO E DAVI COLOCA A CABEÇA ( V. 5,6)
6- SÓ RESTA PRA NATÃ PUXA A CORDA ( V. 7)
7- AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO DE DAVI ( V.10)
8- DAVI RECONHECE SEU ERRO ( V.13) E ESCREVE O Sl 51 REFERENTE A ESSE EPISÓDIO.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

VÍDEO: PREGAÇÃO ( VALE A PENA VER)

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Profetas maiores: Isaías

LIVRO DO PROFETA ISAÍAS
A Sombra ameaçadora do cruel monarca assírio pairava densamente sobre os outros impérios e reinos menores do Oriente Médio. Toda a área estava agitada com conversas sobre conspiração e confederação. (Is 8.9-13). No Norte, o Israel apóstata logo seria vítima dessa intriga internacional, ao passo que no Sul, os reis de Judá reinavam precariamente. (2Rs 15-21) Novas armas de guerra vinham sendo desenvolvidas e postas em uso, aumentando o terror dos tempos. (2Cr 26.14,15) Para onde era preciso voltar-se em busca de proteção e salvação? Embora o nome de Deus estivesse nos lábios do povo e dos sacerdotes no pequeno reino de Judá, seu coração se desviara para outras direções, primeiro para a Assíria e depois para o Egito. (2Rs 16.7; 18.21) Desvanecia a fé no poder de Deus. Quando não se tratava de grosseira idolatria, prevalecia o modo hipócrita de adorar, baseado no formalismo e não no verdadeiro temor de Deus.
Era cerca de 740 aC, ano em que o leproso Rei Uzias morreu. (
Is 6.1-8) O nome Isaías significa “Salvação de Jeová", Desde o início até o fim, a profecia de Isaías sublinha este fato: que Deus é salvação.
Isaías era filho de Amoz (não deve ser confundido com Amós, outro profeta de Judá). (
1.1) As Escrituras não dizem nada sobre o nascimento e a morte dele, embora a tradição judaica diga que ele foi serrado em pedaços por ordem do iníquo Rei Manassés. (Compare com Hb 11.37.) Seus escritos mostram que residia em Jerusalém com a esposa, uma profetisa, e com pelo menos dois filhos que tinham nomes proféticos. (Is 7.3; 8.1- 3) Serviu durante o tempo de pelo menos quatro reis de Judá: Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias; evidentemente começando por volta de 740 aC (quando Uzias morreu, ou possivelmente antes disso) e continuando pelo menos até depois de 680 aC (o 14° ano de Ezequias), ou não menos que 46 anos. Já havia também assentado por escrito, sem nenhuma dúvida, a sua profecia por volta desta última data. (1.1; 6.1; 36.1) Outros profetas dos seus dias eram Miquéias, em Judá, e, ao norte, Oséias e Obadias. Mq 1.1; Os 1.1; 2 Cr 28.6-9.
É interessante notar que a partir do ano de 1947 alguns documentos antigos foram tirados da escuridão de grutas de Khirbet Qumran, perto do litoral noroeste do mar Morto. Trata-se dos Rolos do Mar Morto, que continham a profecia de Isaías. Ela está belamente escrita em bem conservado hebraico pré-massorético, e tem uns 2.000 anos de idade, datando do fim do segundo século aC. O seu texto é, pois, cerca de mil anos mais antigo do que o mais antigo manuscrito existente do texto massorético, em que se baseiam as traduções modernas das Escrituras Hebraicas. Há algumas variações pequenas de grafia, algumas diferenças na construção gramatical, mas não divergem do texto massorético quanto a doutrinas. Eis uma prova convincente de que as nossas Bíblias hoje contêm a mensagem inspirada, original, redigida por Isaías.
São realmente notáveis no livro de Isaías as profecias messiânicas. Isaías é chamado “o profeta evangelista”, em razão de serem tantas as predições sobre os eventos da vida de Jesus que se cumpriram. O
capítulo 53, que por muito tempo fora um “capítulo enigmático”, não só para o eunuco etíope, mencionado em At 8, mas também para o povo judeu em geral, prediz tão vividamente o modo como Jesus seria tratado que parece narrativa de uma testemunha ocular.
CONTEÚDO DE ISAÍAS
Os seis primeiros capítulos
1-6, descrevem as condições que existiam em Judá e em Jerusalém, expondo o pecado de Judá perante Deus, e relatam o comissionamento de Isaías. Os capítulos 7 a 12 falam das ameaças de invasões por parte do inimigo e a promessa de libertação. Os capítulos 13 a 35 contêm uma série de pronúncias contra muitas nações e predizem que a salvação virá de Deus. Os eventos históricos do reinado de Ezequias são descritos nos capítulos 36 a 39. Os capítulos remanescentes, caps. 40 a 66, têm como tema a libertação do cativeiro em Babilônia, o retorno do restante judeu e a restauração de Sião.
Isaías cap. 1
1.1 A RESPEITO DE JUDÁ. O longo ministério profético de Isaías teve lugar na época do reino dividido (ver 1 Rs 12.20 ; 2 Cr 10.1). O Reino do Norte chamado pelos diferentes nomes de Israel , Samaria e Efraim abrangia dez tribos de Israel. O Reino do Sul comumente chamado de Judá, com sua capital em Jerusalém consistia das tribos de Judá e de Benjamim. Os dois reinos, na época de Isaías, estavam desviados de Deus e da sua lei e recorriam às nações pagãs e seus deuses falsos para livrá-los dos seus inimigos. O Reino do Norte foi subjugado e destruído pela Assíria em 722 a.C. Isaías advertiu Judá de que esse reino, também, seria destruído por causa do seu pecado e apostasia (39.6).
1.2 PREVARICARAM CONTRA MIM. ( Prevaricar aqui, é literalmente rebelar-se). O concerto de Deus com o povo israelita abrangia Judá e Israel, que também receberam dEle a sua lei, o seu templo e suas promessas; no entanto, viviam no pecado, menosprezavam o concerto divino, e não reconheciam a Deus como a fonte da salvação e suas demais bênçãos. Por isso, Deus ia castigá-los (vv. 5-8).
1.3 ISRAEL. Aqui, Israel refere-se a todas as doze tribos, inclusive Judá.
1.4 SANTO DE ISRAEL. Esta expressão, como um título de Deus, ocorre vinte e seis vezes em Isaías, além de mais cinco vezes em que Ele é chamado apenas o Santo . O profeta, ao usar esse nome de Deus (certamente originado, em parte, da sublime visão que Isaías teve de Deus, na sua santidade cap. 6), não somente ressalta o caráter expressamente santo de Deus, mas também que os que são de Deus devem ser santos, para que possam continuar em comunhão com Ele.
1.7 A VOSSA TERRA ESTÁ ASSOLADA. No seu empenho de levar Judá ao arrependimento, Deus permitiu o despojo da sua terra por estrangeiros (ver 2 Cr 28.5-18). O pecado dos israelitas privou-os da bênção e proteção de Deus, e o castigo veio sobre eles. A terra e o seu povo seriam finalmente subjugados por Nabucodonosor e seu exército babilônico (605 586 a.C.). Um povo que continua obstinado e indiferente na senda do pecado, atrairá o juízo divino e, por fim, a destruição.
1.9,10 SODOMA... GOMORRA. As cidades de Sodoma e Gomorra foram totalmente destruídas por causa do seu extremo pecado (Gn 19.1-25). Isaías equipara Judá a essas cidades, por causa da sua grande infidelidade.
1.11 DE QUE ME SERVE A MIM A MULTIDÃO DE VOSSOS SACRIFÍCIOS? Isaías condena o povo por cometer atos ímpios e injustiças (vv. 16,17) e ao mesmo tempo oferecer sacrifícios a Deus e também orar e prestar-lhe culto. A adoração e o louvor é uma abominação para Deus se o nosso coração não estiver inteiramente dedicado a Ele e aos seus caminhos santos (cf. 66.3; Jr 7.21-26; Os 6.6; Am 5.21-24; Mq 6.6-8).
1.15 AS VOSSAS ORAÇÕES, NÃO AS OUÇO. O pecado na vida do crente levará Deus a desviar seu rosto de suas orações (ver Tg 4.3 nota; 1 Jo 3.22 )
1.18 VINDE, ENTÃO, E ARGÜI-ME. Deus não queria condenar e destruir o seu povo. Ele perdoaria tudo, se eles tão-somente se arrependessem, cessassem de fazer o mal, cuidassem de fazer o bem e obedecessem à sua Palavra (vv. 16-19). O perdão divino está agora à disposição de todos os pecadores, que confessam a Deus os seus pecados, arrependem-se e aceitam a purificação provida por Deus, mediante o sangue de Jesus Cristo (Lc 24.46,47; 1Jo 1.9). Aqueles que rejeitam a misericórdia de Deus e, na sua rebeldia, apegam-se aos seus próprios caminhos, se perderão (v. 20).
1.25 PURIFICAREI INTEIRAMENTE AS TUAS ESCÓRIAS. Deus queria expurgar o mal dentre o seu povo e restaurar um remanescente que se arrependesse (vv. 18,19,26,27). Deus ainda não concluíra a sua obra através de Judá (cf. Ed 1; 5.2,14-16), pois o Redentor de toda a raça humana ainda teria que vir através desse povo escolhido. Sião (v. 27, i.e., Jerusalém) seria restaurada, mas somente quem fielmente se voltasse para Deus seria salvo; os impenitentes seriam destruídos (cf. v. 28; 65.8-15).
Isaías cap. 2
2.2-5 SE FIRMARÁ O MONTE DA CASA DO SENHOR. Isaías profetiza a respeito de um período quando o governo divino se estabelecerá em toda a terra (cf. Mq 4.1-3). Toda iniqüidade, injustiça e rebelião dirigidas contra Deus e sua lei serão debeladas e a justiça prevalecerá (cf. 59.20 60.3,14; Jr 33.14-16; Zc 2.10-12). Todas as nações , judeus e gentios, adorarão e servirão ao Senhor. Esta profecia manifesta o propósito final de Deus para Israel e a raça humana; ela cumpre-se no próprio Jesus Cristo, que executa juízo e justiça na terra (9.1-7; 11.3-5).
2.6-9 TU DESAMPARASTE O TEU POVO. Estes versículos descrevem a apostasia da nação de Judá. Seus habitantes abandonaram a Deus, adotaram a idolatria e o ocultismo, deleitavam-se nas práticas ímpias dos pagãos e depositavam sua confiança no dinheiro, nas alianças internacionais e no poderio militar. Daí, Isaías orar para que não houvesse perdão até que Deus, mediante duros revezes os levasse a um arrependimento de coração (vv. 17-21). Ele sabia que o perdão aparente do ritual religioso só agravaria a situação. Um arrependimento sincero deve preceder o perdão (1.16-20).
2.11 A ALTIVEZ DOS VARÕES SERÁ HUMILHADA. Uma das graves conseqüências do orgulho humano é a crença de que a pessoa não depende de Deus para decidir como deve viver, bem como para decidir sobre o que é certo e errado. No dia do julgamento, na presença do Senhor, os tais que assim fazem sofrerão a pior vergonha.
2.12 O DIA DO SENHOR. Segundo as palavras de Isaías, o tempo do juízo estava próximo. O cumprimento imediato da sua profecia foi a assolação da terra de Israel por Deus, empregando os exércitos assírio e babilônico como agentes da sua ira (39.6). Na perspectiva profética remota, o dia do SENHOR refere-se à ocasião em que Deus banirá toda a iniqüidade na terra Jl 2.31.

Isaías cap. 3
3.1-3 TIRARÁ DE JERUSALÉM. Como resultado dos pecados do povo, o castigo divino atingirá todos os segmentos da sociedade e todos sofrerão .
3.5 OPRIMIDO... CADA UM, CONTRA O SEU PRÓXIMO. A rejeição dos caminhos de Deus numa sociedade abre caminho para a injustiça, a opressão cruel, a violência, o desrespeito aos pais pela juventude rebelde e o repúdio a todas as restrições morais .
3.10 DIZEI AOS JUSTOS. Isaías foi ordenado a encorajar os que permanecessem fiéis a Deus no meio de um povo ímpio. Os justos sofreriam agora por amor à justiça, mas posteriormente teriam vitória e Deus os recompensaria ricamente.
3.14 O ESPÓLIO DO POBRE. ( Espólio aqui, é literalmente bens tomados do próximo). Deus abomina maus-tratos aos menos afortunados da sociedade.
3.16-26 AS FILHAS DE SIÃO. As mulheres do reino de Judá, em meio ao declínio espiritual, moral e político da nação, eram conhecidas por seu apego desvairado por tudo o que a moda oferecia, e pela beleza exterior.Eram mulheres egocêntricas, que procuravam ser belas para despertar atração sensual e que cuidavam somente do que lhes interessava, sem demonstrarem qualquer preocupação com os oprimidos, os pobres, ou com a crítica condição espiritual de suas famílias e compatriotas. Deus as advertiu que iam sofrer vergonha e humilhação quando estivessem como escravas infelizes dos senhores do seu povo (vv. 17,24).
Isaías cap. 4
4.2-6 O RENOVO DO SENHOR. Este é um título do Messias. Ele brotará como um rebento da raiz de Davi. Os versículos 2-6 referem-se a um tempo, tanto de juízo como de salvação.
4.3 SERÃO CHAMADOS SANTOS. Aqueles que sobreviverem ao juízo vindouro serão chamados santos , i.e., terão o caráter de Deus, que é o Santo de Israel (1.4).
Isaías cap. 5
5.1-7 UMA VINHA. Esta parábola da vinha demonstra que Deus fez todo possível para fazer de Judá uma nação santa e frutífera. Somente depois que os judeus recusaram ser o que Deus queria que eles fossem é que Ele destruiu a sua vinha. Esta parábola de Isaías prenuncia, historicamente, a destruição de Jerusalém e o exílio em 586 a.C.
5.8-32 AI DOS QUE... Seis ais (i.e., declarações de julgamento) são proferidos contra seis tipos de pecados: (1) cobiça egoísta (v. 8); (2) embriaguês (vv. 11,12); (3) zombaria de descrença no poder de Deus para julgar o pecado (vv. 18,19); (4) corrupção dos padrões morais de Deus (v. 20); (5) arrogância e orgulho (v. 21); e (6) perversão da justiça (vv. 22,23);
5.24 PORQUANTO REJEITARAM A LEI DO SENHOR. O livro de Isaías contém a doutrina da justa retribuição pelo pecado. A rejeição dos ensinos do Senhor e o desprezo à sua Palavra por alguém, trará como resultado sobre tal pessoa, o juízo que esses pecados acarretam (v. 25; cf. Os 4.6).
5.26 AS NAÇÕES DE LONGE. Isaías descreve a destruição iminente de Judá por uma nação distante; destruição em breve e certa. Judá não teria força para fazer o inimigo recuar. Isaías estava certamente antevendo as invasões dos assírios, cujos exércitos saquearam Judá em 701 a.C., e dos babilônios, cujas incursões começaram em 605 a.C. Deus muitas vezes já utilizou outras nações para castigar o seu povo.
Isaías cap. 6
6.1 NO ANO EM QUE MORREU O REI UZIAS. Esse ano foi aproximadamente 740 a.C. (cf. 2 Cr 26.16-21). Isaías foi purificado e recebeu uma chamada específica de Deus para pregar a sua Palavra a um povo espiritualmente cego, surdo e insensível (vv. 9,10).
6.1 EU VI AO SENHOR. Isaías, por esta visão do Senhor, teve uma compreensão correta da sua mensagem e chamada. A visão revelou um dos temas principais do livro, a saber: que a glória, majestade e santidade de Deus requer que aqueles que a Ele servem, devem também ser santos.
6.2 SERAFINS. Trata-se de seres angelicais de ordem superior. Serafins deve ser outro nome dos seres viventes revelados noutras partes das Escrituras (Ap 4.6-9). Seu título (literalmente: seres ardentes ) pode denotar sua pureza, uma vez que servem a Deus continuamente, em derredor do seu trono. Refletem de tal maneira a glória de Deus que parecem arder em chamas.
6.3 SANTO, SANTO, SANTO É O SENHOR. A principal característica de Deus revelada a Isaías é a sua santidade, que significa sua pureza de caráter, sua separação do pecado e sua repulsa a tudo que é mau
6.5 AI DE MIM! Isaías, ao contemplar a santidade de Deus, imediatamente reconheceu sua própria imperfeição e impureza, sobretudo quanto às suas palavras (cf. Tg 3.1-6). Reconheceu, também, as conseqüências de ver Deus face a face (cf. Êx 33.20) e ficou assombrado. Deus, então, purificou os seus lábios e o seu coração (cf. Lv 16.12; Jr 1.9) e o tornou apto a permanecer na sua presença como servo e profeta do Santo de Israel.
6.8 A QUEM ENVIAREI? Só depois de purificado é que Isaías foi designado profeta.
6.9 VAI E DIZE A ESTE POVO. Deus avisou a Isaías que o povo ia rejeitar a sua mensagem e continuar indiferente ao chamado profético ao arrependimento. Sua pregação até faria seus corações se endurecerem ainda mais forte contra o Senhor (vv. 9,10. Mesmo assim, Isaías teria que pregar fielmente a mensagem impopular do juízo (cf. Jr 1.8,19; Ez 2.3,4). Haveria, no entanto, um limite para seu espinhoso ministério. Os juízos a serem infligidos através de Senaqueribe, em 701 a.C. (vv. 11,12) levariam Jerusalém à fé e à obediência (36.21,22; 37.1- 7.
6.13 A SANTA SEMENTE. Deus confortou Isaías ao dizer-lhe que um pequeno remanescente do povo creria e seria preservado. Um novo Judá, que seria chamado santo, ia surgir, e através dele, Deus executaria o seu plano de salvação para o mundo. Semelhantemente, sob o novo concerto, Deus julgará uma igreja que for apóstata e levantará um remanescente santo que permanecerá fiel a Ele e à sua Palavra
Isaías cap. 7
7.1-25 NOS DIAS DE ACAZ. Cerca de 735/734 a.C., os reis de Israel e da Síria atacaram Judá. Isaías disse ao rei Acaz de Judá que confiasse em Deus para o livramento. Acaz, no entanto, recusou a oferta divina de um sinal milagroso e, em vez disso, buscou a ajuda da Assíria (ver 2 Rs 16.5-18; 2 Cr 28.16-21). Ainda assim, o Senhor deu um sinal a toda a casa de Davi o nascimento do Emanuel (vv. 13-17). Nesta ocasião Deus fez fracassar a invasão de Judá pela Síria e Israel, mas posteriormente Ele enviou os assírios e babilônios para assolarem a terra.
7.3 SEAR-JASUBE. O nome do filho mais velho de Isaías significa um remanescente voltará . Esse nome ressaltava a intenção de Deus de preservar um remanescente fiel entre o povo para consumar o seu plano de salvação (cf. 11.11,12,16; 37.4,31).
7.8 DENTRO DE SESSENTA E CINCO ANOS. Israel (também chamado Efraim) foi vencido em 722 a.C. pela Assíria, que trouxe colonos estrangeiros para aquela terra, para fins de casamento misto com os poucos israelitas ali deixados; a mistura racial resultante disso, deu origem aos samaritanos (ver 2 Rs 17.24-34; cf. Jo 4.7-42).
7.12 ACAZ... DISSE: NÃO O PEDIREI. O profeta Isaías aconselhou Acaz a confiar em Deus para um livramento. Acaz rejeitou o conselho, e resolveu confiar no seu limitado raciocínio e procurou a ajuda da Assíria (ver 2 Rs 16.5-18; 2 Cr 28.16-21).
7.14 UMA VIRGEM CONCEBERÁ... EMANUEL. Virgem (hb. almah). Na língua original o termo pode significar virgem ou mulher jovem em idade de casar . (1) A aplicação imediata desse sinal seria a uma nubente que fora virgem até à ocasião do seu casamento. Antes do seu filho ter idade suficiente para distinguir entre o certo e o errado, os reis da Síria e de Israel seriam destruídos (v. 16). (2) O pleno cumprimento desta profecia ocorreu quando Jesus Cristo nasceu da virgem Maria (Mt 1.23). Maria era virgem e permaneceu virgem até a ocasião do nascimento de Jesus (Mt 1.18,25). A concepção do seu Filho deu-se mediante um milagre do Espírito Santo, e não pela ação de homem algum (ver Mt 1.16,23; Lc 1.35). (3) O filho da virgem devia se chamar Emanuel , i.e., Deus conosco (Mt 1.23). Este nome revestiu-se de novo e profundo significado com a vinda pessoal ao mundo, do Filho unigênito de Deus (cf. Jo 3.16).
Isaías cap. 8 -
8.3 MAER-SALAL-HÁS-BAZ. O significado do nome do segundo filho de Isaías (cf. 7.3 nota) é rápido à presa, veloz ao despojo , conforme vemos literalmente no versículo 1. Aquele nome prediz não somente a destruição e queda da Síria, pela Assíria (732 a.C.), como também o mesmo destino, para Israel (722 a.C.).
8.6 AS ÁGUAS DE SILOÉ. As águas de Siloé (o NT as cita como o tanque de Siloé, Jo 9.7). Essas águas vinham de uma fonte tranqüila que formava um reservatório subterrâneo para abastecer Jerusalém em tempos de cerco pelo inimigo. Posto que Judá e Jerusalém rejeitaram o governo gracioso de Deus, teriam que suportar, em vez disso, as águas destruidoras da região do Eufrates, i.e., o poderoso dilúvio inundante de soldados assírios invasores (vv. 7-10).
8.12 CONJURAÇÃO. Isaías tinha procurado persuadir Judá a buscar a Deus ao invés de buscar ajuda no estrangeiro. Foi acusado de conspiração e traição. O profeta não devia temer ninguém; ele foi exortado a temer somente ao Senhor dos Exércitos (vv. 12,13).
8.13 SEJA ELE O VOSSO TEMOR. Nos tempos de perigos e provações, é somente a Deus que devemos temer; é somente nEle que devemos confiar para nos livrar (cf. Mt 10.28). Se lhe tivermos a devida reverência e amor, teremos a sua presença conosco e Ele será o nosso refúgio e proteção (v. 14).

Isaías cap. 9
9.1-7 NÃO SERÁ ENTENEBRECIDA. Isaías fala de um Libertador vindouro que, um dia, guiaria o povo de Deus à alegria, à paz, à retidão e à justiça. Essa pessoa é o Messias Jesus Cristo, o Filho de Deus. Essa profecia revela várias verdades importantes sobre o Messias vindouro. (1) Ministraria principalmente na Galiléia (v. 1; cf. Mt 4.13,14). (2) Traria a luz da salvação e da esperança (v. 2; cf. 42.6; 49.6; Mt 4.15,16). (3) Aumentaria o número do povo de Deus, sobretudo pela admissão dos gentios à família da fé (v. 3; cf. At 15.13-18). (4) Traria a paz pelo livramento do seu povo do jugo da opressão, e pela derrota de seus inimigos (vv. 4,5). (5) O Messias viria da nação de Israel e seria chamado Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. (6) Reinaria sobre o povo de Deus para sempre (v. 7; cf. 2 Sm 7.16).
9.6 PORQUE UM MENINO NOS NASCEU. Aqui temos a predição do nascimento do Messias, Jesus Cristo.Seu nascimento ocorreria num tempo e lugar específicos na história, e esse Filho Messiânico nasceria de modo único e maravilhoso. Isaías registra os nomes que caracterizariam sua missão como o Messias. (1) Maravilhoso. O próprio Messias em si seria uma maravilha sobrenatural. A palavra hebraica, aqui, para maravilhoso é ‘pele’ , a qual é usada exclusivamente a respeito de Deus, e nunca a respeito de seres humanos ou de obras humanas (cf. 28.29). O Messias demonstraria o seu caráter através das suas obras e milagres. (2) Conselheiro. O Messias seria a personificação da perfeita sabedoria e teria as palavras da vida eterna. Como conselheiro, Ele revelaria o plano perfeito da salvação (cf. cap. 11). (3) Deus Forte. No Messias, toda a plenitude da deidade existiria em forma corpórea (Cl 2.9; cf. Jo 1.1,14). (4) Pai da Eternidade. Ele não somente viria a fim de revelar o Pai celestial, como também Ele mesmo agiria eternamente em favor do seu povo como um pai compassivo que ama, que guarda e que supre as necessidades dos seus filhos (cf. Sl 103.13). (5) Príncipe da Paz. O reino do Messias traria a paz com Deus à humanidade, mediante a libertação do pecado e da morte (11.6-9; cf. Rm 5.1; 8.2).
9.7 DESTE PRINCIPADO E DA PAZ, NÃO HAVERÁ FIM. No momento da história da humanidade em que Isaías profetizou, ele vê toda a obra redentora e também o reino de Cristo em perspectiva, como um só evento num futuro distante
9.8 10.4 UMA PALAVRA A JACÓ. Estes versículos declaram a arrogância e impenitência obstinadas de Israel, e a ira e julgamento divinos contra aquele povo. Nem sequer na sua grande aflição, os israelitas não quiseram se humilhar e voltar a Deus, com um coração contrito e quebrantado.
Isaías cap. 10
10.5 AI DA ASSÍRIA. Deus tinha usado os assírios para castigar seu povo que enveredara pela impiedade. Agora, Deus castigaria a Assíria pela sua soberba e arrogância (vv. 8-14). Daí, Isaías profetizou a destruição dos assírios (vv. 16-19). Essa profecia específica cumpriu-se quando o anjo do Senhor matou 185.000 soldados do exército assírio que sitiava Jerusalém (ver cap. 37).
10.20 OS RESÍDUOS DE ISRAEL. Isaías volta a garantir aos crentes fiéis que, depois de Deus julgar Israel, um remanescente fiel que confiava no Senhor seria preservado e restaurado; esse remanescente seria o verdadeiro Israel (cf. Rm 9.6-9).
10.28-34 JÁ VEM CHEGANDO A AIATE. Isaías prediz a rota dos invasores assírios no seu avanço para saquear Jerusalém. O próprio Deus os abateria (cf. 37.33-38).
Isaías cap. 11
11.1 E DAS SUAS RAÍZES UM RENOVO FRUTIFICARÁ. Isaías pinta um quadro glorioso de um novo mundo futuro, regido pelo Renovo .
11.2 REPOUSARÁ SOBRE ELE O ESPÍRITO DO SENHOR. O Messias seria poderosamente ungido pelo Espírito Santo a fim de cumprir a vontade do Pai e de trazer plena salvação às nações (61.1; Mt 3.16,17; Jo 1.33,34).
11.2,3 O ESPÍRITO. Isaías menciona o Espírito Santo mais do que qualquer outro profeta do AT (11.2; 30.1; 32.15; 34.16; 40.13; 42.1; 44.3; 48.16; 59.21; 61.1; 63.10,11,14). Esta descrição profética da unção do Messias relaciona-se com seu caráter e estatura espirituais (ver 61.1-3 nota). O Messias tem a plenitude do Espírito, e seus gloriosos dons celestiais são descritos como (1) o Espírito (v. 1); (2) sabedoria (v. 2); (3) inteligência (v. 2); (4) conselho (v. 2); (5) fortaleza (v. 2); (6) conhecimento (v. 2); e (7) temor do Senhor. A plenitude de dons contida nesta descrição não tem precedente nas Escrituras. Esses dons sob sete aspectos falam da sua plenitude no Messias
11.5 JUSTIÇA... VERDADE. A justiça e a verdade são elementos essenciais do reino do Messias.
Isaías cap. 12
12.1-6 NAQUELE DIA. O povo de Deus o louvará ao ser instaurado o reino universal do Messias. Desde agora devemos orar pela volta de nosso Senhor e pelo estabelecimento do seu reino eterno de retidão, e aguardá-lo com fé e esperança. Quando chegar aquele dia, cantaremos este cântico de louvor.
Isaías cap. 13
13.1 BABILÔNIA. Isaías profetiza que Babilônia será destruída assim como Sodoma e Gomorra. Babilônia era um centro de cultura pagã que se opunha a Deus e aos seus caminhos desde os primórdios da história da humanidade (cf. Gn 11.1-9). Ironicamente, serviu de instrumento da ira divina contra Jerusalém, ao levar para o cativeiro os seus habitantes.
13.4 GUERRA. O cumprimento da profecia da queda de Babilônia teve várias etapas. A primeira foi o ataque a Babilônia pelos assírios em 689 a.C. quando, então, Senaqueribe capturou a cidade. Depois, Babilônia retomou o seu antigo poder, no reinado de Nabucodonosor, mas foi então capturada em 539 a.C. por Ciro, do império medo-persa (cf. v. 17). Em 518 a.C. a cidade foi devastada de novo, seus muros foram derribados e tornou-se uma ruína total.
13.6-13 O DIA DO SENHOR ESTÁ PERTO. A destruição de Babilônia tipifica a destruição de todos os inimigos de Deus no tempo do fim.
13.20 NUNCA MAIS [BABILÔNIA] SERÁ HABITADA. Este versículo salienta que nenhum monumento à glória e realizações humanas subsistirá para sempre.
Isaías cap. 14
14.4-21 ESTE DITO CONTRA O REI DA BABI-LÔNIA. Este hino profético e irônico devia ser cantado pelos que presenciassem a queda do rei de Babilônia..
14.12-15 ESTRELA DA MANHÃ. Certos exegetas crêem que estes versículos referem-se não apenas ao rei de Babilônia, mas também, de um modo velado, a Satanás (cf. a declaração de Cristo em Lc 10.18).
14.25-27 QUEBRANTAREI A ASSÍRIA. Esta profecia diz respeito à ameaça imediata a Judá, da parte da Assíria; Deus esmagaria o exército assírio (ver 37.21-36; 2 Rs 19). 14.29 A FILÍSTIA. Isaías profetiza a derrota da Filístia na Palestina (v. 30). Judá não devia aceitar a oferta de uma aliança, trazida pelos mensageiros da Filístia; em vez disso, devia confiar no Senhor (v. 32).

Isaías cap. 15
15.1 MOABE. Localizado imediatamente a leste do mar Morto, Moabe sempre foi inimigo de Israel (cf. 25.10; 2Rs 3.4,5; 13.20; Ez 25.8-11). Assim como as demais nações hostis, Moabe também seria destruído.
15.5 O MEU CORAÇÃO CLAMA POR CAUSA DE MOABE. Vendo o sofrimento terrível desse inimigo do povo de Deus, Isaías bradou de compaixão pelas vítimas moabitas (cf. 21.2-4; 22.4
Isaías cap. 16
16.1-5 ATÉ AO MONTE... DE SIÃO. Foi dito aos fugitivos de Moabe que se abrigassem em Judá e se submetessem ao rei de Jerusalém.
16.6-13 DA SOBERBA DE MOABE. Embora cessasse um dia a guerra e a destruição, os moabitas dos dias de Isaías seriam castigados por causa do seu orgulho e da sua recusa em reconhecer Deus e a sua justiça.
16.10 AS UVAS NOS LAGARES. Nesta passagem, o suco fresco e não-fermentado da uva, ainda no lagar, chama-se ‘yayin’ (vinho ) em hebraico, assim como noutros textos do AT. O equivalente a yayin, no grego do Novo Testamento é ‘oinos’.
Isaías cap. 17
17.1-6 DAMASCO SERÁ TIRADA. Damasco, a capital da Síria (v. 3), seria assolada. Efraim (i.e., Israel ou o Reino do Norte) também sofreria por causa da sua aliança com Damasco contra a Assíria.
17.7 ATENTARÁ O HOMEM PARA O SEU CRIADOR. Os julgamentos divinos sobre Israel levariam um remanescente a desviar-se da idolatria e voltar para o Senhor Deus, seu Criador. Perceberiam quão inúteis eram seus ídolos em tempos de aperto e de guerra.
Isaías cap. 18
18.1-7 ETIÓPIA. A Etiópia (ou Cuxe) ficava ao sul do Egito. Seu rei, naqueles tempos, reinava sobre todo o Egito. Segundo parece, tinha enviado mensageiros a Israel para fins de uma aliança contra a Assíria (v. 2). O próprio Deus derrotaria o inimigo assírio, no tempo por Ele determinado (vv. 3-6). Depois da derrota dos assírios, Cuxe traria dádivas a Jerusalém (v. 7).
Isaías cap. 19
19.1-15 EGITO. Isaías prediz um julgamento divino a vir sobre o Egito. Portanto, não seria de nenhum proveito para Judá aliar-se com o Egito contra os assírios invasores.
19.16-25 NAQUELE TEMPO. Isaías profere três profecias a cumprirem-se naquele tempo . (1) Os egípcios temeriam Judá ao compreenderem que o castigo deles viera de Deus (vv. 16,17). (2) Depois do sofrimento, cidades do Egito adorariam ao Senhor e lhe edificariam altares (vv. 18,19). (3) Os egípcios clamariam a Deus, que lhes enviaria um Salvador, e muitos se voltariam para o Senhor (vv. 20-22).
Isaías cap. 20
20.1 ASDODE. O ataque contra esta cidade dos filisteus ocorreu provavelmente em 711 a.C.
20.2 INDO NU E DESCALÇO. Isaías devia aparecer em público, sem suas vestes externas durante três anos, como uma parábola viva ou sinal daquilo que ia acontecer ao Egito e Cuxe, quando a Assíria os levasse em cativeiro. A mensagem tinha o propósito de advertir Judá para não confiar em aliança com o Egito, e exortá-lo a depender do seu Deus. É possível que Isaías andasse desse modo humilhante apenas numa parte de cada dia.
20.3 ISAÍAS... SINAL E PRODÍGIO. Isaías obedeceu a Deus, embora isso lhe custasse vergonha e constrangimento durante três anos.
Isaías cap. 21
21.1-10 DO DESERTO DO MAR. Deus dá a Isaías uma segunda visão da queda e destruição de Babilônia, que ficava imediatamente ao norte do golfo Pérsico.
21.2 ELÃO. Elão estava localizado a leste do rio Tigre e de Babilônia, tendo a Média e a Assíria ao norte e, ao sul, o golfo Pérsico. Os elamitas estavam aliados ao exército medo-persa quando Babilônia foi conquistada em 539 a.C. A cidade elamita de Susã tornou-se uma importante capital do império persa.
21.9 CAÍDA É BABILÔNIA. Babilônia, a inimiga do povo de Deus, ia cair, juntamente com seus falsos deuses .
21.11 DUMÁ. Dumá é outro nome para Edom, a terra dos descendentes de Esaú. Edom ficava imediatamente ao sul de Judá e do mar Morto (ver também 34.5-15).
21.13 ARÁBIA. A Arábia dos tempos bíblicos localizava-se entre Edom e Babilônia. Padeceria guerra e derrota às mãos dos invasores, profecia esta que se cumpriu quando os assírios atacaram os árabes em 732 e 725 a.C. (cf. Jr 25.17,24); Senaqueribe também conquistou a Arábia em 688 a.C. e assumiu o título de Rei da Arábia .
Isaías cap. 22
22.1 O VALE DA VISÃO. Este nome refere-se a Jerusalém ou ao vale junto a Jerusalém, onde Deus revelou-se em visões proféticas. Aqui, Deus repreende os habitantes de Jerusalém pela sua atitude leviana diante de grave perigo e apostasia (vv.1-14).
22.4 CHORAREI AMARGAMENTE. Isaías, um profeta fiel, afligia-se profundamente pela tragédia do seu povo caído e apóstata. O povo de Deus estava sendo destruído, e Isaías sentia dor por causa deles, e de Deus, que fora abandonado. Enquanto outros se
22.15-25 SEBNA. Deus pronuncia juízo contra um oficial corrupto do governo, chamado Sebna, que seria substituído por Eliaquim, um chefe piedoso (cf. v. 20).
Isaías cap. 23
23.1 TIRO. Tiro era um centro fenício de comércio mundial, situado na orla marítima oriental do mar Mediterrâneo, logo ao norte da Palestina. Seus cidadãos eram ricos, mas também cheios de iniqüidade e de orgulho. Isaías profetizou que Deus abateria aquela cidade durante setenta anos, e depois a restauraria por algum tempo (vv.8,9,17,18). O povo de Deus voltaria, então, a manter comércio com Tiro.
23.13 A TERRA DOS CALDEUS. A terra dos caldeus era a região da qual Babilônia era a capital. Nabucodonosor, um dos seus reis, invadiu Tiro em 572 a.C., aproximadamente, cem anos depois de Isaías ter enunciado esta profecia.
23.17 PROSTITUTA. Tiro se prostituiria com as nações mediante práticas pecaminosas e desonestas no seu comércio, juntamente com coisas imorais, para conseguir riqueza de outras nações.
Isaías cap. 24
24.1 O SENHOR ESVAZIA A TERRA. Este capítulo descreve o julgamento divino vindouro contra a terra inteira e seus habitantes.
24.5 A TERRA ESTÁ CONTAMINADA. A ira de Deus virá contra o mundo porque a raça humana contaminou a terra com o
24.21 VISITARÁ OS EXÉRCITOS DO ALTO NA ALTURA. Isto parece indicar que são poderes malignos, que se opõem a Deus (ver Ef 6.11,12; Ap 20.1-3; ver Ap 12.7-9 nota).
Isaías cap. 25
25.1-12 LOUVAREI O TEU NOME. Isaías louva ao Senhor pela derrota de todo poder do mal que se opõe ao seu justo propósito e ao seu reino e pelos seus atos de libertador e consolador do seu povo.
25.8 ANIQUILARÁ A MORTE PARA SEMPRE E... ENXUGARÁ... AS LÁGRIMAS. No reino futuro de Deus, toda a tristeza, desgraça e morte que tanto infelicitam a terra, serão removidas, e nunca mais reaparecerão (1 Co 15.54; Ap 21.4).
Isaías cap. 26
26.1-21 ESTE CÂNTICO. Convictos de que Deus cumprirá o seu propósito redentor, os santos irrompem em louvor e oração. O cântico deles diz respeito à completa aniquilação por Deus, de todo o mal, e ao estabelecimento do seu reino.
26.3 EM PAZ AQUELE CUJA MENTE ESTÁ FIRME EM TI. À medida que surgem os dias difíceis e tensos do fim da história, Deus conservará em perfeita paz o remanescente que permanecer inabalável e fiel ao seu Senhor.
26.16-19 DERRAMARAM A SUA ORAÇÃO. Isaías relembra as ocasiões em que Deus repreendeu Israel, e aqueles que permaneciam fiéis, buscavam a Deus em contrita oração. Esses fiéis morreram, mas vão ressurgir dentre os mortos e viver de novo na nova terra.
26.19 OS TEUS MORTOS RESSUSCITARÃO. Esta é uma das declarações de maior peso, do AT, sobre a ressurreição do corpo (cf. Jó 19.26; Sl 16.10; Dn 12.2).
Isaías cap. 27
27.1 O LEVIATÃ, A SERPENTE. Esta linguagem figurada simboliza o mal e o mundo pecaminoso em rebelião contra Deus.
27.2-6 UMA VINHA. Esse cântico profético acentua a vontade de Deus em fazer de Israel uma vinha frutífera.
Isaías cap. 28
28.7 ERRAM POR CAUSA DO VINHO. Isaías descreve a iniqüidade de Israel em termos de conduta reprovável e vergonhosa dos israelitas, como resultado do uso de bebida forte (cf. Am 4.1; 6.1,6).
28.11 OUTRA LÍNGUA. Se os israelitas se recusassem a ouvir a Isaías, Deus os forçaria a ouvi-lo através do poderio militar de uma potência estrangeira, e.g., os assírios, que falavam uma língua que os israelitas não entendiam.
28.15 CONCERTO COM A MORTE O povo estava escolhendo sua própria ruína ao adorar falsos deuses (cf. 8.19). Sentiam-se seguros ao pactuar com esses poderes demoníacos.
28.16 ASSENTEI EM SIÃO UMA PEDRA. A pedra é o próprio Senhor (cf. 8.14; 17.10; Gn 49.24. O NT mostra que o cumprimento final deste versículo acha-se em Jesus Cristo (Rm 9.33; 1 Co 3.11; Ef 2.20; 1 Pe 2.4-6
Isaías cap. 29
29.1-4 AI DE ARIEL. Ariel (que significa leão de Deus ) é um nome simbólico de Jerusalém. Os habitantes de Jerusalém se sentiam seguros e continuavam a realizar suas festas religiosas como de costume. Porém, Deus ia trazer sobre eles um juízo devastador por causa de seus pecados.
29.5-8 TEUS INIMIGOS. Um julgamento terrível ia cair sobre Jerusalém, mas não a destruiria totalmente. Deus livraria o seu povo e destruiria os inimigos de Jerusalém. A descrição de Isaías aqui, refere-se provavelmente ao livramento dos habitantes de Jerusalém, quando da sua invasão pelos assírios, sob Senaqueribe (ver 10.5-19). Infelizmente, nem esse milagre divino moveu aquele povo a um profundo arrependimento e obediência de coração. Por isso, um juízo muito pior veio mais tarde, durante as invasões dos babilônios (605, 597 e 586 a.C.).
29.13 O SEU CORAÇÃO SE AFASTA PARA LONGE DE MIM. O povo de Deus diante dEle orava, adorava, cantava e louvava, mas seus corações não estavam em Deus, nem obedeciam à sua Palavra. Agiam como se a revelação de Deus e seus padrões de santidade não fossem obrigatórios. Ao invés de se deleitarem em Deus e na sua Palavra, levavam o seu tempo em formalidades e tradições religiosas ensinadas por seus dirigentes. Viviam egoisticamente e numa falsa segurança (cf. Jr 4.3,4;
Isaías cap. 30
30.1-5 TOMARAM CONSELHO, MAS NÃO DE MIM. Judá fez uma aliança com o Egito para se proteger da Assíria (cf. 2 Rs18.21), e assim rejeitou o conselho de Deus; recusou crer nas suas promessas, e abandonou suas leis de vida santa. Desprezou o Senhor e preferiu a capacidade humana.
30.6,7 DO SUL. O sul (hb. Negev) era a área acidentada e perigosa da Palestina meridional, cheia de animais selvagens. As caravanas de Judá tinham que passar por essa região a fim de levarem ao Egito as suas mercadorias e riquezas como tributo. Isaías profetiza que essas viagens ao Egito não lhes seria de nenhum proveito; os egípcios eram incapazes de ajudá-los.
30.10 DIZEI-NOS COISAS APRAZÍVEIS. Os israelitas não suportavam ouvir palavras proféticas que condenavam seu modo de vida pecaminoso. Estavam cansados de ouvir falar de Deus e da vida santa que Ele requer. Queriam ouvir mensagens promissoras, agradáveis e brandas.
30.15 EM VOS CONVERTERDES... ESTARIA A VOSSA SALVAÇÃO. Judá só poderia salvar-se caso os seus governantes e o povo buscassem a Deus e nEle confiassem. Por não quererem assim fazer, iam ser derrotados e largados como um mastro num monte; i.e., um perfeito exemplo das conseqüências de abandonar a Deus (v.17).
30.25 NO DIA DA GRANDE MATANÇA. O cumprimento remoto dessa profecia pode ser a batalha de Armagedom, quando os ímpios na sua rebelião contra Deus, serão por Ele destruídos (ver Ap 16.16 nota; 19.17 nota).
30.27-33 ARDENDO NA SUA IRA. Esta profecia trata da destruição do exército assírio (v. 31; cf. 37.36).
Isaías cap. 31
31.1 AI DOS QUE... Isaías pronuncia um ai contra os malfeitores (v. 2), que confiavam mais nos cavalos e carros do Egito do que no Senhor (cf. Dt 17.16).
31.4-9 O SENHOR... PARA PELEJAR PELO MONTE SIÃO. Deus virá como um leão, lutará contra os assírios como um guerreiro campeão e defenderá Jerusalém (cf. Sl 37.36). Portanto, Isaías exortou os israelitas a lançar fora seus ídolos e se voltarem para Deus com fé.
Isaías cap. 32
32.1-8 REINARÁ UM REI COM JUSTIÇA. Nesta profecia temos uma predição do reino de Cristo caracterizado pela justiça e por seu povo, que viverá de conformidade como s princípios Divinos.
32.9-14 MULHERES QUE ESTAIS EM REPOUSO. Muitos israelitas sentiam-se à vontade vivendo no pecado, apesar da destruição causada por este, às famílias e à nação. Isaías disse-lhes que, diante desse quadro, eles deveriam bater em seus peitos (v. 12), tremer (v. 11), vestir-se de pano de saco (v. 11), e turbar-se (v. 11) e ao mesmo tempo clamar a Deus até que Ele derramasse sobre eles o Espírito lá do alto (v. 15).
32.15-20 ATÉ QUE SE DERRAME SOBRE NÓS O ESPÍRITO. Isaías volta ao tema do reinado justo do Rei. A justiça e as bênçãos do reino virão pelo derramamento do Espírito sobre o povo do reino, bem como sua operação nos seus corações (cf. 44.3).
Isaías cap. 33
33.1 AI DE TI DESPOJADOR. A aplicação imediata deste versículo concerne aos assírios; a aplicação remota concerne ao Anticristo e ao próprio Satanás (ver Ap 19.20; 20.10).
33.2-9 SENHOR, TEM MISERICÓRDIA DE NÓS! Essa é a oração do remanescente fiel, a pedir livramento das mãos do inimigo.
33.14-16 QUEM... HABITARÁ COM O FOGO CONSUMIDOR? Isaías descreve aqueles dentre o povo de Deus que suportarão o fogo do seu julgamento.
33.17-24 O REI. Esta é provavelmente uma profecia, a respeito do futuro reino de Deus na terra. É evidente que o monarca reinante será o Messias Jesus Cristo.
Isaías cap. 34
34.2-7 TODAS AS NAÇÕES... AS DESTRUIU TOTALMENTE. Estes versículos retratam o juízo terrível que cairá sobre todas as nações no fim dos tempos. Enfatizam a ira de Deus contra todo o pecado e rebelião..
34.8-17 ANO DE RETRIBUIÇÕES. Embora o contexto seja o de uma destruição futura de Edom, inimigo de Deus e do seu povo (cf. 2 Sm 8.13,14; Sl 137.7; Lm 4.21), Isaías profetiza um juízo vindouro sobre todos os ímpios.
Isaías cap. 35
35.1 O ERMO EXULTARÁ. Enquanto o capítulo anterior lidou com juízo divino sobre os ímpios, este capítulo prediz um dia de redenção divina, quando a terra se encherá de retidão e manifestará a glória de Deus, com grande regozijo do seu povo.
35.5,6 OS OLHOS DOS CEGOS SERÃO ABERTOS. Jesus Cristo refere-se a estes versículos como evidência do seu ministério messiânico (Mt 11.4,5; Lc 7.22)..
35.8-10 O CAMINHO SANTO. Sempre que o Espírito é do alto derramado sobre o povo (32.15), sobrevém uma revelação poderosa da glória e majestade de Deus (v. 2); então, o caminho da santidade se torna claro (v.10).
Isaías cap. 36
36.1 O REI EZEQUIAS. Nos capítulos 36- 39 (que formam um paralelo com 2 Rs 18.20. O ano décimo-quarto do seu reinado foi 701 a.C., ocasião em que Senaqueribe, rei da Assíria, invadiu Judá com o intento de tomar Jerusalém.
36.4-10 E RABSAQUÉ LHES DISSE. O comandante do exército de Senaqueribe procurou destruir a confiança que o povo tinha no Senhor, pela intimidação, mentira e a argumentação de que o Deus de Judá não era bastante forte para livrar os seus (cf. 2 Rs 19.6-13).
36.20 O SENHOR LIVRASSE A JERUSALÉM DAS MINHAS MÃOS? Rabsaqué sugeriu, em tom de zombaria, que o Deus de Judá não era bastante poderoso para livrar Jerusalém do exército assírio. Deu a entender que para isso era preciso um milagre, e que naquele momento não deveriam esperar isso.
Isaías cap. 37
37.1-2 EZEQUIAS... ENTROU NA CASA DO SENHOR. A intimidação e as acusações de Rabsaqué não mereciam uma resposta (36.21), mas mereciam uma intercessão sincera. Ezequias, um homem de Deus, buscou a Deus em oração humilde e contrita, e procurou conhecer a sua palavra através da boca de Isaías, o profeta (v. 2). Em tempos de aflição, a melhor coisa que podemos fazer é buscar a face do Senhor Deus e rogar que Ele nos fale por sua Palavra escrita ou profética.
37.10 O TEU DEUS. Senaqueribe procurou, de todas as maneiras, destruir a confiança que Ezequias tinha no Senhor. O rei assírio, na sua arrogância, acreditava que seu poder como rei ultrapassava o do Deus de Judá ou o de qualquer outro deus.
37.14-20 E OROU EZEQUIAS. Ver 2 Rs 19.15
37.20 PARA QUE TODOS OS REINOS DA TERRA CONHEÇAM QUE SÓ TU ÉS O SENHOR. Ver 2 Rs 19.19.
37.36 O ANJO DO SENHOR. Esta destruição do exército assírio foi predita em 10.3-34; 30.31; 31.8 (ver 2 Rs 19.35)
Isaías cap. 38
38.1 MORRERÁS. Por intermédio de Isaías, Deus predisse que Ezequias morreria como uma inevitável conseqüência física da sua enfermidade. Boa parte das profecias, no entanto, é condicional (e.g., ver Jr 18.7-10).
38.5 OUVI A TUA ORAÇÃO. A declaração de Deus no sentido de Ezequias preparar-se para a morte, e a oração que este fez a Deus, (v. 2) oferece sugestões importantes em nosso relacionamento com Ele. (1) Nem todas as coisas que Deus declara a respeito do futuro são terminantemente irrevogáveis (cf. Jn 3.1-10).
38.8 ASSIM, RECUOU O SOL DEZ GRAUS. Não se sabe exatamente como a sombra recuou dez graus no relógio de sol; o que está claro é que assim aconteceu, mediante a palavra poderosa de Deus como um sinal profético a Ezequias, de que Deus ouvira a sua oração e visto as suas lágrimas, e de que Ele o curaria.
Isaías cap. 39
39.1 REI DA BABILÔNIA. Nessa ocasião, Babilônia estava tentando libertar-se do domínio da Assíria. Portanto, essa visita do rei de Babilônia a Jerusalém era claramente uma tentativa de obter uma aliança política com Judá. Ezequias, pela sua atitude diante do presente enviado e das lisonjas da delegação, demonstrou estulta presunção e falta de fé em Deus. Isaías lhe disse depois, que os babilônios um dia iriam destruir Jerusalém (v. 6).
39.6 SERÁ LEVADO PARA A BABILÔNIA. Quando os babilônios conquistassem Jerusalém, levariam o seu povo e os seus tesouros para Babilônia (cf. 14.3,4). Afinal, a causa do cativeiro babilônico não foi a estultície de Ezequias em mostrar os tesouros do templo, mas os pecados do povo, e especialmente o do filho de Ezequias, Manassés (cf. 2 Rs 21). Depois da morte de Ezequias, a nação reconstruiu mais uma vez os centros de idolatria.
Isaías cap. 40
40.1 CONSOLAI O MEU POVO. Isaías consola o povo de Deus ao profetizar a uma geração futura, as boas novas de que o período de castigo divino estava para terminar, e que a salvação e a bênção estavam chegando.
40.3-8 VOZ DO QUE CLAMA NO DESERTO. Estes versículos, assim como boa parte das profecias de Isaías, têm mais de uma aplicação: (1) à restauração dos judeus exilados; (2) à vinda do Messias e da sua salvação, e (3) à consumação da redenção, no novo céu e na nova terra. O NT mostra que o versículo 3 cumpriu-se em João Batista precursor do Messias (Mt 3.1-4; Mc 1.1-4)
40.5 E A GLÓRIA DO SENHOR SE MANIFESTARÁ. Israel veria a glória do Senhor quando Ele o livrasse do cativeiro babilônico. Mas Deus revelaria a sua glória e poder de um modo ainda mais grandioso na pessoa de Jesus Cristo (Jo 1.14; 11.4,40; Hb 1.3).
40.8 A PALAVRA DE NOSSO DEUS SUBSISTE ETERNAMENTE. A vida criada é frágil e débil, e acabará se extinguindo (cf.37.27; Sl 90.5; 103.15), mas a Palavra de Deus dura para sempre. As promessas de Deus se cumprirão.
40.10 O SENHOR JEOVÁ VIRÁ COMO O FORTE. A salvação, bênção e consolo estão relacionados com a vinda do Senhor para os seus fiéis. Ele virá com poder e autoridade, todavia a sua presença é como a de um pastor que cuida dos seus cordeirinhos com solicitude (v. 11; cf. Gn 49.24; Ez 34.23; 37.24; Jo 10.11,14; Hb 13.20; 1 Pe 5.4). Essa verdade deve encher de fé, esperança e anelo o povo de Deus, em oração pela sua presença e visitação especial, enquanto aguarda o dia da segunda vinda de Cristo (1 Ts 4.14-18).
40.11 ENTRE OS BRAÇOS, RECOLHERÁ OS CORDEIRINHOS. Deus é descrito, aqui, como um pastor que toma um cordeiro para protegê-lo e pô-lo perto do seu coração (cf. Mt 6.25-34). Embora Deus seja Todo-poderoso (v. 10) e as nações sejam como pó diante dEle (v. 15), Ele não deixa de cuidar de cada um dos seus, de modo bem pessoal. Nunca devemos pensar que Deus é tão majestoso que desconhece as necessidades e problemas de cada crente em particular.
40.12-31 QUEM MEDIU. Estes versículos ressaltam a sabedoria, grandeza, majestade e poder criador de Deus. As verdades, aqui, expressam e inspiram o povo de Deus a confiar nEle. Deus tem poder para libertar os seus e estabelecer o seu reino para sempre
40.31 OS QUE ESPERAM NO SENHOR RENOVARÃO AS SUAS FORÇAS. Esperar no Senhor é confiar nossa vida plenamente às suas mãos. Significa depender dEle como nossa fonte de ajuda e de graça, em tempo de necessidade (cf. Sl 25.3-5; 27.14; Lc 2.25,38). Os que esperam no Senhor têm dEle as seguintes promessas: (1) a força divina para vivificá-los no meio do cansaço e da fraqueza, do sofrimento e das provações; (2) a capacidade de elevar-se acima das suas dificuldades, assim como a águia que paira nas alturas do céu e (3) a capacidade de correr espiritualmente sem se cansar e de caminhar firmemente para a frente sem desfalecer, quando parece que Deus demora em agir.


Isaías cap. 41
41.1 CHEGUEMO-NOS JUNTOS A JUÍZO. Este capítulo contém um desafio às nações, a demonstrarem que têm o mesmo poder, sabedoria e presciência que o Deus de Israel.
41.6 UM AO OUTRO AJUDOU. Alianças entre as nações não impediriam o avanço de Ciro como o instrumento executor do propósito divino.
41.8 ISRAEL... A QUEM ELEGI. Israel não deve temer a destruição, porque Deus elegeu ou escolheu essa nação como seu instrumento para cumprir a promessa da redenção que Ele fizera aos antepassados dos israelitas. Através da nação de Israel viriam, tanto o Messias como a revelação escrita de Deus, por meio dos quais a salvação chegaria a todas as nações da terra.
41.10,11 EU SOU CONTIGO. Podemos, portanto, apropriar-nos das promessas destes versículos. Não devemos temer a força humana, pois Deus está conosco (cf. 40.9; 43.2,5; Gn 15.1; At 18.9,10) para: (1) outorgar graça e força para enfrentarmos as circunstâncias da vida; (2) ajudar-nos nas dificuldades, como a nossa paz e (3) suster-nos e ser nosso amparo.
41.25 UM DO NORTE. Esta frase descreve Ciro. O Norte é a direção de onde geralmente as invasões investiam contra Israel (cf. Jr 1.14; 6.22; 25.9; 46.20; 47.2; 50.3).
Isaías cap. 42
42.1-7 EIS AQUI O MEU SERVO. Estes versículos, são, em parte, citados no NT (ver Mt 12.18-21); fica claro que este Servo a quem se refere aqui o profeta é Jesus Cristo, o Messias.
42.1 PUS O MEU ESPÍRITO SOBRE ELE. O Messias seria ungido com o Espírito Santo, para realizar a sua obra redentora (cf. 61.1)
42.1 JUÍZO PRODUZIRÁ ENTRE OS GENTIOS. Mediante o poder do Espírito Santo, o Messias levaria a todas as nações os padrões da justiça divina, bem como os divinos princípios da verdade.
42.6 LUZ DOS GENTIOS. A obra do Messias incluía o concerto da salvação, para judeus e gentios igualmente. Esse novo concerto seria instituído pela morte do Messias (Jr 31.31-34; Hb 8.6-13; 9.15.
42.7 PARA ABRIR OS OLHOS DOS CEGOS. O Messias, mediante a sua morte e o poder do Espírito Santo, libertaria das trevas do pecado e da culpa, todos os que nEle crêssem.
42.10-16 CANTAI AO SENHOR. Isaías prediz um tempo em que gentios e judeus crentes cantarão os louvores do Senhor até os confins da terra, por causa da gloriosa redenção e vitória que nEle alcançaram.
42.18-25 SURDOS... CEGOS. Por causa da cegueira e surdez espirituais, o povo de Deus estava sendo espoliado por seus inimigos, e não havia ninguém para livrá-lo.
Isaías cap. 43
43.1-28 MAS, AGORA... NÃO TEMAS. Este capítulo é uma profecia da libertação de Israel, do cativeiro babilônico, por causa do amor de Deus ao seu povo.
43.1-7 ASSIM DIZ O SENHOR. Nesta seção, Deus expressa seu amor a Israel e as bênçãos advindas desse amor. 43.8-13 TRAZEI O POVO CEGO. Embora Israel ainda fosse espiritualmente cego, Deus reservava um futuro para ele, no seu plano de redenção; ainda seriam suas testemunhas e seus servos.
43.14-21 BABILÔNIA. Deus julgaria os babilônios e livraria o seu povo. Eles receberiam uma coisa nova (v. 19), i.e., uma nova época de perdão, bênção, restauração e da presença de Deus. Por isso, louvariam ao seu Deus (v. 21).
Isaías cap. 44
44.3 DERRAMAREI O MEU ESPÍRITO SOBRE A TUA POSTERIDADE. Embora Israel fosse, em grande parte, uma nação desviada de Deus, no tempo de Isaías, este profetizou que, um dia, o Espírito Santo seria derramado sobre uma sua geração futura (cf. 32.15; Jr 31.33,34; Ez 36.26,27; 39.29; Zc 12.10; 13.1).
44.6-20 ASSIM DIZ O SENHOR. Deus expõe o desvario do homem ao fazer um ídolo de material comum, para em seguida dirigir-lhe oração, pedindo ajuda (vv.12,17).
44.28 CIRO... TEMPLO. Isaías identifica Ciro pelo nome, como aquele que daria início à libertação dos judeus do cativeiro (v.28).
Isaías cap. 45.
45.1 UNGIDO... CIRO. Ciro é chamado o ungido, o mesmo título que Deus deu a seu Filho (o Messias, ou Cristo). Ciro (550-530 a.C.), foi ungido no sentido que foi usado por Deus a fim de realizar a tarefa importante de libertar Israel do cativeiro, a fim de Deus levar avante o seu plano de usar Israel na salvação da raça humana. Ciro fundou o império Persa, que durou dois séculos. Conquistou a Babilônia em 539 a.C., e logo permitiu aos judeus voltarem à sua terra (ver Ed 1).
45.22 SEREIS SALVOS, VÓS, TODOS OS TERMOS DA TERRA. Deus convida todas as pessoas da terra a se arrependerem e virem a Ele para serem salvas. O evangelho de Cristo contém o mesmo convite, e o Senhor já ordenou que sua igreja leve essas boas novas ao mundo inteiro (Mt 28.19,20; At 1.8; ver Is 42.1 nota). O Senhor deseja a conversão de todas as pessoas (2 Pe 3.9).
45.23 SE DOBRARÁ TODO JOELHO. Paulo cita este versículo em Rm 14.11 e Fp 2.10,11, para demonstrar que nem toda pessoa se voltará para Deus, com arrependimento sincero, nesta vida; mas um dia todas as pessoas, voluntariamente ou não, se curvarão diante de Cristo e confessarão que Ele é o Senhor.
Isaías cap. 46
46.1 BEL, NEBO. Bel, também chamado Marduque, era a divindade maior de Babilônia. Nebo era o deus do saber, da literatura e da astronomia. Esses deuses não podiam evitar a destruição de Babilônia.
46.4 EU VOS TRAREI. Em contraste com os deuses feitos por mãos humanas (44.12-17) que precisam ser carregados por aqueles que os fabricam (v. 1), o Senhor, nosso Criador, tem poder para nos levar. Ele cuidou de nós desde o começo da nossa vida, continua a agir em nosso favor e nos sustentará até o fim.
Isaías cap. 47
47.1-15 Ó VIRGEM FILHA DE BABILÔNIA. Este capítulo prediz a ruína e a queda de Babilônia. Babilônia desenvolveu uma cultura pagã, egocêntrica e orgulhosa (vv. 8-10); seus habitantes viviam em prazeres sensuais e confiantes na sua própria sabedoria e conhecimento, e na magia (vv. 10,12,13). Tal povo estava destinado a um juízo repentino e arrasador (vv. 9,11).


Isaías cap. 48
48.1-22 MAS NÃO EM VERDADE NEM EM JUSTIÇA. Este capítulo revela que Judá era um povo que parecia seguir a Deus e invocar o seu nome, mas que, na realidade, rejeitava as verdades da sua Palavra e um viver santo diante dEle. Praticavam religião, mas não davam o primeiro lugar a Deus nas suas vidas.
Isaías cap. 49
49.2 ESPADA... FLECHA. As palavras do Messias vindouro seriam como uma espada afiada que penetra na consciência de todo aquele que as ouvir (cf. Ap 1.16; 2.12,16). A flecha pode simbolizar o castigo divino daqueles que rejeitam a Palavra de Deus.
49.4 DEBALDE TENHO TRABALHADO. O ministério dos profetas como servos de Deus estava cheio de desilusões e oposição declarada da parte de muitos em Israel. Semelhantemente, a missão do próprio Servo, Jesus Cristo, parecia ter fracassado quando Ele morreu na cruz (ver 50.6-9; 52.13 53.12).
49.6 A MINHA SALVAÇÃO ATÉ À EXTREMIDADE DA TERRA. A missão do Messias é fazer com que todas as nações ouçam o evangelho e tenham a oportunidade de crer no Filho-Servo de Deus. Este versículo é, às vezes, chamado a grande comissão do Antigo Testamento.
49.7 À ALMA DESPREZADA... ABOMINAM. Cristo seria desprezado e odiado por muitos (cf. 53.3), porém os seus inimigos se curvariam diante dEle.
49.8-13 ASSIM DIZ O SENHOR. Estes versículos descrevem a condição de regozijo e bem-aventurança daqueles que acham em Cristo libertação e salvação.
49.14-17 JÁ ME DESAMPAROU O SENHOR. Estas são palavras dos israelitas, que experimentaram grande sofrimento e, por isso, se sentiam abandonados e esquecidos por Deus. A resposta de Deus é a garantia divina a todo crente que passar por períodos de provação. (1) O amor de Deus por nós é maior do que a afeição natural que uma mãe amorosa dedica a seus filhos. É, portanto, inconcebível que Ele se esqueça de nós, principalmente em horas de desânimo e pesar (cf. Jr 31.20). (2) Sua compaixão por nós nunca cessará, sejam quais forem as circunstâncias da nossa vida. Ele zela por nós com grande amor e ternura, e estejamos convictos de que Ele nunca nos deixará. (3) A evidência do grande amor de Deus é que Ele nos gravou nas palmas das suas mãos, de tal maneira que nunca nos esquecerá. As marcas dos cravos nas suas mãos, estão sempre diante dos seus olhos como lembrança do grande amor que Ele tem por nós, e do seu cuidado.
Isaías cap. 50
50.4 DIZER... UMA BOA PALAVRA AO QUE ESTÁ CANSADO. O Messias consolaria os fracos e os aflitos (cf. 42.3; Mt 11.28); Ele estaria em comunhão com o Pai todas as manhãs (cf. Mc 1.35).
50.6 AS COSTAS DOU AOS QUE ME FEREM. O Messias passaria por sofrimentos, humilhação e opróbrio, no cumprimento da sua missão de redimir a raça humana (cf. Mt 27.26,30; Mc 14.65; 15.16-20; Jo 19.1).
50.7 PUS O ROSTO COMO UM SEIXO. Cristo sabia que o seu sofrimento e morte resultariam na redenção de todos quantos nEle cressem, por isso manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém (Lc 9.51 ARA).
50.10,11 QUE TEMA AO SENHOR. O profeta Isaías convoca os que confiam no Senhor a permanecerem fiéis a Ele, mesmo tendo que andar nas trevas da apostasia da nação. Os que acendem fogo (v.11), i.e., andam na luz das suas próprias idéias e caminhos, e não pela submissão a Deus e à revelação da sua Palavra, jazerão em tormentos (v.11).

Isaías cap. 51
51.1-3 VÓS, QUE SEGUIS A JUSTIÇA. Deus anima o remanescente que o busca e à sua justiça (cf. Mt 5.6), a confiar plenamente que um dia Ele estabelecerá o seu reino na terra.
51.4,5 LUZ DOS POVOS. O reino de Deus na terra, nos fins dos tempos, trará salvação e justiça a todas as nações (cf. 2.2-4; 42.4).
51.6 OS CÉUS DESAPARECERÃO. O estabelecimento do reino eterno de Deus na terra, importará na destruição dos céus e da terra atualmente existentes e também na de todos quantos se opõem a Deus e à sua justiça (24.4; 34.4; 50.9; Hb 1.10,11; Ap 19).
51.9-11 DESPERTA... Ó BRAÇO DO SENHOR. Devemos corresponder às promessas de Deus no tocante à redenção final dos seus santos e da terra, almejando e orando fervorosamente para que assim suceda.
51.17-23 Ó JERUSALÉM. Nestes versículos, Isaías profetiza a respeito do exílio de Israel por causa da ira de Deus, e passa a enunciar a promessa divina do livramento futuro. Prediz um tempo em que terminará o juízo de Deus sobre o seu povo. Deus passará, então, a julgar aqueles que os afligiram.
Isaías cap. 52
52.1-6 VESTE-TE DA TUA FORTALEZA. Isaías prediz um tempo em que Deus restauraria o seu povo exilado, por amor ao seu nome, e em que Jerusalém seria reedificada.
52.7 QUÃO SUAVES SÃO... OS PÉS. Este versículo refere-se primeiramente aos que proclamaram a libertação aos cativos em Babilônia. Prenuncia, também, a proclamação da salvação através do Messias vindouro (ver Rm 10.15; Ef 6.15).
52.11 SAÍ DAÍ, NÃO TOQUEIS COISA IMUNDA. O êxodo de Babilônia, assim como o do Egito, retratavam o ser humano liberto do mundo e de tudo quanto é impuro.
52.13-53.12 O SERVO SOFREDOR. Esta seção trata do sofrimento e rejeição do Messias-Servo, Jesus Cristo. Isaías profetiza que através do sofrimento dEle, muitos seriam perdoados, justificados, redimidos e curados. Seu sofrimento também o levaria à sua exaltação e glória. O NT cita mais esta parte das Escrituras do que de qualquer outra do AT.
52.13 EIS QUE O MEU SERVO... Jesus, o Messias, o Servo de Deus, cumpriria com perfeição a vontade de Deus e por isso seria grandemente exaltado (cf. At 2.33; Fp 2.9; Cl 3.1; Hb 1.3; 8.1).
52.14 A SUA APARÊNCIA ESTAVA TÃO DESFIGURADA. Este versículo descreve os maus-tratos que os judeus e os soldados romanos infligiam a Jesus, no seu julgamento e crucificação (cf. Sl 22.6-8; ver Mt 26.67).
52.15 BORRIFARÁ MUITAS NAÇÕES. Esta expressão refere-se à limpeza e purificação espirituais (cf. Êx 29.21; Lv 8.11,30) que pessoas de todas as nações experimentariam quando recebessem a mensagem redentora do Messias-Servo.
Isaías cap. 53
53.1 QUEM DEU CRÉDITO À NOSSA PREGAÇÃO? Conquanto Jesus seja o Messias de Deus, muitos o rejeitariam e portanto ficariam sem a salvação (ver Jo 12.38; Rm 10.16). Houve relativamente poucos salvos entre os judeus na primeira vinda de Jesus.
53.2 COMO RAIZ DE UMA TERRA SECA. Além da sua humilde origem humana, Jesus veio à terra num período de grande aridez espiritual. João Batista começou a despertar o povo para chegar-se a Jesus, pouco antes dEle começar o seu ministério público.
53.2 NENHUMA BELEZA VÍAMOS, PARA QUE O DESEJÁSSEMOS. O Messias não teria grandeza terrestre e nem atrativos físicos.
53.3 DESPREZADO... INDIGNO [REJEITADO]. Ao invés de aceitação por Israel, Jesus Cristo seria odiado e rejeitado pelos dirigentes da nação (ver 52.14; Mt 26.57).
53.3 HOMEM DE DORES. A missão de Jesus envolveria muita dor, sofrimento, desagrado e pesar por causa dos pecados da humanidade.
53.4 ELE TOMOU SOBRE SI AS NOSSAS ENFERMIDADES. O NT cita este versículo em Mt 8.17, com referência ao ministério de Jesus, na cura dos enfermos tanto física, como espiritualmente. O Messias sofreria o castigo que nos era devido, para nos livrar das nossas enfermidades e doenças, e não somente dos nossos pecados
53.5 FERIDO PELAS NOSSAS TRANSGRESSÕES. Cristo foi crucificado por nossos pecados e nossas culpas diante de Deus (cf. Sl 22.16; Zc 12.10; Jo 19.34; 1 Co 15.3). Como nosso substituto, Ele sofreu o castigo que merecíamos, e pagou a penalidade dos nossos pecados a penalidade da morte (Rm 6.23). Por isso, podemos ser perdoados por Deus e ter paz com Ele (cf. Rm 5.1).
53.5 PELAS SUAS PISADURAS FOMOS SARADOS. Esta cura refere-se à salvação, com todas as suas bênçãos, espirituais e materiais.
53.6 TODOS NÓS ANDAMOS DESGARRADOS COMO OVELHAS. Todo ser humano, numa ocasião ou noutra, preferiu seguir seus próprios caminhos egoístas e pecaminosos à obediência aos mandamentos justos de Deus (ver Rm 6.1).
53.7 COMO UM CORDEIRO, FOI LEVADO AO MATADOURO. Jesus suportou com paciência e de modo voluntário, o sofrimento em nosso lugar (1 Pe 2.23; cf. Jo 1.29,36; Ap 5.6).
53.9 SUA SEPULTURA COM OS ÍMPIOS. Essa frase pode significar que Jesus Cristo morreria ao lado dos ímpios, ou que os soldados romanos pretendiam sepultá-lo juntamente com os dois malfeitores. Ele, porém, conforme diz essa profecia, foi sepultado no túmulo de um rico (Mt 27.57-60).
53.10 AO SENHOR AGRADOU MOÊ-LO. Foi da vontade de Deus Pai que seu Filho fosse enviado para morrer na cruz em favor de um mundo perdido. Ao fazer de Cristo um sacrifício expiador por todas as transgressões (cf. Lv 5.15; 6.5; 19.21), o propósito divino da redenção, de levar muitas pessoas à salvação, já foi cumprido. Prolongará os dias significa: Ele ressuscitará dentre os mortos e viverá para todo o sempre
53.11 O TRABALHO DA SUA ALMA. O sofrimento do Messias cumpriria o propósito de Deus e resultaria na salvação para os muitos que crerem.
53.12 A PARTE... COM OS PODEROSOS. Deus prometeu retribuir a Cristo por sua morte expiatória, e Cristo por sua vez promete que repartirá o seu despojo com os poderosos que o seguirem.
53.12 PORQUANTO DERRAMOU A SUA ALMA NA MORTE. Por causa da morte de Jesus na cruz, uma grande herança foi concedida ao povo de Deus. Qualquer proclamação do evangelho que não pregar a cruz de Cristo está fadada ao fracasso.
53.12 PELOS TRANSGRESSORES INTERCEDEU. Jesus, na sua agonia na cruz, intercedeu pelos pecadores (Lc 23.24). Seu ministério de intercessão ainda continua no céu (cf. Rm 8.34; ver Hb 7.25).
Isaías cap. 54
54.1-3 CANTA ALEGREMENTE, Ó ESTÉRIL. Deus encoraja os exilados judeus ao prometer novas condições que trariam bênçãos e alegria. Embora Jerusalém fosse estéril e infrutífera, viria um dia em que os crentes verdadeiros seriam mais numerosos do que antes do exílio.
54.4-8 NÃO TEMAS. O povo de Deus no exílio não deve recear que seu infortúnio continue para sempre, pois o castigo divino logo daria lugar ao livramento. Deus teria compaixão do seu povo estéril e restauraria os seus a um lugar de favor, na sua própria terra. A vergonha da tua mocidade pode referir-se ao período da escravidão no Egito; o opróbrio da tua viuvez refere-se historicamente ao cativeiro babilônico.
54.11-17 Ó OPRIMIDA, ARROJADA COM A TORMENTA E DESCONSOLADA! Aqui, o Senhor consola a nação aflita de Israel, ao descrever a paz, a justiça e a glória futura do remanescente restaurado.
Isaías cap. 55
55.1-13 VINDE. Os israelitas, que abandonaram a Deus e à sua justiça, são convidados a voltar a Ele, para serem restaurados à comunhão e à bênção.
55.1 Ó VÓS, TODOS OS QUE TENDES SEDE. Uma condição essencial à salvação é fome e sede espirituais por perdão e comunhão com Deus (cf. Jo 4.14; 7.37), com base na morte sacrificial do Messias-Servo (cap. 53).
55.6 BUSCAI AO SENHOR. O pecador deve buscar a Deus, enquanto está em vigor a sua promessa de ouvi-lo (cf. Jr 29.13,14; Os 3.5; Am 5.4,6,14
55.8 OS MEUS PENSAMENTOS NÃO SÃO OS VOSSOS PENSAMENTOS. Os pensamentos e os caminhos de Deus não são os do homem natural. Mas a mente e o coração podem ser renovados e transformados quando se vive para Deus (cf. Rm 12.1,2); então os nossos pensamentos e conduta começam a conformar-se com os dEle.
55.11 A [MINHA] PALAVRA... NÃO VOLTARÁ PARA MIM VAZIA. O poder e a eficácia da Palavra de Deus são para sempre infalíveis. Esta Palavra é vida espiritual para quem a recebe; ou condenação, para quem a rejeita.
Isaías cap. 56
56.1,2 FAZEI JUSTIÇA... A MINHA SALVAÇÃO ESTÁ PRESTES A VIR. A justiça e santidade são o fruto da salvação, diretamente ligados à influência do reino de Deus. São inseparáveis.
56.3-8 ESTRANGEIRO... EUNUCO. No reino do Messias, todos os estrangeiros e eunucos que se voltarem para Deus serão aceitos com os mesmos direitos e privilégios que os demais do concerto (antes, eles eram excluídos do culto coletivo, Êx 12.43; Dt 23.1).
56.7 A MINHA CASA SERÁ CHAMADA CASA DE ORAÇÃO. O vínculo existente entre a oração e a casa de Deus revela que o propósito maior da adoração é levar os adoradores a se acercarem de Deus, em comunhão, louvor, intercessão e petição. Jesus citou este versículo quando expulsou os cambistas da casa de Deus (ver Mc 11.17 nota; Lc 19.45 nota).
56.10-12 SEUS ATALAIAS SÃO CEGOS. Deus reprovou os dirigentes e sacerdotes corruptos de Israel, porque não conheciam a sua Palavra, eram cobiçosos por ganhos egoístas.


Isaías cap. 57
57.1,2 PERECE O JUSTO. Os crentes fiéis estavam sendo maltratados pelos líderes cruéis e corruptos de Judá, e estavam perecendo (cf. 2 Rs 21.16).
57.3-14 VÓS, FILHOS DA AGOUREIRA. O povo de Judá abandonou o Senhor e passou a adorar os deuses das nações pagãs. Essa adoração incluía imoralidade, prostituição, feitiçaria e sacrifícios humanos.
57.15 O CONTRITO E ABATIDO DE ESPÍRITO. Para os humildes e arrependidos, o Senhor Deus tinha uma promessa graciosa: Ele, que habita no alto e santo lugar , habitaria pessoalmente com o contrito e abatido de espírito . Contrito refere-se a todo aquele que sente-se oprimido pelo pecado e que busca a libertação dessa escravidão; abatido de espírito , refere-se ao quebrantado de coração por causa dos reveses e tribulações da vida (cf. Sl 34.18,19).
57.21 OS ÍMPIOS... NÃO TÊM PAZ. Deus estruturou de tal modo a consciência humana, que nunca haverá verdadeira paz nem interna, nem externa para quem vive no pecado. Enquanto alguém vive na impiedade, sua consciência será como um mar tempestuoso, agitado e cheio de lama e lodo (v. 20). Deus não lhe dá paz, mas por outro lado deseja que se arrependa e seja salvo.
Isaías cap. 58
58.1 CLAMA EM ALTA VOZ, NÃO TE DETENHAS. O profeta clama contra os pecados do povo, com um forte som de trombeta; as transgressões e a hipocrisia do povo de Deus precisam ser expostas. Se os mensageiros de Deus deixarem de falar contra os pecados do seu povo, não serão fiéis à sua vocação divina.
58.2 ME PROCURAM CADA DIA. Judá buscava a Deus cada dia, como se o povo desejasse conhecer os seus caminhos; mas, ao mesmo tempo, esses judeus viviam no pecado, indiferentes aos santos mandamentos de Deus.
58.3 NO DIA EM QUE JEJUAIS. O povo estava a se queixar que Deus não queria ajudá-lo. Deus, porém, sabia que a adoração e o jejum deles era hipocrisia. Ele lhes declara que um ato religioso só tem valor para Ele quando procede dos que buscam humildemente obedecer aos seus mandamentos e que, com compaixão, estendem a mão aos necessitados.
58.6 O JEJUM QUE ESCOLHI. O jejum que Deus aprova é acompanhado de amor por Ele e por sincero cuidado pelos oprimidos.
58.8-12 ENTÃO, ROMPERÁ A TUA LUZ COMO A ALVA. Onde há amor verdadeiro a Deus e um sincero interesse pelo bem-estar do próximo, há também aí um canal para a bênção abundante de Deus em nossa vida. As recompensas desse amor a Deus são declaradas aqui: (1) a luz de Deus e a plena alegria da salvação e da cura; (2) a proteção e presença de Deus manifestas em nossa vida; (3) o socorro divino na aflição, mediante a resposta das orações; (4) a remoção das trevas e da opressão; (5) a orientação, fortaleza e frutescência da parte de Deus, e (6) a verdadeira restauração, com o retorno dos padrões e caminhos de Deus.
58.13 O SÁBADO. Deus ordenou desde a época da criação que um dia em sete seja reservado como santo a Ele (v. 13), i.e., um dia para o povo de Deus cessar suas próprias atividades cotidianas e dedicar-se ao repouso físico e à renovação espiritual (ver Êx 20.8 nota; Mt 12.1 nota).
Isaías cap. 59
59.1-8 A MÃO DO SENHOR NÃO ESTÁ ENCOLHIDA. Este trecho descreve outros pecados que impediram as bênçãos prometidas por Deus, para o povo.
59.2 INIQÜIDADES FAZEM DIVISÃO ENTRE VÓS E O VOSSO DEUS. O pecado e a iniqüidade na vida do crente levantam um muro entre ele e Deus. Por causa dessa barreira, tal crente já não desfruta do favor de Deus, nem de proteção, socorro ou livramento.
59.5 OVOS DE BASILISCO. Basilisco é uma cobra venenosa, também chamada víbora.
59.9-14 POR ISSO, O JUÍZO ESTÁ LONGE DE NÓS. Isaías fala aqui dos verdadeiros intercessores, pois reconhecem seus pecados, confessando-os, e sentem tristeza por tal situação.
59.16 E VIU QUE NINGUÉM HAVIA. O Senhor viu a gravidade dos pecados de Israel e reconheceu que não havia intercessor para mudar o curso dos acontecimentos. Então, Ele mesmo decidiu estender o seu próprio braço para salvar o seu povo, o que aconteceu com a vinda de Jesus Cristo..
59.17,18 JUSTIÇA, COMO DE UMA COURAÇA. Paulo citou duas frases deste versículo, ao descrever a armadura do crente: a couraça da justiça e o capacete da salvação (Ef 6.14-17).
59.20 VIRÁ UM REDENTOR A SIÃO. Este Redentor é Jesus Cristo (cf. 35.4; 40.9; 52.7).
59.21 O MEU ESPÍRITO... AS MINHAS PALAVRAS. Deus promete que àqueles que renunciam aos seus pecados e aceitam o Messias, o seu Espírito virá sobre eles (cf. Jo 16.13; At 2.4).
Isaías cap. 60
60.1-3 PORQUE JÁ VEM A TUA LUZ. Este capítulo é uma profecia declarando que com a vinda do Messias, a glória de Deus estaria entre o seu povo, e muitos gentios buscariam a luz.
60.19 NUNCA MAIS TE SERVIRÁ O SOL PARA LUZ. Este versículo antevê a Jerusalém do novo céu e da nova terra, em que Deus e o Cordeiro serão a luz eterna do seu povo (ver Ap 21.23; 22.3-5; cf. Zc 2.5).
Isaías cap. 61
61.1-3 O ESPÍRITO DO SENHOR JEOVÁ ESTÁ SOBRE MIM. Esta descrição do Messias e da sua unção relaciona-se à sua missão ou ministério. Quando Jesus começou o seu ministério, citou estes versículos e os aplicou a si mesmo (Lc 4.18,19). Seu ministério ungido incluía: (1) pregar o evangelho aos pobres, aos humildes e aos aflitos; (2) curar os espiritual e fisicamente doentes e quebrantados; (3) romper os grilhões do mal e proclamar a libertação do pecado e do domínio satânico; e (4) abrir os olhos espirituais dos perdidos para verem a luz do evangelho e serem salvos.
61.2 O DIA DA VINGANÇA. Jesus não incluiu esta frase quando Ele citou esta profecia em Nazaré (Lc 4.18,19), visto que o dia da vingança só ocorreria posteriormente.
Isaías cap. 62
62.1-12 SIÃO... JERUSALÉM. Este capítulo fala de um dia em que Jerusalém ficará repleta da glória do Senhor; o povo de Deus habitará entre os seus muros, em paz e alegria, e o mundo inteiro se beneficiará da sua glória.
62.4 HEFZIBÁ... BEULÁ. Hefzibá significa meu prazer está nela , e Beulá significa desposada . Esses nomes indicam que Deus renovou seu concerto com Jerusalém.
62.6 GUARDAS... QUE... SE NÃO CALARÃO. Deus colocou atalaias nos muros de Jerusalém, i.e., profetas e fiéis intercessores que nunca cessam de orar pelo estabelecimento do reino de Deus na terra e da glória de Jerusalém.
Isaías cap. 63
63.1-6 DE EDOM... COM VESTES TINTAS. Estes versículos expressam um julgamento Divino futuro contra um mundo ímpio. Edom representa todos os poderes do mundo que se opõem a Deus e ao seu povo. As vestes do Senhor estão manchadas de vermelho, com sangue dos iníquos.
63.9 O ANJO DA SUA PRESENÇA. Este anjo é provavelmente o anjo do Senhor, que na realidade trata-se do próprio Senhor .
63.10 CONTRISTARAM O SEU ESPÍRITO SANTO. Contristaram sugere afronta ao amor do Espírito Santo e rebelião contra os seus caminhos.
Isaías cap. 64
64.1-4 Ó! SE FENDESSES OS CÉUS E DESCESSES! Como representante do povo de Deus, Isaías roga ao Senhor para que intervenha no mundo, derrote os seus inimigos e livre a todos que o invoquem.
64.4 QUE TRABALHE PARA AQUELE QUE NELE ESPERA. Deus promete que fará grandes coisas por aqueles que nEle esperam. Ele pode intervir nos eventos da história da humanidade de tal maneira, que leve as pessoas a executarem a sua vontade.
Isaías cap. 65
65.1-7 FUI BUSCADO PELOS QUE NÃO PERGUNTAVAM POR MIM. Nestes versículos, Deus responde à oração de Isaías, mediante uma descrição do seu apelo contínuo à nação rebelde, para que ela retorne a Ele. Por causa da iniqüidade dos israelitas, Deus lhes retribuiria com castigo (vv. 6,7), sofrido, em grande parte, pela invasão assíria (. 1.37) e pelo cativeiro babilônico (38.66).
65.8 MOSTO. Esta palavra (hb. Tirosh’) geralmente se refere ao produto não-fermentado da videira.
65.9-16 PRODUZIREI DESCENDÊNCIA A JACÓ. Embora Deus julgasse a Israel (vv. 6,7), Ele também salvaria um remanescente de crentes verdadeiros que voltariam à sua terra e então levariam a efeito a sua missão redentora no mundo. Desfrutariam da sua alegria e bênçãos (vv. 13-16).
65.17-25 CRIO CÉUS NOVOS E NOVA TERRA. Esta profecia prediz o futuro reino de Deus na terra. Isaías fala a um só tempo da era da eternidade, em que o pecado e a morte já não existirão (vv. 17-19), e da era messiânica que a antecede (vv. 19-25; Ap 20.4-6).
65.20 NÃO HAVERÁ MAIS NELA CRIANÇA DE POUCOS DIAS. A morte existirá no reino milenar, mas a duração da vida humana será muito mais longa do que agora. Uma pessoa de cem anos de idade será considerada jovem, e morrer antes dessa idade será considerado uma maldição.
65.24 ANTES QUE CLAMEM, EU RESPONDEREI. O povo de Deus já não terá que perseverar em oração por suas necessidades diárias; o Senhor atenderá as suas orações sem demora.
65.25 O LOBO E O CORDEIRO SE APASCENTARÃO JUNTOS. Paz e segurança caracterizarão o reino messiânico. Animais, antes selvagens, se tornarão mansos, e harmonia perfeita existirá entre eles (cf. 11.6-9).
Isaías cap. 66
66.2 EIS PARA QUEM OLHAREI. Deus não se impressiona com o esplendor de um edifício que o ser humano levanta para Ele, mas realmente se deleita com aqueles que são humildes de espírito, que reconhecem que dependem sempre da sua ajuda e da sua graça.
66.7-14 DEU À LUZ. Isaías prevê o renascimento de Israel como o povo de Deus, durante o reino messiânico; o nascimento será singularmente rápido e trará alegria (v. 10), paz (v. 12; cf. 48.18) e prosperidade (v. 11).
66.10-14 REGOZIJAI-VOS COM JERUSALÉM. Jerusalém é comparada com uma mãe que alimenta seus filhos e cuida deles.
66.18-21 AJUNTAREI TODAS AS NAÇÕES E LÍNGUAS. Crentes de todas as nações serão reunidos em Jerusalém para verem a glória de Deus.
66.22-24 OS CÉUS NOVOS E A TERRA NOVA. Deus criará os céus novos e a terra nova ( Ap 21.1). Todos os salvos estarão com o Senhor para sempre (cf. Ap 21.22).

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