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quinta-feira, 5 de março de 2009

Crer e ter fé é a mesma coisa?

Normalmente a uma certa confusão entre o significado de 'ter fé' e 'crer' . A palavra fé vem do grego 'pistis' cujo verbo correspondente é 'pisteuein', que significa literalmente 'ter fé', e a sua correlata latina é 'fides'. Tanto 'pistis' como 'fides' significam primariamente fidelidade e tem o sentido de harmonia, sintonia, etc.
Um exemplo esclarecedor é a comparação do rádio com a fé, pois o aparelho só poderá receber o 'som' se estiver sintonizado na mesma frequencia da estação transmissora. Se a emissora de rádio transmite na frequencia 1000 o rádio só vai tocar se estiver sintonizado na mesma frequencia 1000. Assim meu aparelhoi de rádio 'tem fé' estar sintonizado, e quando é sintonia é bem ajustada , a chamada 'sintonia fina', denomina-se alta fidelidade de transmissão.
Ter fé é estar sintonizado com Deus. Tiago 2.19 diz que os demônios creem em Deus, ou seja acreditam em que Deus existe mas não significa que eles tenham fé. Crer é acreditar e ter fé é estar sintonizado com Deus.
No tão belo e citado versículo de João 3.16 diz que 'todo aquele que crê(pisteuein) será salvo'. temos aqui um exemplo da dificuldade que a língua portuguesa tem para traduzir o verbo 'pisteuein'( ter fé). Na língua portuguesa não temos nenhum verbo derivado do substantivo fé e por isso os tradutores foram obrigados a recorrerem ao verbo crer. João quer dizer que aquele que tiver fé em Cristo será salvo e não somente aquele que acredita que ele existe, mas tem que estar harmonizado, sintonizado com Ele.
Não basta somente que crer que Deus existe, acreditar Nele, a Bíblia vai além, exige que tenhamos fé ou seja harmonia, sintonia com o Salvador.

3 Comentários:

lord30 disse...

em que museu se encontra os fragmentos de joão 18.31-33?
e este fragmento pertence ao proprio joão ou é apenas cópia?

PR. CLEBER BARROS disse...

Os manuscritos classificados como papiros datam dos séculos II e III, quando o cristianismo ainda era ilegal, e as Escrituras Sagradas eram copiadas nos materiais mais baratos possíveis. Existem cerca de 26 manuscritos do Novo Testamento em papiro. O testemunho comprobatório que esses manuscritos proporcionam ao texto é valiosíssimo, visto que surgiram a partir do alvorecer do século II, apenas uma geração depois dos autógrafos originais, e contêm a maior parte do Novo Testamento.
O p52 ou Fragmento de John Rylands (117-138) é o mais antigo e genuíno que se conhece e traz um trecho do Novo Testamento. Foi escrito de ambos os lados e traz partes de cinco versículos do evangelho de João (18.31-33,37,38).
Este manuscrito é uma cópia, pois não foram encontrados os autógrafos originais de nenhum trecho da bíblia.

lord30 disse...

blz pastor

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