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quinta-feira, 26 de março de 2009

Cânon bíblico

INSTRUMENTOS DE ESCRITA

Dos diversos materiais de escrita, veremos aqueles que mais foram utilizados na escrita da BÍBLIA:

1 – PEDRA: Ex 24.l2 ; Hb 9.4 ; Jó l9.24 ; Js 8.32. Usando estiletes de metal, eram entalhados as inscrições nas superfícies das pedras ou rochas.

2- TABUINHAS : Is 30.8. Costumava-se usar madeira ou marfim

3 - PAPIRO. Este material era retirado de uma planta aquática existentes em pantanais e lagos (muito usado no antigo Egito) quando retirado cortado em fatias e após certo preparo, tornava-se maleável para a escrita.

4- PERGAMINHO : 2 Tm 4.l3; Este material era feito de pele de animais (carneiro, ovelhas, etc.) que após retirado e recebendo certo tratamento, tornava-se resistente para o uso da escrita (MUITO USADO NA ÉPOCA DO NOVO TESTAMENTO)

5- OUTROS MATERIAIS: ESTILETES DE METAL ou CINZÉIS, usados para escritas sobre madeira, marfim, argila ou ainda em metais.

Um preparo feito de goma de azeite em carvão vegetal, resultava em um tipo de tinta de boa qualidade para ser usado nos pergaminhos, ou ainda misturados em outras substâncias , usava-se para escrever sobre o papiro.

O clima seco ajudava a preservar por muito tempo estes tipos de escrita, pois, com o excesso de umidade, os papiros e pergaminhos não resistiriam muito tempo guardados , acontecendo rápida deterioração dos documentos.


Definição de canonicidade

Que livros fazem parte da Bíblia? Que diremos a respeito dos chamados livros ausentes? Como foi que a Bíblia veio a ser composta de 66 livros, 39 livros no A.T e 27 no N.T? Esse assunto intitula-se canonicidade. Canonicidade é o estudo que trata do reconhecimento e da compilação dos livros que nos foram dados por inspiração de Deus.

A palavra cânon deriva do grego kanõn ("cana, régua"), que, por sua vez, se origina do hebraico kaneh, palavra do Antigo Testamento que significa "vara ou cana de medir" (Ez 40.3). Mesmo em época anterior ao cristianismo, essa palavra era usada de modo mais amplo, com o sentido de padrão ou norma, além de cana ou unidade de medida. O Novo Testamento emprega o termo em sentido figurado, referindo-se a padrão ou regra de conduta (Gl 6.16).

Emprego da palavra "cânon" pelo cristão da igreja primitiva

Nos primórdios do cristianismo, a palavra cânon significava "regra" de fé, ou escritos normativos (i.e as Escrituras autorizadas). Por volta da época de Atanásio (350 d.C), o conceito de cânon bíblico ou de Escrituras normativas já estava em desenvolvimento.

O cânon do Antigo Testamento até a época de Neemias compreendia 22 (ou 24) livros em hebraico, que, nas Bíblias dos cristãos, seriam 39, como já se verificara por volta do século IV a.C. As objeções de menor monta a partir dessa época não mudaram o conteúdo do cânon. Foram nos livros chamados apócrifos( inautênticos), escritos depois dessa época, que obtiveram grande circulação entre os cristãos, por causa da influência da tradução grega de Alexandria.

Visto que alguns dos primeiros pais da igreja, de modo especial no Ocidente, mencionaram esses livros em seus escritos, a igreja (em grande parte por influência de Agostinho) deu-lhes uso mais amplo e eclesiástico. No entanto, até a época da Reforma esses livros não eram considerados canônicos. A canonização que receberam no Concilio de Trento não recebeu o apoio da história. Que os livros apócrifos, seja qual for o valor devocional ou eclesiástico que tiverem, não são canônicos, comprova-se pelos seguintes fatos:

1. A comunidade judaica jamais os aceitou como canônicos.
2. Não foram aceitos por Jesus, nem pelos autores do Novo Testamento.
3. A maior parte dos primeiros grandes pais da igreja rejeitou sua Canonicidade.
4. Nenhum concilio da igreja os considerou canônicos senão no final do século IV.
5. Jerônimo, o grande especialista bíblico e tradutor da Vulgata, rejeitou fortemente os livros apócrifos.
6. Muitos estudiosos católicos romanos, ainda ao longo da Reforma, rejeitaram os livros apócrifos.
7. Graves heresias teológicas, como a oração pelos mortos (2Macabeus 12.45)
8. Nenhuma igreja ortodoxa grega, anglicana ou protestante, até a premente data, reconheceu os apócrifos como inspirados e canônicos, no sentido integral dessas palavras. À vista desses fatos importantíssimos, torna-se absolutamente necessário que os cristãos de hoje jamais usem os livros apócrifos como se foram Palavra de Deus, nem os citem em apoio autorizado a qualquer doutrina cristã.

A comunidade judaica nunca mudou de opinião a respeito dos livros apócrifos. Alguns cristãos têm sido menos rígidos e categóricos; mas, seja qual for o valor que se lhes atribui, fica evidente que a igreja como um todo nunca aceitou os livros apócrifos como Escrituras Sagradas.


A importância das línguas escritas

A língua escrita em geral

Deus usou para vários meios para se comunicar com os homens (Hb 1.1). No entanto, havia um "caminho mais excelente", mediante o qual o Senhor se comunicaria com os seres humanos. Deus decidiu fazer que sua mensagem se tornasse algo permanente e se imortalizasse por meio de um registro escrito entregue aos homens. Tal registro seria mais preciso, mais permanente, mais objetivo e mais facilmente disseminável do que qualquer outro meio.

Precisão. Uma das vantagens da linguagem escrita sobre os demais veículos de comunicação é a precisão. Para que um pensamento seja captado e expresso por escrito, é preciso que tenha sido claramente entendido pelo autor. O leitor, por sua vez, pode entender com mais precisão um pensamento que lhe tenha sido comunicado mediante a palavra escrita.

Permanência. Outra vantagem da linguagem escrita é sua permanência. Constitui meio pelo qual se pode preservar o pensamento ou a expressão, sem que os percamos por lapso da memória, por vacilação mental ou por intrusão em outras áreas.

Objetividade. A transmissão de uma mensagem por escrito também tende a torná-la mais objetiva. Esse caráter definitivo transcende a subjetividade de cada leitor, o que complementa a precisão e a permanência da mensagem transmitida.

Disseminação. Outra vantagem da linguagem escrita sobre os demais meios de comunicação é sua capacidade de propagação, ou disseminado. Independentemente do cuidado com que se processa uma comunicação oral, sempre existe uma probabilidade maior de corrupção e de o Iteração das palavras utilizadas em relação à comunicação escrita. Em resumo, a tradição oral tende a sofrer corrupção, em vez de preservar uma mensagem. Na disseminação de sua revelação à humanidade, de modo especial às gerações futuras, Deus escolheu um modo exato de transmitir sua Palavra.

As línguas bíblicas em particular

As línguas utilizadas na Bíblia, vieram das famílias de línguas semíticas e indo-européias. Da família semítica se originaram as línguas básicas do Antigo Testamento, qual sejam o hebraico e o aramaico (siríaco). Além dessas línguas, o latim e o grego representam a família indo-européia. De modo indireto, os fenícios exerceram um papel importante na transmissão da Bíblia, ao criar o veículo básico que fez que a linguagem escrita fosse menos complicada do que havia sido até então: inventaram o alfabeto.

As línguas do Antigo Testamento. O aramaico era a língua dos sírios, tendo sido usada em todo o período do Antigo Testamento. Durante o século VI a.C, o aramaico se tornou língua geral de todo o Oriente Próximo. Seu uso generalizado se refletiu nos nomes geográficos e nos textos bíblicos de Esdras 4.7 — 6.13; 7.12-26 e Daniel 2,4 — 7.23.

O hebraico é a língua principal do Antigo Testamento, especialmente adequada para a tarefa de criar uma ligação entre a biografia do povo de Deus e o relacionamento do Senhor com esse povo. Expressa-se mediante metáforas vividas e audaciosas, capazes de desafiar e dramatizar a narrativa dos acontecimentos. Além disso, o hebraico é uma língua pessoal. Apela diretamente ao coração e às emoções, e não apenas à mente e à razão. É uma língua em que a mensagem é mais sentida que meramente pensada.

As línguas do Novo Testamento. As línguas semíticas também foram usadas na redação do Novo Testamento. Na verdade, Jesus e seus discípulos falavam o aramaico, sua língua materna, tendo sido essa a língua falada por toda a Palestina na época. Enquanto agonizava na cruz, Jesus clamou em aramaico: "... Eli, Eli, lamá sabactâni, que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mt 27.46). Além das línguas semíticas a influenciar o Novo Testamento, temos as indo-européias, o latim e o grego. O latim influenciou ao emprestar muitas palavras, como "centurião", "tributo" e "legião", e pela inscrição trilíngüe na cruz (em latim, em hebraico e em grego).

No entanto, a língua em que se escreveu o Novo Testamento foi o grego. Até fins do século XIX, cria-se que o grego do Novo Testamento era a "língua especial" do Espírito Santo, mas a partir de então essa língua tem sido identificada como um dos cinco estágios do desenvolvimento da língua grega. Esse grego coiné era a língua mais amplamente conhecida em todo o mundo do século I. O alfabeto havia sido tomado dos fenícios. Seus valores culturais e vocabulário cobriam vasta expansão geográfica, vindo a tornar-se a língua oficial dos reinados em que se dividiu o grande império de Alexandre, o Grande. O aparecimento providencial dessa língua, ao lado de outros desenvolvimentos culturais, políticos, sociais e religiosos, durante o século I a.C, fica implícito na declaração de Paulo: "Mas vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4.4)

O grego do Novo Testamento adaptou-se de modo adequado à finalidade de interpretar a revelação de Cristo em linguagem teológica. Tinha recursos lingüísticos especiais para essa tarefa por ser um idioma intelectual. Era um idioma da mente, mais que do coração, e os filósofos atestam isso amplamente. O grego tem precisão técnica de expressão não encontrada no hebraico. Além disso, o grego era uma língua quase universal. A verdade do Antigo Testamento a respeito de Deus foi revelada inicialmente a uma nação, Israel, em sua própria língua, o hebraico. A revelação completa, dada por Cristo, no Novo Testamento, não veio de forma tão restrita. Em vez disso, a mensagem de Cristo deveria ser anunciada no mundo todo: "... em seu nome se pregará o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém" (Lc 24.47).

BIBLIOGRAFIA:
GEISLER, Norman L./ NIX, Willian E.- Introdução Bíblica. Editora Vida, São Paulo, 1997.
VIDEIRA, Jorge. Apostila Introdução Bíblica. Ministério Óleo e Vida, Rio de Janeiro, 2000

2 Comentários:

marcos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
marcos disse...

"OS DOIS TESTAMENTO SE COMPLLETAM"
(Hebreus 4.12)
Antigo e Novo Testamento se inteiram aumentando o valor um do outro. Como uma prova da estreita relação entre as duas dispensações, e da sanção dada, no Novo Testamento, ao Antigo, contém o primeiro cerca de duzentas e sessenta citações diretas do ultimo, dando cerca da metade delas mais o sentido do que as palavras textuais; e as alusões são ainda mais numerosas, sendo o seu número talvez maior do que trezentos e cinqüenta.
Os dois Testamentos contêm um mesmo plano de religião; nenhuma das partes pode ser entendida sem a outra.
O livro de Levítico ajuda na compreenção da Epistola aos Hebreus, enquanto que Daniel ajuda na compreenção de Apocalipse. Ambos os Testamentos tratam apenas de um assunto do princípio ao fim.
Na verdade a Escritura é como o oceano, extremamente límpido, mas insondável. ela parece dizer aos milhares que a estudam:
"MEUS TESOUROS SÃO INEXAURÍVEIS; NUNCA ME PONHAIS DE LADO, MAS EXAMINAI-ME INCESSANTEMENTE."
(Do livro:COMPÊNDIO DE TEOLOGIA-aut.Amos R.Binney, Ed.Melhoramentos, Campinas, SP)pag.36
(fonte;Doutrinas Bíblicas-CPAD)
Graça e Paz
Dc.Marcos Vinicius

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