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quinta-feira, 5 de março de 2009

Falar sem dizer nada.


"Da arte de falar bem sem dizer nada"

"Quando fui convidado para homenagear com um discurso neste digníssimo banquete o meu prezado amigo cujo nome agora me falha a memória, achei imediatamente, depois de pensar muito que eu era sem dúvida a pessoa indicada, a não ser naturalmente que outro orador fosse escolhido. Desde criança, foi o homenageado um dos mais categorizados elementos, tendo muito mais talento e inteligência do que todos os que eram menos dotados do que ele. Neto de seus avós, o homenageado é também filho de seus pais, pertencendo desde cedo à sua família. Veio ao mundo na sua cidade natal, exatamente no dia do seu aniversário. Em menino, era membro ativo da infância, tendo passado para a adolescência na puberdade. Depois disso, ficou adulto, e, num rasgo cronológico, atingiu a maioridade aos 21 anos.
Homem de várias habilidades, é perito naquilo que de melhor faz. Sua memória é tão fantástica que ele se lembra nitidamente de tudo aquilo que não esqueceu.

É uma pessoa de temperamento suave, a não ser quando se exalta, e só se cansa em momentos de exaustão. Domina com perfeição todas as línguas que fala sem dificuldades e quando conversa usa sempre a palavra, deixando apenas para redigir tudo aquilo que escreve. Conhece todas as partes do mundo a não ser os lugares onde nunca esteve. Além disso, quando labuta, trabalha.
Finalmente, devo revelar que no ano passado, neste mesmo dia, este meu caríssimo amigo era dois anos mais moço do que será no ano que vem. Não quero ser profeta, mas guardem bem as minhas palavras: de hoje a uma década, o homenageado verá que dez anos ter-se-ão passado.
Obrigado” (sic).

Jô Soares, em "O astronauta sem regime", pp. 81-82
Lendo este texto fui remetido quase que automaticamente aos pregadores que falam, falam e falam mas não dizem nada. Muitas vezes usam palavras rebuscadas para impressionar o auditório mas a sua mensagem é oca ou melhor não há mensagem alguma. Por outras vezes usam de emocionalismo barato travestido de espiritualismo. Quando usam os dois sai de baixo!
Precisamos mas do que nunca de pregadores que preguem. A ordem de Paulo a Timóteo torna-se cada vez mas necessária nos nossos dias: ' Prega a Palavra.'

1 Comentário:

marcos disse...

Esse "EMOCIONALISMO BARATO TRAVESTIDO DE ESPIRITUALISMO" é que provoca o "AVIVAMENTO EMOCIONAL" .
Como é isso?
É quando acontece algumas vezes na igreja com algumas pessoas, Se alegram, choram, gritam,etc... mas quando chega o dia seguinte,continuam com o coração atribulado, angustiados, porque? porque não houve mudanças.
Mas quando é pregada a Palavra Genuina, aí sim, acontece renovação, restauração, unção, poder, unidade na igreja, salvação de almas, batismo com o Espirito Santo, manifestação de dons espirituais e tudo isso faz o cristão ter uma postura avivada, uma vida avivada. Pois esse cistão passou pelo 'AVIVAMENTO ESPIRITUAL"
Um dos exemplos desse avivamento, é o de Habacuque (Hc 3:17-18) mesmo com os ventos contrarios açoitando seu barquinho, o profeta GLORIFICOU A DEUS.
Graça e Paz.
Dc.Marcos Vinicius

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