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quinta-feira, 26 de março de 2009

Cânon bíblico

INSTRUMENTOS DE ESCRITA

Dos diversos materiais de escrita, veremos aqueles que mais foram utilizados na escrita da BÍBLIA:

1 – PEDRA: Ex 24.l2 ; Hb 9.4 ; Jó l9.24 ; Js 8.32. Usando estiletes de metal, eram entalhados as inscrições nas superfícies das pedras ou rochas.

2- TABUINHAS : Is 30.8. Costumava-se usar madeira ou marfim

3 - PAPIRO. Este material era retirado de uma planta aquática existentes em pantanais e lagos (muito usado no antigo Egito) quando retirado cortado em fatias e após certo preparo, tornava-se maleável para a escrita.

4- PERGAMINHO : 2 Tm 4.l3; Este material era feito de pele de animais (carneiro, ovelhas, etc.) que após retirado e recebendo certo tratamento, tornava-se resistente para o uso da escrita (MUITO USADO NA ÉPOCA DO NOVO TESTAMENTO)

5- OUTROS MATERIAIS: ESTILETES DE METAL ou CINZÉIS, usados para escritas sobre madeira, marfim, argila ou ainda em metais.

Um preparo feito de goma de azeite em carvão vegetal, resultava em um tipo de tinta de boa qualidade para ser usado nos pergaminhos, ou ainda misturados em outras substâncias , usava-se para escrever sobre o papiro.

O clima seco ajudava a preservar por muito tempo estes tipos de escrita, pois, com o excesso de umidade, os papiros e pergaminhos não resistiriam muito tempo guardados , acontecendo rápida deterioração dos documentos.


Definição de canonicidade

Que livros fazem parte da Bíblia? Que diremos a respeito dos chamados livros ausentes? Como foi que a Bíblia veio a ser composta de 66 livros, 39 livros no A.T e 27 no N.T? Esse assunto intitula-se canonicidade. Canonicidade é o estudo que trata do reconhecimento e da compilação dos livros que nos foram dados por inspiração de Deus.

A palavra cânon deriva do grego kanõn ("cana, régua"), que, por sua vez, se origina do hebraico kaneh, palavra do Antigo Testamento que significa "vara ou cana de medir" (Ez 40.3). Mesmo em época anterior ao cristianismo, essa palavra era usada de modo mais amplo, com o sentido de padrão ou norma, além de cana ou unidade de medida. O Novo Testamento emprega o termo em sentido figurado, referindo-se a padrão ou regra de conduta (Gl 6.16).

Emprego da palavra "cânon" pelo cristão da igreja primitiva

Nos primórdios do cristianismo, a palavra cânon significava "regra" de fé, ou escritos normativos (i.e as Escrituras autorizadas). Por volta da época de Atanásio (350 d.C), o conceito de cânon bíblico ou de Escrituras normativas já estava em desenvolvimento.

O cânon do Antigo Testamento até a época de Neemias compreendia 22 (ou 24) livros em hebraico, que, nas Bíblias dos cristãos, seriam 39, como já se verificara por volta do século IV a.C. As objeções de menor monta a partir dessa época não mudaram o conteúdo do cânon. Foram nos livros chamados apócrifos( inautênticos), escritos depois dessa época, que obtiveram grande circulação entre os cristãos, por causa da influência da tradução grega de Alexandria.

Visto que alguns dos primeiros pais da igreja, de modo especial no Ocidente, mencionaram esses livros em seus escritos, a igreja (em grande parte por influência de Agostinho) deu-lhes uso mais amplo e eclesiástico. No entanto, até a época da Reforma esses livros não eram considerados canônicos. A canonização que receberam no Concilio de Trento não recebeu o apoio da história. Que os livros apócrifos, seja qual for o valor devocional ou eclesiástico que tiverem, não são canônicos, comprova-se pelos seguintes fatos:

1. A comunidade judaica jamais os aceitou como canônicos.
2. Não foram aceitos por Jesus, nem pelos autores do Novo Testamento.
3. A maior parte dos primeiros grandes pais da igreja rejeitou sua Canonicidade.
4. Nenhum concilio da igreja os considerou canônicos senão no final do século IV.
5. Jerônimo, o grande especialista bíblico e tradutor da Vulgata, rejeitou fortemente os livros apócrifos.
6. Muitos estudiosos católicos romanos, ainda ao longo da Reforma, rejeitaram os livros apócrifos.
7. Graves heresias teológicas, como a oração pelos mortos (2Macabeus 12.45)
8. Nenhuma igreja ortodoxa grega, anglicana ou protestante, até a premente data, reconheceu os apócrifos como inspirados e canônicos, no sentido integral dessas palavras. À vista desses fatos importantíssimos, torna-se absolutamente necessário que os cristãos de hoje jamais usem os livros apócrifos como se foram Palavra de Deus, nem os citem em apoio autorizado a qualquer doutrina cristã.

A comunidade judaica nunca mudou de opinião a respeito dos livros apócrifos. Alguns cristãos têm sido menos rígidos e categóricos; mas, seja qual for o valor que se lhes atribui, fica evidente que a igreja como um todo nunca aceitou os livros apócrifos como Escrituras Sagradas.


A importância das línguas escritas

A língua escrita em geral

Deus usou para vários meios para se comunicar com os homens (Hb 1.1). No entanto, havia um "caminho mais excelente", mediante o qual o Senhor se comunicaria com os seres humanos. Deus decidiu fazer que sua mensagem se tornasse algo permanente e se imortalizasse por meio de um registro escrito entregue aos homens. Tal registro seria mais preciso, mais permanente, mais objetivo e mais facilmente disseminável do que qualquer outro meio.

Precisão. Uma das vantagens da linguagem escrita sobre os demais veículos de comunicação é a precisão. Para que um pensamento seja captado e expresso por escrito, é preciso que tenha sido claramente entendido pelo autor. O leitor, por sua vez, pode entender com mais precisão um pensamento que lhe tenha sido comunicado mediante a palavra escrita.

Permanência. Outra vantagem da linguagem escrita é sua permanência. Constitui meio pelo qual se pode preservar o pensamento ou a expressão, sem que os percamos por lapso da memória, por vacilação mental ou por intrusão em outras áreas.

Objetividade. A transmissão de uma mensagem por escrito também tende a torná-la mais objetiva. Esse caráter definitivo transcende a subjetividade de cada leitor, o que complementa a precisão e a permanência da mensagem transmitida.

Disseminação. Outra vantagem da linguagem escrita sobre os demais meios de comunicação é sua capacidade de propagação, ou disseminado. Independentemente do cuidado com que se processa uma comunicação oral, sempre existe uma probabilidade maior de corrupção e de o Iteração das palavras utilizadas em relação à comunicação escrita. Em resumo, a tradição oral tende a sofrer corrupção, em vez de preservar uma mensagem. Na disseminação de sua revelação à humanidade, de modo especial às gerações futuras, Deus escolheu um modo exato de transmitir sua Palavra.

As línguas bíblicas em particular

As línguas utilizadas na Bíblia, vieram das famílias de línguas semíticas e indo-européias. Da família semítica se originaram as línguas básicas do Antigo Testamento, qual sejam o hebraico e o aramaico (siríaco). Além dessas línguas, o latim e o grego representam a família indo-européia. De modo indireto, os fenícios exerceram um papel importante na transmissão da Bíblia, ao criar o veículo básico que fez que a linguagem escrita fosse menos complicada do que havia sido até então: inventaram o alfabeto.

As línguas do Antigo Testamento. O aramaico era a língua dos sírios, tendo sido usada em todo o período do Antigo Testamento. Durante o século VI a.C, o aramaico se tornou língua geral de todo o Oriente Próximo. Seu uso generalizado se refletiu nos nomes geográficos e nos textos bíblicos de Esdras 4.7 — 6.13; 7.12-26 e Daniel 2,4 — 7.23.

O hebraico é a língua principal do Antigo Testamento, especialmente adequada para a tarefa de criar uma ligação entre a biografia do povo de Deus e o relacionamento do Senhor com esse povo. Expressa-se mediante metáforas vividas e audaciosas, capazes de desafiar e dramatizar a narrativa dos acontecimentos. Além disso, o hebraico é uma língua pessoal. Apela diretamente ao coração e às emoções, e não apenas à mente e à razão. É uma língua em que a mensagem é mais sentida que meramente pensada.

As línguas do Novo Testamento. As línguas semíticas também foram usadas na redação do Novo Testamento. Na verdade, Jesus e seus discípulos falavam o aramaico, sua língua materna, tendo sido essa a língua falada por toda a Palestina na época. Enquanto agonizava na cruz, Jesus clamou em aramaico: "... Eli, Eli, lamá sabactâni, que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mt 27.46). Além das línguas semíticas a influenciar o Novo Testamento, temos as indo-européias, o latim e o grego. O latim influenciou ao emprestar muitas palavras, como "centurião", "tributo" e "legião", e pela inscrição trilíngüe na cruz (em latim, em hebraico e em grego).

No entanto, a língua em que se escreveu o Novo Testamento foi o grego. Até fins do século XIX, cria-se que o grego do Novo Testamento era a "língua especial" do Espírito Santo, mas a partir de então essa língua tem sido identificada como um dos cinco estágios do desenvolvimento da língua grega. Esse grego coiné era a língua mais amplamente conhecida em todo o mundo do século I. O alfabeto havia sido tomado dos fenícios. Seus valores culturais e vocabulário cobriam vasta expansão geográfica, vindo a tornar-se a língua oficial dos reinados em que se dividiu o grande império de Alexandre, o Grande. O aparecimento providencial dessa língua, ao lado de outros desenvolvimentos culturais, políticos, sociais e religiosos, durante o século I a.C, fica implícito na declaração de Paulo: "Mas vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4.4)

O grego do Novo Testamento adaptou-se de modo adequado à finalidade de interpretar a revelação de Cristo em linguagem teológica. Tinha recursos lingüísticos especiais para essa tarefa por ser um idioma intelectual. Era um idioma da mente, mais que do coração, e os filósofos atestam isso amplamente. O grego tem precisão técnica de expressão não encontrada no hebraico. Além disso, o grego era uma língua quase universal. A verdade do Antigo Testamento a respeito de Deus foi revelada inicialmente a uma nação, Israel, em sua própria língua, o hebraico. A revelação completa, dada por Cristo, no Novo Testamento, não veio de forma tão restrita. Em vez disso, a mensagem de Cristo deveria ser anunciada no mundo todo: "... em seu nome se pregará o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém" (Lc 24.47).

BIBLIOGRAFIA:
GEISLER, Norman L./ NIX, Willian E.- Introdução Bíblica. Editora Vida, São Paulo, 1997.
VIDEIRA, Jorge. Apostila Introdução Bíblica. Ministério Óleo e Vida, Rio de Janeiro, 2000

terça-feira, 17 de março de 2009

Resumo Soteriologia

RESUMO SOTERIOLOGIA

O lugar da cruz - O símbolo mais conhecido do cristianismo é a cruz. Ela é central à nossa fé. É difícil falar ou pensar em cristianismo ou em alguma coisa cristã sem associar com a cruz.

Qual foi, exatamente, a obra de Cristo?

1º) Regeneração e Adoção – regenerar significa gerar de novo. O novo homem, em Cristo, torna-se herdeiro de Deus e membro de Sua família.
2º) Santificação – a salvação é um processo que se inicia na conversão e termina na ressurreição de nossos corpos, na dia da vinda do Senhor Jesus Cristo. Assim, a “santificação”, como parte da salvação, está relacionada à separação da propriedade exclusiva de Deus (que somos nós) para uma vida que O glorifique.
3º) Substituição - Cristo morreu no lugar dos pecadores.
4˚) Redenção - A idéia de redenção é "o ato de pagar resgate para se comprar algo".
5˚) Propiciação - Expliquemos o que significa o termo: A palavra "propiciação" está bem próxima da palavra "expiação". A diferença do sentido das duas pode ser sumarizada da seguinte maneira: a pessoa que está irada ou ofendida é propiciada, isto é, aplacada.
6º) Justificação - O termo é forense, de tribunal, e seu sentido é o ato de declarar alguém justo.
7º) Reconciliação - O termo significa transformar alguém de inimigo em amigo.
8º) Vitória - É mais que oportuno lembrar, ainda, que a obra de Cristo por nós inclui a vitória. "Vitória sobre o quê?", perguntará alguém. Responderemos, primeiro, com Cl 2.15: "E, tendo despojado os principados e potestades, os exibiu publicamente e deles triunfou na mesma cruz".

Uma síntese: O que Cristo fez por nós? - Resumindo o que foi dito, podemos dizer que ele se tornou o nosso substituto, que ele nos redimiu do poder do pecado e das trevas, que ele satisfez a indignação de Deus contra nossos pecados, que ele nos declarou inocentes diante de Deus e que ele nos transformou de inimigos em amigos. Ele nos concedeu a vida eterna, o triunfo sobre a morte. E, ainda, no dizer de Paulo, nos comissionou como arautos de sua mensagem de reconciliação.

O Arrependimento - um passo necessário - A apropriação da salvação começa pelo arrependimento.

A Fé - outro passo necessário - A pregação de João Batista, bem como a de Jesus Cristo insistiam neste ponto: "Arrependei-vos e crede". Crer é o passo seguinte ou, muitas vezes, é um passo paralelo ao arrependimento.

Os elementos da fé - A fé apresenta um conjunto de elementos que se unem e fornecem, no todo, uma visão completa da resposta humana aos atos de Deus. Pelo menos três elementos podemos destacar: o intelectual, o emotivo e o volitivo.

Resumo Hamartiologia

RESUMO HAMARTIOLOGIA

Definindo pecado

hata' - errar o alvo. Em Juízes 20.16 se lê de homens que podiam lançar uma pedra num fio de cabelo "sem errar" (lô hata’). O verbo é usado mais de duzentas vezes no Antigo Testamento e as formas substantivadas são usadas por 198 vezes. Pecar é errar o alvo, é falhar no uso de algo de valor. A palavra grega que lhe corresponde é hamartia. A mais comum dessas palavras é hamartia, que descreve o pecado com um não atingimento do alvo, ou fracasso em alcançar um objetivo.

O mundo - Mundo, no ensino bíblico, é um sistema de valores corrompidos, voltados contra Deus, produto de uma sociedade humana em rebelião. Em João 3.16 lemos que Deus amou o mundo. Em 1João 2.15 somos exortados a não amar o mundo, porque quem ama o mundo não tem o amor do Pai em si. No primeiro texto, mundo significa a humanidade. No segundo, é um sistema de valores corrompidos. Satanás é seu príncipe (Jo 12.31 e 14.30) e ele, o mundo, está dominado pelo Maligno (1Jo 5.19).

- O príncipe das potestades do ar

O nome Satanás (Mt 4.10) vem do hebraico satan. Significa, originalmente, "adversário".
O nome Diabo (Mt 4.1) significa "caluniador". Remete ao seu carater como se vê em Gn 3.

Possessão

Em alguns casos, no relato bíblico, a pessoa assume uma força física descomunal (Lc 8.29), conhecimento sobrenatural (Lc 8.28) e comportamento auto-destrutivo (Mc 5.5). Observa-se que Satanás toma conta das faculdades físicas, mentais e psicológicas da pessoa. Invade e domina sua personalidade completa.

A carne

"A palavra 'carne' (no grego, sarx) é traduzida na New International Version como 'natureza pecaminosa' e se refere não ao corpo físico mas antes à natureza do homem em seu estado caído". Esta natureza impele o homem para a prática do mal, mesmo quando ele conhece o evangelho.

A universalidade do pecado - A base disto é o fato de que os homens são irmãos por causa da paternidade biológica de Adão. Com sua expulsão do Éden, toda a humanidade nasceu fora do paraíso e em pecado. Por isso, a universalidade do pecado alcança a todos os homens.

O pecado original, ou seja, o primeiro pecado da raça.

Não há uma doutrina sistematizada do pecado original, no Antigo Testamento, mas a idéia esta presente no texto já citado de Adão gerando Sete "à sua semelhança, conforme à sua imagem" (Gn 5. 3). O estado de Adão é de um humano caído e assim, ele gera filhos caídos

sábado, 14 de março de 2009

Resumo: Antropologia Bíblica

ANTROPOLOGIA BÍBLICA

Ainda uma observação sobre o verbo hebraico bara', que significa criar. Na Bíblia ele se refere sempre a Deus, e não à matéria da qual se cria.

O homem é "imagem e semelhança" de Deus. Os termos hebraicos são tselem e demut. Não aludem à imagem física, pois Deus não tem corpo físico.

O homem se assemelha a Deus no fato de possuir uma natureza racional. A inteligência e a razão do homem são expressões da inteligência e razão de Deus.

O homem se assemelha a Deus no fato de possuir uma natureza moral. Sabe o que é certo e errado. Ele é o único, de toda a criação, que se pergunta: "devo?". A lei moral, os ideais e a ética estão baseados na natureza moral de Deus.

O homem se assemelha a Deus no fato de possuir uma natureza emocional. É capaz de sentimentos, inclusive de sentimentos santos. Isso deriva da mesma qualidade encontrada em Deus.

As três teorias mais conhecidas e clássicas sobre a origem da alma:

A pré-existência: Pode ser resumida assim: a alma faz parte da criação angelical, sendo, basicamente, a mesma substância dos anjos

O criacionismo: Deus cria uma alma nova, quando da concepção do corpo físico. No momento da concepção ou em algum momento da gestação, ou ainda no nascimento, Deus coloca a alma no feto ou criança.

A transmissão: Idéia vinda dos filósofos estóicos e defendida por Agostinho, que a popularizou, a teoria da transmissão ensina que sendo seres físico-espirituais, homem e mulher, naturalmente, sem qualquer intervenção de Deus, geram seres que são tanto físicos como espirituais.

As teses sobre a constituição humana:

Dicotomia significa que o homem tem duas partes constituintes: corpo e alma (ou espírito, sendo as duas sinônimas).

Tricotomia significa ver corpo, alma e espírito como elementos diferentes.

O homem como um ser relacional:

O homem em relação a Deus
O homem em relação com o homem
O homem em relação com a natureza
O homem em relação consigo mesmo

quarta-feira, 11 de março de 2009

DÚVIDAS, CRÍTICAS E SUGESTÕES

Nesse espaço você tem a liberdade para postar suas dúvidas, críticas e sugestões. Responderemos com a maior rapidez possível. Esse espaço é seu!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Curiosidades Bíblicas

Curiosidades Bíblicas


1. Quantos livros, capítulos e versículos há na Bíblia?

Os seguintes números são baseados na Nova Tradução na Linguagem de Hoje:
A. T/N. T/Total
Livros: 39 /27 /66
Capítulos: 929/ 260/ 1.189
Versículos: 23.146/ 7.957 /31.103


Comparando com outras traduções, esses números podem ser um pouco diferentes. A Almeida Revista e Atualizada, por exemplo, tem 31.104 versículos (o final de 1Samuel 20.42 se torna o versículo 43) e a Almeida Revista e Corrigida tem 31.105 versículos (além de 1Samuel 20, o final de Juízes 5.31 se torna o versículo 32). A versão King James, por sua vez, tem 31.102 versículos, pois ajunta os versículos 14 e 15 de 3João. Os textos originais em hebraico e grego, por sua vez, trazem um total de 31.171 versículos (21.213 no Antigo Testamento e 7.958 no Novo Testamento). A maior diferença está no Livro de Salmos: vários deles trazem títulos que aparecem como o versículo 1 no texto hebraico e que, nas traduções, não são numerados.

2. Qual o maior capítulo da Bíblia?
O maior capítulo da Bíblia é o Salmo 119, com 176 versículos.


3. Qual o menor capítulo da Bíblia?
O menor capítulo da Bíblia é o Salmo 117, com 2 versículos apenas.

4. Qual é o menor versículo da Bíblia?
Isso varia conforme a versão. Conforme a Almeida Revista e Corrigida, é Êx 20.13: “Não matarás”. Na Revista e Atualizada, porém, Jó 3.2 tem apenas 7 letras: “Disse Jó:”.

5. Qual é o maior versículo da Bíblia?
O maior é Ester 8.9.

6. Quando a Bíblia foi dividida em capítulos e por quem? A Bíblia Sagrada foi dividida em capítulos no século XIII (entre 1234 e 1242), pelo teólogo Stephen Langhton, então Bispo de Canterbury, na Inglaterra, e professor da Universidade de Paris, na França.

7. Quando a Bíblia foi dividida em versículos e por quem? A divisão do Antigo Testamento em versículos foi estabelecida por estudiosos judeus das Escrituras Sagradas, chamados de massoretas. Com hábitos monásticos e ascéticos, os massoretas dedicavam suas vidas à recitação e cópia das Escrituras, bem como à formulação da gramática hebraica e técnicas didáticas de ensino do texto bíblico. Foram eles que, entre os séculos IX e X, primeiro dividiram o texto hebraico (do Antigo Testamento) em versículos. Influenciado pelo trabalho dos massoretas no Antigo Testamento, um impressor francês chamado Robert d´Etiénne, dividiu o Novo Testamento em versículos no ano de 1551. D´Etiénne morava então em Gênova, na Itália.


8. Qual(is) a(s) primeira(s) Bíblia(s) completa(s) publicada(s) com a divisão de capítulos e versículos?
Até boa parte do século XVI, as Bíblias eram publicadas somente com os capítulos. Foi assim, por exemplo, com a Bíblia que Lutero traduziu para o Alemão, por volta de 1530. A primeira Bíblia a ser publicada incluindo integralmente a divisão de capítulos e versículos foi a Bíblia de Genebra, lançada em 1560, na Suíça. Os primeiros editores da Bíblia de Genebra optaram pelos capítulos e versículos vendo nisto grande utilidade para a memorização, localização e comparação de passagens bíblicas. Em Português, já a primeira edição do Novo Testamento de João Ferreira de Almeida (1681) foi publicada com a divisão de capítulos e versículos.

9. A palavra “Bíblia” aparece na Bíblia?
“Bíblia” é uma palavra que não aparece na Bíblia. Ela vem do termo grego biblos, por causa da cidade fenícia de Biblos, um importante centro produtor de rolos de papiro usados para fazer livros. Com o tempo, a palavra biblos passou a significar “livro”. Biblia é a forma plural (“livros”). A Bíblia, na verdade, é uma colecção de livros. Ela também é conhecida simplesmente como “o Livro”, “o Livro dos Livros”, “o Livro Sagrado” .

10. Quais os documentos mais antigos que trazem trechos bíblicos? O documento mais antigo que traz um trecho da Bíblia é um fragmento dos Rolos do mar Morto, encontrado próximo da costa do mar Morto em Israel. Escrita em torno de 225 a.C., a passagem é de um dos livros de Samuel que faz parte do Antigo Testamento. O texto mais antigo do Novo Testamento existente é um pedaço do Evangelho de João. Escrito em torno de 125 d.C., talvez apenas 30 anos depois da composição do Evangelho, o fragmento contém partes de João 18.31-33, incluindo a pergunta de Pilatos a Jesus: “Você é o rei dos judeus?”

11. Qual é o livro bíblico mais traduzido?
A Bíblia foi traduzida e publicada mais do que qualquer outro livro na história. O livro da Bíblia mais traduzido é o Evangelho de Marcos, talvez por ser o mais curto dos quatro Evangelhos e por trazer um relato cheio de acção a respeito da vida e dos ensinamentos de Jesus. Marcos está disponível em cerca de 900 línguas.


Extraído com adaptação da SBB

quinta-feira, 5 de março de 2009

Crer e ter fé é a mesma coisa?

Normalmente a uma certa confusão entre o significado de 'ter fé' e 'crer' . A palavra fé vem do grego 'pistis' cujo verbo correspondente é 'pisteuein', que significa literalmente 'ter fé', e a sua correlata latina é 'fides'. Tanto 'pistis' como 'fides' significam primariamente fidelidade e tem o sentido de harmonia, sintonia, etc.
Um exemplo esclarecedor é a comparação do rádio com a fé, pois o aparelho só poderá receber o 'som' se estiver sintonizado na mesma frequencia da estação transmissora. Se a emissora de rádio transmite na frequencia 1000 o rádio só vai tocar se estiver sintonizado na mesma frequencia 1000. Assim meu aparelhoi de rádio 'tem fé' estar sintonizado, e quando é sintonia é bem ajustada , a chamada 'sintonia fina', denomina-se alta fidelidade de transmissão.
Ter fé é estar sintonizado com Deus. Tiago 2.19 diz que os demônios creem em Deus, ou seja acreditam em que Deus existe mas não significa que eles tenham fé. Crer é acreditar e ter fé é estar sintonizado com Deus.
No tão belo e citado versículo de João 3.16 diz que 'todo aquele que crê(pisteuein) será salvo'. temos aqui um exemplo da dificuldade que a língua portuguesa tem para traduzir o verbo 'pisteuein'( ter fé). Na língua portuguesa não temos nenhum verbo derivado do substantivo fé e por isso os tradutores foram obrigados a recorrerem ao verbo crer. João quer dizer que aquele que tiver fé em Cristo será salvo e não somente aquele que acredita que ele existe, mas tem que estar harmonizado, sintonizado com Ele.
Não basta somente que crer que Deus existe, acreditar Nele, a Bíblia vai além, exige que tenhamos fé ou seja harmonia, sintonia com o Salvador.

Teologia e liturgia da Ceia do Senhor.

A CEIA DO SENHOR

1- TESES HISTÓRICAS SOBRE A CEIA
Iremos apresentar três teses sobre o significado da Ceia:

1.1- Segundo o dogma católico, Jesus Cristo se acha presente sob as aparências do pão e do vinho, com seu corpo, sangue, alma e divindade, isto é o que geralmente se entende por “transubstanciação”.
1. 2- Lutero defende a tese segundo a qual o pão e o vinho permanecem presentes na ceia simultaneamente com o corpo e o sangue de Cristo, isto é chamado geralmente de “consubstanciação” 1.3- Zwinglio defende que a Ceia cristã é um memorial. que comemora o sacrifício único e infinitamente suficiente de Cristo. Posição essa adotada pela maioria dos protestantes.
2- A CEIA E A BÍBLIA
A Santa Ceia do Senhor está mencionada em quatro trechos da bíblia: I Cor 11:23-32, Mt 26:26-29, Mc 14:22-25 e Lc 22:15-20.
A Ceia do Senhor relaciona-se com o passado, presente e futuro.
2.1- No passado: a) É um memorial – relembramos a morte de Cristo no calvário para redimir os crentes do pecado e da condenação, b) É um ato de ação de graça pelas bênçãos sobre a nossa vida por intermédio da morte de Cristo.
2.2- No presente: a) É um ato de comunhão de Cristo com a Igreja, Jesus como ressurreto se faz presente de maneira especial, b) A Ceia é uma proclamação sobre a nova aliança e reafirmação do senhorio de Cristo.
2.3- No futuro: a) É um antegozo do reino futuro de Deus, b) Antevê a volta eminente de Cristo para buscar a igreja.
Toda a importância mencionada só passa a ter significado se chegarmos diante do Senhor com fé genuína, oração sincera e obediência a sua palavra e a sua vontade.



3- CONTEXTO HISTÓRICO DA CEIA EM 1CORÍNTIOS

Para se falar sobre a Santa Ceia, é necessário entrar um pouco na história da igreja primitiva. Antigamente existia a chamada “Festa do Amor”, que enfatizava o dever do cristão de amar mutuamente, e isso sempre foi expresso na igreja por meio de reuniões para comunhão.

Entre os judeus era comum refeições para comunhão e fraternidade, e reuniões similares de convívio tinham lugar entre os gentios. Era natural, por conseguinte, que tanto os crentes judeus quanto os crentes gentios viessem adotar tal prática.

O nome ágape foi posteriormente dado à refeição de comunhão. O relato do apostolo Paulo em 1Coríntios aparece encravado no contexto de uma ceia de comunhão.

Havia lá duas secções da observância do culto: uma refeição comum, tomada com o propósito de alimentação, e a Ceia; mas o que estava ocorrendo na congregação era sérios excessos, o apostolo Paulo lançou uma severa advertência, deixando a impressão de que seu desejo era que as duas fases fossem comemoradas separadamente, que os que tivessem fome comessem em casa, e viessem com reverência e auto-exame para participar da Ceia do Senhor.



4- OS PROBLEMAS APRESENTADOS NA IGREJA EM CORINTO

4.1- Enfatizavam facções. (1Corintios 11:18, 19)
“Porque antes de tudo ouço que, quando vos ajuntais na igreja, há entre vós dissensões; e em parte o creio”.
“E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós.”

4.2- Ingestão excessiva e desprezo. (1Corintios 11:21)
“Porque, comendo, cada um toma antecipadamente a sua própria ceia; e assim um tem fome e outro se embriaga.”

5- ANÁLISE DE 1CO 11. 27-34

5.1- (I Corintios 11:27) - Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor.

Indignamente: (αναξίως “anaxios”) denota participar da Ceia do Senhor tratando-a como comida comum (cf. vs29), não dando a importância simbólica solene.

Paulo certamente não exigia valor absoluto por parte dos participantes, pois nesse caso, ninguém jamais seria capaz de participar da cerimônia:

“Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós”.
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.
“Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” 1João 1:8,10


Antes segundo o contexto, ele quis dizer que a decência comum dever ser observada, não podendo haver glutonarias, embriaguez, egoísmo, degradação dos outros, contendas entre os crentes; e sim a tratando como um memorial do sacrifício de Cristo.

5.2- (I Corintios 11:28) - Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice.

Examine-se: (δοκιμάζω “dokimazõ”) provar com o propósito de aprovar, provar com expectativa de aprovar, trazendo o sentido de um auto-exame com esforço para o concerto de erros e falhas.
Apoiado no tempo presente e no modo imperativo, que na gramática grega indica que se deve (como ordem) existir um auto-exame continuamente.

Comer: (εσθιω “esthiõ”) “trata de uma ordem de comer continuamente”
3ª pessoa do singular: ele, aquele que se examina.
Modo imperativo: uma ordem, deve.
Tempo presente: comer continuamente
Voz ativa: sujeito pratica ação

Beber: (πινω “pinõ”) “trata de uma ordem de beber continuamente”
3ª pessoa do singular: ele, aquele que se examina.
Modo imperativo: uma ordem.
Tempo presente: beber continuamente
Voz ativa: sujeito pratica ação

Se não houver a participação do cristão no memorial de Cristo, ele esta desobedecendo a uma ordem direta do Senhor, mas se participar sem examinar-se também se constitui em uma desobediência. Ao cristão resta, examinar-se para ver ser está apto para cear confiando na Graça de Deus, e assim participar do memorial.

5.3- (I Corintios 11:29) - Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do SENHOR.

Discernindo: (διακρινω “diakrinõ”) significa “separar, discriminar, verificar discriminando”, não discernindo ou separando o que o pão e cálice representam.

Condenação: será abordado mais a frente nos versículos 31 e 32.

Ao decorrer o texto, está em evidência uma situação muito clara, onde o que come indignamente recebe este titulo devido sua falta de discernimento do memorial de Cristo, dando inicio a um julgamento com probabilidades de condenação, dentro do contexto esta relacionado diretamente aqueles que exerciam os diversos exageros durante o memorial, tratando-o de modo similar as suas confraternizações.

5.4- (I Corintios 11:30) - Por causa disto há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem.

Muitos: (πολυς “polus”) denota “muito, muitos, grande” é usado, sobretudo em referência a números.

Fracos: (ασθενης “asthenes”) literalmente “sem força”, fraqueza física.

Doentes: (αρρωστος “arrhõstos”.) “fraco, doentio” alude o estado físico.

Transmite existência de um grande número de membros sem força e doentes fisicamente, devido o não discernimento da Ceia.

Muitos: (ικανος “hikanos”) denota “suficiente”, quando usado para aludir a números, às vezes significa “muitos” e sugere um número suficiente dos que dormem.

Esse versículo transmite a falta de firmeza espiritual da igreja de Corinto, pois existiam muitos doentes fisicamente, e um número suficiente de pessoas espiritualmente dormindo, todo esse quadro devido à falta de discernimento da Ceia, fazendo uso da mesma indignamente.

5.5- (I Corintios 11:31) - Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.

Neste momento o apóstolo Paulo traz um momento de reflexão baseado em fatos já ocorridos, tanto “julgássemos” quanto “não seriamos julgados” estão no tempo imperfeito (na gramática grega é uma espécie de visão cinematográfica no passado, indica uma ação contínua no passado), o versículo anterior relata que já existiam atualmente muitos fracos e doentes e muitos que dormem, esse fato se deve justamente porque não houve um auto-exame seguido de um auto-discernimento, julgando algum mal na presença do Senhor.
A partir do momento que ingeriam a Ceia sem discernimento, estavam participando indignamente, passando a partir deste momento a serem julgados.

5.6- (I Corintios 11:32) - Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.

Repreendidos: (παιδευω “paideuõ”) denota “disciplinar com punição”.

Condenados: (κατακρινω “katakrinõ”) significa “dar julgamento contra, dar sentença”, por conseguinte “condenar”.

Aqui o apostolo Paulo alude o porquê de diversos males que estavam sobre os membros daquela congregação, e sua explicação é muito objetiva, enfatizando que foi aberto um julgamento, julgamento com probabilidades de condenação (vs29), e para que não haja uma condenação, o Senhor os corrige por meio de disciplinas, com a intenção de conduzi-los a um arrependimento e correção dos erros, não sendo assim condenados de uma vez por todas.

5.7- (I Corintios 11:33) - Portanto, meus irmãos, quando vos ajuntais para comer, esperai uns pelos outros.

5.8- (I Corintios 11:34) - Mas, se algum tiver fome, coma em casa, para que não vos ajunteis para condenação. Quanto às demais coisas, ordená-las-ei quando for.

O Apóstolo encerra supostamente apresentando o desejo em que as duas fases fossem comemoradas separadamente, o que tem fome coma em casa, e venha para o memorial de Cristo preparado para este momento solene, e como um corpo, desfrute deste momento juntamente com toda a igreja.

Os ensinos de Paulo servem para salientar o significado da Ceia, demonstrando firmemente o propósito de Deus para a Igreja.



6- A CELEBRAÇÃO DA CEIA

- A mesa deve ser própria para a celebração da ceia, devendo ser coberta,
preferencialmente com uma toalha branca.

- Os diáconos ou/e diaconisas já devem estar posicionados

- Lerá preferencialmente para o ato 1 Co 11.23 ss

- Irá ter um momento breve de reflexão com a igreja

- Haverá dedicação dos elementos - pão e vinho

- Após todos serem servidos do pão, segundo nossa tradição se espera para comermos o pão simultaneamente, o celebrante dirá “Todos pegaram o pão?” em caso de resposta positiva dirá: “Tomai e comei, este é meu corpo que é partido por vós.”.

- Após a dedicação do vinho, o celebrante dirá: “Este é o sangue da nova aliança derramado por vós. Bebamos todos.”. Em nossa tradição o vinho é bebido individualmente, assim que se recebe o cálice.

- O obreiro que for fazer a oração de dedicação dos elementos deverá erguer a bandeja acima da cabeça para não correr o risco de cair saliva nos elementos.

- O maior hierarquicamente deve servir o menor.

- Deve haver louvor durante a distribuição dos elementos, de preferência com hinos adequados á temática da ceia.

- Para encerrar a Ceia faz-se uma oração de ações de graça.

Falar sem dizer nada.


"Da arte de falar bem sem dizer nada"

"Quando fui convidado para homenagear com um discurso neste digníssimo banquete o meu prezado amigo cujo nome agora me falha a memória, achei imediatamente, depois de pensar muito que eu era sem dúvida a pessoa indicada, a não ser naturalmente que outro orador fosse escolhido. Desde criança, foi o homenageado um dos mais categorizados elementos, tendo muito mais talento e inteligência do que todos os que eram menos dotados do que ele. Neto de seus avós, o homenageado é também filho de seus pais, pertencendo desde cedo à sua família. Veio ao mundo na sua cidade natal, exatamente no dia do seu aniversário. Em menino, era membro ativo da infância, tendo passado para a adolescência na puberdade. Depois disso, ficou adulto, e, num rasgo cronológico, atingiu a maioridade aos 21 anos.
Homem de várias habilidades, é perito naquilo que de melhor faz. Sua memória é tão fantástica que ele se lembra nitidamente de tudo aquilo que não esqueceu.

É uma pessoa de temperamento suave, a não ser quando se exalta, e só se cansa em momentos de exaustão. Domina com perfeição todas as línguas que fala sem dificuldades e quando conversa usa sempre a palavra, deixando apenas para redigir tudo aquilo que escreve. Conhece todas as partes do mundo a não ser os lugares onde nunca esteve. Além disso, quando labuta, trabalha.
Finalmente, devo revelar que no ano passado, neste mesmo dia, este meu caríssimo amigo era dois anos mais moço do que será no ano que vem. Não quero ser profeta, mas guardem bem as minhas palavras: de hoje a uma década, o homenageado verá que dez anos ter-se-ão passado.
Obrigado” (sic).

Jô Soares, em "O astronauta sem regime", pp. 81-82
Lendo este texto fui remetido quase que automaticamente aos pregadores que falam, falam e falam mas não dizem nada. Muitas vezes usam palavras rebuscadas para impressionar o auditório mas a sua mensagem é oca ou melhor não há mensagem alguma. Por outras vezes usam de emocionalismo barato travestido de espiritualismo. Quando usam os dois sai de baixo!
Precisamos mas do que nunca de pregadores que preguem. A ordem de Paulo a Timóteo torna-se cada vez mas necessária nos nossos dias: ' Prega a Palavra.'

Teologia. O quê?



Teologia significa o estudo de Deus (teo = Deus e logia = estudo). Mas será que podemos estudar Deus? Medi-lo, pesá-lo, dissecá-lo? Gosto da definição do Dr. Osvaldo Luiz Ribeiro 'Se teologia então não deve ser tratada como estudo sobre Deus, como deve ser tratada? Ora, como um falar sobre Deus, sobre a vida, e sobre o que cremos que Deus faz na vida.'
A importância prática da teologia é muito bem explicada pelo teólogo canadense James Ian Packer : “Da mesma forma que o fato de conhecer botânica faz com que se note melhor a flora e a fauna em um passeio ao campo, e o efeito de conhecer eletrônica nos faz enxergar além daquilo que estamos olhando, depois de desmontar o aparelho de TV, assim também o efeito de conhecer teologia faz entender melhor o significado e as implicações das passagens bíblicas.”

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