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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Profetas maiores: Isaías

LIVRO DO PROFETA ISAÍAS
A Sombra ameaçadora do cruel monarca assírio pairava densamente sobre os outros impérios e reinos menores do Oriente Médio. Toda a área estava agitada com conversas sobre conspiração e confederação. (Is 8.9-13). No Norte, o Israel apóstata logo seria vítima dessa intriga internacional, ao passo que no Sul, os reis de Judá reinavam precariamente. (2Rs 15-21) Novas armas de guerra vinham sendo desenvolvidas e postas em uso, aumentando o terror dos tempos. (2Cr 26.14,15) Para onde era preciso voltar-se em busca de proteção e salvação? Embora o nome de Deus estivesse nos lábios do povo e dos sacerdotes no pequeno reino de Judá, seu coração se desviara para outras direções, primeiro para a Assíria e depois para o Egito. (2Rs 16.7; 18.21) Desvanecia a fé no poder de Deus. Quando não se tratava de grosseira idolatria, prevalecia o modo hipócrita de adorar, baseado no formalismo e não no verdadeiro temor de Deus.
Era cerca de 740 aC, ano em que o leproso Rei Uzias morreu. (
Is 6.1-8) O nome Isaías significa “Salvação de Jeová", Desde o início até o fim, a profecia de Isaías sublinha este fato: que Deus é salvação.
Isaías era filho de Amoz (não deve ser confundido com Amós, outro profeta de Judá). (
1.1) As Escrituras não dizem nada sobre o nascimento e a morte dele, embora a tradição judaica diga que ele foi serrado em pedaços por ordem do iníquo Rei Manassés. (Compare com Hb 11.37.) Seus escritos mostram que residia em Jerusalém com a esposa, uma profetisa, e com pelo menos dois filhos que tinham nomes proféticos. (Is 7.3; 8.1- 3) Serviu durante o tempo de pelo menos quatro reis de Judá: Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias; evidentemente começando por volta de 740 aC (quando Uzias morreu, ou possivelmente antes disso) e continuando pelo menos até depois de 680 aC (o 14° ano de Ezequias), ou não menos que 46 anos. Já havia também assentado por escrito, sem nenhuma dúvida, a sua profecia por volta desta última data. (1.1; 6.1; 36.1) Outros profetas dos seus dias eram Miquéias, em Judá, e, ao norte, Oséias e Obadias. Mq 1.1; Os 1.1; 2 Cr 28.6-9.
É interessante notar que a partir do ano de 1947 alguns documentos antigos foram tirados da escuridão de grutas de Khirbet Qumran, perto do litoral noroeste do mar Morto. Trata-se dos Rolos do Mar Morto, que continham a profecia de Isaías. Ela está belamente escrita em bem conservado hebraico pré-massorético, e tem uns 2.000 anos de idade, datando do fim do segundo século aC. O seu texto é, pois, cerca de mil anos mais antigo do que o mais antigo manuscrito existente do texto massorético, em que se baseiam as traduções modernas das Escrituras Hebraicas. Há algumas variações pequenas de grafia, algumas diferenças na construção gramatical, mas não divergem do texto massorético quanto a doutrinas. Eis uma prova convincente de que as nossas Bíblias hoje contêm a mensagem inspirada, original, redigida por Isaías.
São realmente notáveis no livro de Isaías as profecias messiânicas. Isaías é chamado “o profeta evangelista”, em razão de serem tantas as predições sobre os eventos da vida de Jesus que se cumpriram. O
capítulo 53, que por muito tempo fora um “capítulo enigmático”, não só para o eunuco etíope, mencionado em At 8, mas também para o povo judeu em geral, prediz tão vividamente o modo como Jesus seria tratado que parece narrativa de uma testemunha ocular.
CONTEÚDO DE ISAÍAS
Os seis primeiros capítulos
1-6, descrevem as condições que existiam em Judá e em Jerusalém, expondo o pecado de Judá perante Deus, e relatam o comissionamento de Isaías. Os capítulos 7 a 12 falam das ameaças de invasões por parte do inimigo e a promessa de libertação. Os capítulos 13 a 35 contêm uma série de pronúncias contra muitas nações e predizem que a salvação virá de Deus. Os eventos históricos do reinado de Ezequias são descritos nos capítulos 36 a 39. Os capítulos remanescentes, caps. 40 a 66, têm como tema a libertação do cativeiro em Babilônia, o retorno do restante judeu e a restauração de Sião.
Isaías cap. 1
1.1 A RESPEITO DE JUDÁ. O longo ministério profético de Isaías teve lugar na época do reino dividido (ver 1 Rs 12.20 ; 2 Cr 10.1). O Reino do Norte chamado pelos diferentes nomes de Israel , Samaria e Efraim abrangia dez tribos de Israel. O Reino do Sul comumente chamado de Judá, com sua capital em Jerusalém consistia das tribos de Judá e de Benjamim. Os dois reinos, na época de Isaías, estavam desviados de Deus e da sua lei e recorriam às nações pagãs e seus deuses falsos para livrá-los dos seus inimigos. O Reino do Norte foi subjugado e destruído pela Assíria em 722 a.C. Isaías advertiu Judá de que esse reino, também, seria destruído por causa do seu pecado e apostasia (39.6).
1.2 PREVARICARAM CONTRA MIM. ( Prevaricar aqui, é literalmente rebelar-se). O concerto de Deus com o povo israelita abrangia Judá e Israel, que também receberam dEle a sua lei, o seu templo e suas promessas; no entanto, viviam no pecado, menosprezavam o concerto divino, e não reconheciam a Deus como a fonte da salvação e suas demais bênçãos. Por isso, Deus ia castigá-los (vv. 5-8).
1.3 ISRAEL. Aqui, Israel refere-se a todas as doze tribos, inclusive Judá.
1.4 SANTO DE ISRAEL. Esta expressão, como um título de Deus, ocorre vinte e seis vezes em Isaías, além de mais cinco vezes em que Ele é chamado apenas o Santo . O profeta, ao usar esse nome de Deus (certamente originado, em parte, da sublime visão que Isaías teve de Deus, na sua santidade cap. 6), não somente ressalta o caráter expressamente santo de Deus, mas também que os que são de Deus devem ser santos, para que possam continuar em comunhão com Ele.
1.7 A VOSSA TERRA ESTÁ ASSOLADA. No seu empenho de levar Judá ao arrependimento, Deus permitiu o despojo da sua terra por estrangeiros (ver 2 Cr 28.5-18). O pecado dos israelitas privou-os da bênção e proteção de Deus, e o castigo veio sobre eles. A terra e o seu povo seriam finalmente subjugados por Nabucodonosor e seu exército babilônico (605 586 a.C.). Um povo que continua obstinado e indiferente na senda do pecado, atrairá o juízo divino e, por fim, a destruição.
1.9,10 SODOMA... GOMORRA. As cidades de Sodoma e Gomorra foram totalmente destruídas por causa do seu extremo pecado (Gn 19.1-25). Isaías equipara Judá a essas cidades, por causa da sua grande infidelidade.
1.11 DE QUE ME SERVE A MIM A MULTIDÃO DE VOSSOS SACRIFÍCIOS? Isaías condena o povo por cometer atos ímpios e injustiças (vv. 16,17) e ao mesmo tempo oferecer sacrifícios a Deus e também orar e prestar-lhe culto. A adoração e o louvor é uma abominação para Deus se o nosso coração não estiver inteiramente dedicado a Ele e aos seus caminhos santos (cf. 66.3; Jr 7.21-26; Os 6.6; Am 5.21-24; Mq 6.6-8).
1.15 AS VOSSAS ORAÇÕES, NÃO AS OUÇO. O pecado na vida do crente levará Deus a desviar seu rosto de suas orações (ver Tg 4.3 nota; 1 Jo 3.22 )
1.18 VINDE, ENTÃO, E ARGÜI-ME. Deus não queria condenar e destruir o seu povo. Ele perdoaria tudo, se eles tão-somente se arrependessem, cessassem de fazer o mal, cuidassem de fazer o bem e obedecessem à sua Palavra (vv. 16-19). O perdão divino está agora à disposição de todos os pecadores, que confessam a Deus os seus pecados, arrependem-se e aceitam a purificação provida por Deus, mediante o sangue de Jesus Cristo (Lc 24.46,47; 1Jo 1.9). Aqueles que rejeitam a misericórdia de Deus e, na sua rebeldia, apegam-se aos seus próprios caminhos, se perderão (v. 20).
1.25 PURIFICAREI INTEIRAMENTE AS TUAS ESCÓRIAS. Deus queria expurgar o mal dentre o seu povo e restaurar um remanescente que se arrependesse (vv. 18,19,26,27). Deus ainda não concluíra a sua obra através de Judá (cf. Ed 1; 5.2,14-16), pois o Redentor de toda a raça humana ainda teria que vir através desse povo escolhido. Sião (v. 27, i.e., Jerusalém) seria restaurada, mas somente quem fielmente se voltasse para Deus seria salvo; os impenitentes seriam destruídos (cf. v. 28; 65.8-15).
Isaías cap. 2
2.2-5 SE FIRMARÁ O MONTE DA CASA DO SENHOR. Isaías profetiza a respeito de um período quando o governo divino se estabelecerá em toda a terra (cf. Mq 4.1-3). Toda iniqüidade, injustiça e rebelião dirigidas contra Deus e sua lei serão debeladas e a justiça prevalecerá (cf. 59.20 60.3,14; Jr 33.14-16; Zc 2.10-12). Todas as nações , judeus e gentios, adorarão e servirão ao Senhor. Esta profecia manifesta o propósito final de Deus para Israel e a raça humana; ela cumpre-se no próprio Jesus Cristo, que executa juízo e justiça na terra (9.1-7; 11.3-5).
2.6-9 TU DESAMPARASTE O TEU POVO. Estes versículos descrevem a apostasia da nação de Judá. Seus habitantes abandonaram a Deus, adotaram a idolatria e o ocultismo, deleitavam-se nas práticas ímpias dos pagãos e depositavam sua confiança no dinheiro, nas alianças internacionais e no poderio militar. Daí, Isaías orar para que não houvesse perdão até que Deus, mediante duros revezes os levasse a um arrependimento de coração (vv. 17-21). Ele sabia que o perdão aparente do ritual religioso só agravaria a situação. Um arrependimento sincero deve preceder o perdão (1.16-20).
2.11 A ALTIVEZ DOS VARÕES SERÁ HUMILHADA. Uma das graves conseqüências do orgulho humano é a crença de que a pessoa não depende de Deus para decidir como deve viver, bem como para decidir sobre o que é certo e errado. No dia do julgamento, na presença do Senhor, os tais que assim fazem sofrerão a pior vergonha.
2.12 O DIA DO SENHOR. Segundo as palavras de Isaías, o tempo do juízo estava próximo. O cumprimento imediato da sua profecia foi a assolação da terra de Israel por Deus, empregando os exércitos assírio e babilônico como agentes da sua ira (39.6). Na perspectiva profética remota, o dia do SENHOR refere-se à ocasião em que Deus banirá toda a iniqüidade na terra Jl 2.31.

Isaías cap. 3
3.1-3 TIRARÁ DE JERUSALÉM. Como resultado dos pecados do povo, o castigo divino atingirá todos os segmentos da sociedade e todos sofrerão .
3.5 OPRIMIDO... CADA UM, CONTRA O SEU PRÓXIMO. A rejeição dos caminhos de Deus numa sociedade abre caminho para a injustiça, a opressão cruel, a violência, o desrespeito aos pais pela juventude rebelde e o repúdio a todas as restrições morais .
3.10 DIZEI AOS JUSTOS. Isaías foi ordenado a encorajar os que permanecessem fiéis a Deus no meio de um povo ímpio. Os justos sofreriam agora por amor à justiça, mas posteriormente teriam vitória e Deus os recompensaria ricamente.
3.14 O ESPÓLIO DO POBRE. ( Espólio aqui, é literalmente bens tomados do próximo). Deus abomina maus-tratos aos menos afortunados da sociedade.
3.16-26 AS FILHAS DE SIÃO. As mulheres do reino de Judá, em meio ao declínio espiritual, moral e político da nação, eram conhecidas por seu apego desvairado por tudo o que a moda oferecia, e pela beleza exterior.Eram mulheres egocêntricas, que procuravam ser belas para despertar atração sensual e que cuidavam somente do que lhes interessava, sem demonstrarem qualquer preocupação com os oprimidos, os pobres, ou com a crítica condição espiritual de suas famílias e compatriotas. Deus as advertiu que iam sofrer vergonha e humilhação quando estivessem como escravas infelizes dos senhores do seu povo (vv. 17,24).
Isaías cap. 4
4.2-6 O RENOVO DO SENHOR. Este é um título do Messias. Ele brotará como um rebento da raiz de Davi. Os versículos 2-6 referem-se a um tempo, tanto de juízo como de salvação.
4.3 SERÃO CHAMADOS SANTOS. Aqueles que sobreviverem ao juízo vindouro serão chamados santos , i.e., terão o caráter de Deus, que é o Santo de Israel (1.4).
Isaías cap. 5
5.1-7 UMA VINHA. Esta parábola da vinha demonstra que Deus fez todo possível para fazer de Judá uma nação santa e frutífera. Somente depois que os judeus recusaram ser o que Deus queria que eles fossem é que Ele destruiu a sua vinha. Esta parábola de Isaías prenuncia, historicamente, a destruição de Jerusalém e o exílio em 586 a.C.
5.8-32 AI DOS QUE... Seis ais (i.e., declarações de julgamento) são proferidos contra seis tipos de pecados: (1) cobiça egoísta (v. 8); (2) embriaguês (vv. 11,12); (3) zombaria de descrença no poder de Deus para julgar o pecado (vv. 18,19); (4) corrupção dos padrões morais de Deus (v. 20); (5) arrogância e orgulho (v. 21); e (6) perversão da justiça (vv. 22,23);
5.24 PORQUANTO REJEITARAM A LEI DO SENHOR. O livro de Isaías contém a doutrina da justa retribuição pelo pecado. A rejeição dos ensinos do Senhor e o desprezo à sua Palavra por alguém, trará como resultado sobre tal pessoa, o juízo que esses pecados acarretam (v. 25; cf. Os 4.6).
5.26 AS NAÇÕES DE LONGE. Isaías descreve a destruição iminente de Judá por uma nação distante; destruição em breve e certa. Judá não teria força para fazer o inimigo recuar. Isaías estava certamente antevendo as invasões dos assírios, cujos exércitos saquearam Judá em 701 a.C., e dos babilônios, cujas incursões começaram em 605 a.C. Deus muitas vezes já utilizou outras nações para castigar o seu povo.
Isaías cap. 6
6.1 NO ANO EM QUE MORREU O REI UZIAS. Esse ano foi aproximadamente 740 a.C. (cf. 2 Cr 26.16-21). Isaías foi purificado e recebeu uma chamada específica de Deus para pregar a sua Palavra a um povo espiritualmente cego, surdo e insensível (vv. 9,10).
6.1 EU VI AO SENHOR. Isaías, por esta visão do Senhor, teve uma compreensão correta da sua mensagem e chamada. A visão revelou um dos temas principais do livro, a saber: que a glória, majestade e santidade de Deus requer que aqueles que a Ele servem, devem também ser santos.
6.2 SERAFINS. Trata-se de seres angelicais de ordem superior. Serafins deve ser outro nome dos seres viventes revelados noutras partes das Escrituras (Ap 4.6-9). Seu título (literalmente: seres ardentes ) pode denotar sua pureza, uma vez que servem a Deus continuamente, em derredor do seu trono. Refletem de tal maneira a glória de Deus que parecem arder em chamas.
6.3 SANTO, SANTO, SANTO É O SENHOR. A principal característica de Deus revelada a Isaías é a sua santidade, que significa sua pureza de caráter, sua separação do pecado e sua repulsa a tudo que é mau
6.5 AI DE MIM! Isaías, ao contemplar a santidade de Deus, imediatamente reconheceu sua própria imperfeição e impureza, sobretudo quanto às suas palavras (cf. Tg 3.1-6). Reconheceu, também, as conseqüências de ver Deus face a face (cf. Êx 33.20) e ficou assombrado. Deus, então, purificou os seus lábios e o seu coração (cf. Lv 16.12; Jr 1.9) e o tornou apto a permanecer na sua presença como servo e profeta do Santo de Israel.
6.8 A QUEM ENVIAREI? Só depois de purificado é que Isaías foi designado profeta.
6.9 VAI E DIZE A ESTE POVO. Deus avisou a Isaías que o povo ia rejeitar a sua mensagem e continuar indiferente ao chamado profético ao arrependimento. Sua pregação até faria seus corações se endurecerem ainda mais forte contra o Senhor (vv. 9,10. Mesmo assim, Isaías teria que pregar fielmente a mensagem impopular do juízo (cf. Jr 1.8,19; Ez 2.3,4). Haveria, no entanto, um limite para seu espinhoso ministério. Os juízos a serem infligidos através de Senaqueribe, em 701 a.C. (vv. 11,12) levariam Jerusalém à fé e à obediência (36.21,22; 37.1- 7.
6.13 A SANTA SEMENTE. Deus confortou Isaías ao dizer-lhe que um pequeno remanescente do povo creria e seria preservado. Um novo Judá, que seria chamado santo, ia surgir, e através dele, Deus executaria o seu plano de salvação para o mundo. Semelhantemente, sob o novo concerto, Deus julgará uma igreja que for apóstata e levantará um remanescente santo que permanecerá fiel a Ele e à sua Palavra
Isaías cap. 7
7.1-25 NOS DIAS DE ACAZ. Cerca de 735/734 a.C., os reis de Israel e da Síria atacaram Judá. Isaías disse ao rei Acaz de Judá que confiasse em Deus para o livramento. Acaz, no entanto, recusou a oferta divina de um sinal milagroso e, em vez disso, buscou a ajuda da Assíria (ver 2 Rs 16.5-18; 2 Cr 28.16-21). Ainda assim, o Senhor deu um sinal a toda a casa de Davi o nascimento do Emanuel (vv. 13-17). Nesta ocasião Deus fez fracassar a invasão de Judá pela Síria e Israel, mas posteriormente Ele enviou os assírios e babilônios para assolarem a terra.
7.3 SEAR-JASUBE. O nome do filho mais velho de Isaías significa um remanescente voltará . Esse nome ressaltava a intenção de Deus de preservar um remanescente fiel entre o povo para consumar o seu plano de salvação (cf. 11.11,12,16; 37.4,31).
7.8 DENTRO DE SESSENTA E CINCO ANOS. Israel (também chamado Efraim) foi vencido em 722 a.C. pela Assíria, que trouxe colonos estrangeiros para aquela terra, para fins de casamento misto com os poucos israelitas ali deixados; a mistura racial resultante disso, deu origem aos samaritanos (ver 2 Rs 17.24-34; cf. Jo 4.7-42).
7.12 ACAZ... DISSE: NÃO O PEDIREI. O profeta Isaías aconselhou Acaz a confiar em Deus para um livramento. Acaz rejeitou o conselho, e resolveu confiar no seu limitado raciocínio e procurou a ajuda da Assíria (ver 2 Rs 16.5-18; 2 Cr 28.16-21).
7.14 UMA VIRGEM CONCEBERÁ... EMANUEL. Virgem (hb. almah). Na língua original o termo pode significar virgem ou mulher jovem em idade de casar . (1) A aplicação imediata desse sinal seria a uma nubente que fora virgem até à ocasião do seu casamento. Antes do seu filho ter idade suficiente para distinguir entre o certo e o errado, os reis da Síria e de Israel seriam destruídos (v. 16). (2) O pleno cumprimento desta profecia ocorreu quando Jesus Cristo nasceu da virgem Maria (Mt 1.23). Maria era virgem e permaneceu virgem até a ocasião do nascimento de Jesus (Mt 1.18,25). A concepção do seu Filho deu-se mediante um milagre do Espírito Santo, e não pela ação de homem algum (ver Mt 1.16,23; Lc 1.35). (3) O filho da virgem devia se chamar Emanuel , i.e., Deus conosco (Mt 1.23). Este nome revestiu-se de novo e profundo significado com a vinda pessoal ao mundo, do Filho unigênito de Deus (cf. Jo 3.16).
Isaías cap. 8 -
8.3 MAER-SALAL-HÁS-BAZ. O significado do nome do segundo filho de Isaías (cf. 7.3 nota) é rápido à presa, veloz ao despojo , conforme vemos literalmente no versículo 1. Aquele nome prediz não somente a destruição e queda da Síria, pela Assíria (732 a.C.), como também o mesmo destino, para Israel (722 a.C.).
8.6 AS ÁGUAS DE SILOÉ. As águas de Siloé (o NT as cita como o tanque de Siloé, Jo 9.7). Essas águas vinham de uma fonte tranqüila que formava um reservatório subterrâneo para abastecer Jerusalém em tempos de cerco pelo inimigo. Posto que Judá e Jerusalém rejeitaram o governo gracioso de Deus, teriam que suportar, em vez disso, as águas destruidoras da região do Eufrates, i.e., o poderoso dilúvio inundante de soldados assírios invasores (vv. 7-10).
8.12 CONJURAÇÃO. Isaías tinha procurado persuadir Judá a buscar a Deus ao invés de buscar ajuda no estrangeiro. Foi acusado de conspiração e traição. O profeta não devia temer ninguém; ele foi exortado a temer somente ao Senhor dos Exércitos (vv. 12,13).
8.13 SEJA ELE O VOSSO TEMOR. Nos tempos de perigos e provações, é somente a Deus que devemos temer; é somente nEle que devemos confiar para nos livrar (cf. Mt 10.28). Se lhe tivermos a devida reverência e amor, teremos a sua presença conosco e Ele será o nosso refúgio e proteção (v. 14).

Isaías cap. 9
9.1-7 NÃO SERÁ ENTENEBRECIDA. Isaías fala de um Libertador vindouro que, um dia, guiaria o povo de Deus à alegria, à paz, à retidão e à justiça. Essa pessoa é o Messias Jesus Cristo, o Filho de Deus. Essa profecia revela várias verdades importantes sobre o Messias vindouro. (1) Ministraria principalmente na Galiléia (v. 1; cf. Mt 4.13,14). (2) Traria a luz da salvação e da esperança (v. 2; cf. 42.6; 49.6; Mt 4.15,16). (3) Aumentaria o número do povo de Deus, sobretudo pela admissão dos gentios à família da fé (v. 3; cf. At 15.13-18). (4) Traria a paz pelo livramento do seu povo do jugo da opressão, e pela derrota de seus inimigos (vv. 4,5). (5) O Messias viria da nação de Israel e seria chamado Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. (6) Reinaria sobre o povo de Deus para sempre (v. 7; cf. 2 Sm 7.16).
9.6 PORQUE UM MENINO NOS NASCEU. Aqui temos a predição do nascimento do Messias, Jesus Cristo.Seu nascimento ocorreria num tempo e lugar específicos na história, e esse Filho Messiânico nasceria de modo único e maravilhoso. Isaías registra os nomes que caracterizariam sua missão como o Messias. (1) Maravilhoso. O próprio Messias em si seria uma maravilha sobrenatural. A palavra hebraica, aqui, para maravilhoso é ‘pele’ , a qual é usada exclusivamente a respeito de Deus, e nunca a respeito de seres humanos ou de obras humanas (cf. 28.29). O Messias demonstraria o seu caráter através das suas obras e milagres. (2) Conselheiro. O Messias seria a personificação da perfeita sabedoria e teria as palavras da vida eterna. Como conselheiro, Ele revelaria o plano perfeito da salvação (cf. cap. 11). (3) Deus Forte. No Messias, toda a plenitude da deidade existiria em forma corpórea (Cl 2.9; cf. Jo 1.1,14). (4) Pai da Eternidade. Ele não somente viria a fim de revelar o Pai celestial, como também Ele mesmo agiria eternamente em favor do seu povo como um pai compassivo que ama, que guarda e que supre as necessidades dos seus filhos (cf. Sl 103.13). (5) Príncipe da Paz. O reino do Messias traria a paz com Deus à humanidade, mediante a libertação do pecado e da morte (11.6-9; cf. Rm 5.1; 8.2).
9.7 DESTE PRINCIPADO E DA PAZ, NÃO HAVERÁ FIM. No momento da história da humanidade em que Isaías profetizou, ele vê toda a obra redentora e também o reino de Cristo em perspectiva, como um só evento num futuro distante
9.8 10.4 UMA PALAVRA A JACÓ. Estes versículos declaram a arrogância e impenitência obstinadas de Israel, e a ira e julgamento divinos contra aquele povo. Nem sequer na sua grande aflição, os israelitas não quiseram se humilhar e voltar a Deus, com um coração contrito e quebrantado.
Isaías cap. 10
10.5 AI DA ASSÍRIA. Deus tinha usado os assírios para castigar seu povo que enveredara pela impiedade. Agora, Deus castigaria a Assíria pela sua soberba e arrogância (vv. 8-14). Daí, Isaías profetizou a destruição dos assírios (vv. 16-19). Essa profecia específica cumpriu-se quando o anjo do Senhor matou 185.000 soldados do exército assírio que sitiava Jerusalém (ver cap. 37).
10.20 OS RESÍDUOS DE ISRAEL. Isaías volta a garantir aos crentes fiéis que, depois de Deus julgar Israel, um remanescente fiel que confiava no Senhor seria preservado e restaurado; esse remanescente seria o verdadeiro Israel (cf. Rm 9.6-9).
10.28-34 JÁ VEM CHEGANDO A AIATE. Isaías prediz a rota dos invasores assírios no seu avanço para saquear Jerusalém. O próprio Deus os abateria (cf. 37.33-38).
Isaías cap. 11
11.1 E DAS SUAS RAÍZES UM RENOVO FRUTIFICARÁ. Isaías pinta um quadro glorioso de um novo mundo futuro, regido pelo Renovo .
11.2 REPOUSARÁ SOBRE ELE O ESPÍRITO DO SENHOR. O Messias seria poderosamente ungido pelo Espírito Santo a fim de cumprir a vontade do Pai e de trazer plena salvação às nações (61.1; Mt 3.16,17; Jo 1.33,34).
11.2,3 O ESPÍRITO. Isaías menciona o Espírito Santo mais do que qualquer outro profeta do AT (11.2; 30.1; 32.15; 34.16; 40.13; 42.1; 44.3; 48.16; 59.21; 61.1; 63.10,11,14). Esta descrição profética da unção do Messias relaciona-se com seu caráter e estatura espirituais (ver 61.1-3 nota). O Messias tem a plenitude do Espírito, e seus gloriosos dons celestiais são descritos como (1) o Espírito (v. 1); (2) sabedoria (v. 2); (3) inteligência (v. 2); (4) conselho (v. 2); (5) fortaleza (v. 2); (6) conhecimento (v. 2); e (7) temor do Senhor. A plenitude de dons contida nesta descrição não tem precedente nas Escrituras. Esses dons sob sete aspectos falam da sua plenitude no Messias
11.5 JUSTIÇA... VERDADE. A justiça e a verdade são elementos essenciais do reino do Messias.
Isaías cap. 12
12.1-6 NAQUELE DIA. O povo de Deus o louvará ao ser instaurado o reino universal do Messias. Desde agora devemos orar pela volta de nosso Senhor e pelo estabelecimento do seu reino eterno de retidão, e aguardá-lo com fé e esperança. Quando chegar aquele dia, cantaremos este cântico de louvor.
Isaías cap. 13
13.1 BABILÔNIA. Isaías profetiza que Babilônia será destruída assim como Sodoma e Gomorra. Babilônia era um centro de cultura pagã que se opunha a Deus e aos seus caminhos desde os primórdios da história da humanidade (cf. Gn 11.1-9). Ironicamente, serviu de instrumento da ira divina contra Jerusalém, ao levar para o cativeiro os seus habitantes.
13.4 GUERRA. O cumprimento da profecia da queda de Babilônia teve várias etapas. A primeira foi o ataque a Babilônia pelos assírios em 689 a.C. quando, então, Senaqueribe capturou a cidade. Depois, Babilônia retomou o seu antigo poder, no reinado de Nabucodonosor, mas foi então capturada em 539 a.C. por Ciro, do império medo-persa (cf. v. 17). Em 518 a.C. a cidade foi devastada de novo, seus muros foram derribados e tornou-se uma ruína total.
13.6-13 O DIA DO SENHOR ESTÁ PERTO. A destruição de Babilônia tipifica a destruição de todos os inimigos de Deus no tempo do fim.
13.20 NUNCA MAIS [BABILÔNIA] SERÁ HABITADA. Este versículo salienta que nenhum monumento à glória e realizações humanas subsistirá para sempre.
Isaías cap. 14
14.4-21 ESTE DITO CONTRA O REI DA BABI-LÔNIA. Este hino profético e irônico devia ser cantado pelos que presenciassem a queda do rei de Babilônia..
14.12-15 ESTRELA DA MANHÃ. Certos exegetas crêem que estes versículos referem-se não apenas ao rei de Babilônia, mas também, de um modo velado, a Satanás (cf. a declaração de Cristo em Lc 10.18).
14.25-27 QUEBRANTAREI A ASSÍRIA. Esta profecia diz respeito à ameaça imediata a Judá, da parte da Assíria; Deus esmagaria o exército assírio (ver 37.21-36; 2 Rs 19). 14.29 A FILÍSTIA. Isaías profetiza a derrota da Filístia na Palestina (v. 30). Judá não devia aceitar a oferta de uma aliança, trazida pelos mensageiros da Filístia; em vez disso, devia confiar no Senhor (v. 32).

Isaías cap. 15
15.1 MOABE. Localizado imediatamente a leste do mar Morto, Moabe sempre foi inimigo de Israel (cf. 25.10; 2Rs 3.4,5; 13.20; Ez 25.8-11). Assim como as demais nações hostis, Moabe também seria destruído.
15.5 O MEU CORAÇÃO CLAMA POR CAUSA DE MOABE. Vendo o sofrimento terrível desse inimigo do povo de Deus, Isaías bradou de compaixão pelas vítimas moabitas (cf. 21.2-4; 22.4
Isaías cap. 16
16.1-5 ATÉ AO MONTE... DE SIÃO. Foi dito aos fugitivos de Moabe que se abrigassem em Judá e se submetessem ao rei de Jerusalém.
16.6-13 DA SOBERBA DE MOABE. Embora cessasse um dia a guerra e a destruição, os moabitas dos dias de Isaías seriam castigados por causa do seu orgulho e da sua recusa em reconhecer Deus e a sua justiça.
16.10 AS UVAS NOS LAGARES. Nesta passagem, o suco fresco e não-fermentado da uva, ainda no lagar, chama-se ‘yayin’ (vinho ) em hebraico, assim como noutros textos do AT. O equivalente a yayin, no grego do Novo Testamento é ‘oinos’.
Isaías cap. 17
17.1-6 DAMASCO SERÁ TIRADA. Damasco, a capital da Síria (v. 3), seria assolada. Efraim (i.e., Israel ou o Reino do Norte) também sofreria por causa da sua aliança com Damasco contra a Assíria.
17.7 ATENTARÁ O HOMEM PARA O SEU CRIADOR. Os julgamentos divinos sobre Israel levariam um remanescente a desviar-se da idolatria e voltar para o Senhor Deus, seu Criador. Perceberiam quão inúteis eram seus ídolos em tempos de aperto e de guerra.
Isaías cap. 18
18.1-7 ETIÓPIA. A Etiópia (ou Cuxe) ficava ao sul do Egito. Seu rei, naqueles tempos, reinava sobre todo o Egito. Segundo parece, tinha enviado mensageiros a Israel para fins de uma aliança contra a Assíria (v. 2). O próprio Deus derrotaria o inimigo assírio, no tempo por Ele determinado (vv. 3-6). Depois da derrota dos assírios, Cuxe traria dádivas a Jerusalém (v. 7).
Isaías cap. 19
19.1-15 EGITO. Isaías prediz um julgamento divino a vir sobre o Egito. Portanto, não seria de nenhum proveito para Judá aliar-se com o Egito contra os assírios invasores.
19.16-25 NAQUELE TEMPO. Isaías profere três profecias a cumprirem-se naquele tempo . (1) Os egípcios temeriam Judá ao compreenderem que o castigo deles viera de Deus (vv. 16,17). (2) Depois do sofrimento, cidades do Egito adorariam ao Senhor e lhe edificariam altares (vv. 18,19). (3) Os egípcios clamariam a Deus, que lhes enviaria um Salvador, e muitos se voltariam para o Senhor (vv. 20-22).
Isaías cap. 20
20.1 ASDODE. O ataque contra esta cidade dos filisteus ocorreu provavelmente em 711 a.C.
20.2 INDO NU E DESCALÇO. Isaías devia aparecer em público, sem suas vestes externas durante três anos, como uma parábola viva ou sinal daquilo que ia acontecer ao Egito e Cuxe, quando a Assíria os levasse em cativeiro. A mensagem tinha o propósito de advertir Judá para não confiar em aliança com o Egito, e exortá-lo a depender do seu Deus. É possível que Isaías andasse desse modo humilhante apenas numa parte de cada dia.
20.3 ISAÍAS... SINAL E PRODÍGIO. Isaías obedeceu a Deus, embora isso lhe custasse vergonha e constrangimento durante três anos.
Isaías cap. 21
21.1-10 DO DESERTO DO MAR. Deus dá a Isaías uma segunda visão da queda e destruição de Babilônia, que ficava imediatamente ao norte do golfo Pérsico.
21.2 ELÃO. Elão estava localizado a leste do rio Tigre e de Babilônia, tendo a Média e a Assíria ao norte e, ao sul, o golfo Pérsico. Os elamitas estavam aliados ao exército medo-persa quando Babilônia foi conquistada em 539 a.C. A cidade elamita de Susã tornou-se uma importante capital do império persa.
21.9 CAÍDA É BABILÔNIA. Babilônia, a inimiga do povo de Deus, ia cair, juntamente com seus falsos deuses .
21.11 DUMÁ. Dumá é outro nome para Edom, a terra dos descendentes de Esaú. Edom ficava imediatamente ao sul de Judá e do mar Morto (ver também 34.5-15).
21.13 ARÁBIA. A Arábia dos tempos bíblicos localizava-se entre Edom e Babilônia. Padeceria guerra e derrota às mãos dos invasores, profecia esta que se cumpriu quando os assírios atacaram os árabes em 732 e 725 a.C. (cf. Jr 25.17,24); Senaqueribe também conquistou a Arábia em 688 a.C. e assumiu o título de Rei da Arábia .
Isaías cap. 22
22.1 O VALE DA VISÃO. Este nome refere-se a Jerusalém ou ao vale junto a Jerusalém, onde Deus revelou-se em visões proféticas. Aqui, Deus repreende os habitantes de Jerusalém pela sua atitude leviana diante de grave perigo e apostasia (vv.1-14).
22.4 CHORAREI AMARGAMENTE. Isaías, um profeta fiel, afligia-se profundamente pela tragédia do seu povo caído e apóstata. O povo de Deus estava sendo destruído, e Isaías sentia dor por causa deles, e de Deus, que fora abandonado. Enquanto outros se
22.15-25 SEBNA. Deus pronuncia juízo contra um oficial corrupto do governo, chamado Sebna, que seria substituído por Eliaquim, um chefe piedoso (cf. v. 20).
Isaías cap. 23
23.1 TIRO. Tiro era um centro fenício de comércio mundial, situado na orla marítima oriental do mar Mediterrâneo, logo ao norte da Palestina. Seus cidadãos eram ricos, mas também cheios de iniqüidade e de orgulho. Isaías profetizou que Deus abateria aquela cidade durante setenta anos, e depois a restauraria por algum tempo (vv.8,9,17,18). O povo de Deus voltaria, então, a manter comércio com Tiro.
23.13 A TERRA DOS CALDEUS. A terra dos caldeus era a região da qual Babilônia era a capital. Nabucodonosor, um dos seus reis, invadiu Tiro em 572 a.C., aproximadamente, cem anos depois de Isaías ter enunciado esta profecia.
23.17 PROSTITUTA. Tiro se prostituiria com as nações mediante práticas pecaminosas e desonestas no seu comércio, juntamente com coisas imorais, para conseguir riqueza de outras nações.
Isaías cap. 24
24.1 O SENHOR ESVAZIA A TERRA. Este capítulo descreve o julgamento divino vindouro contra a terra inteira e seus habitantes.
24.5 A TERRA ESTÁ CONTAMINADA. A ira de Deus virá contra o mundo porque a raça humana contaminou a terra com o
24.21 VISITARÁ OS EXÉRCITOS DO ALTO NA ALTURA. Isto parece indicar que são poderes malignos, que se opõem a Deus (ver Ef 6.11,12; Ap 20.1-3; ver Ap 12.7-9 nota).
Isaías cap. 25
25.1-12 LOUVAREI O TEU NOME. Isaías louva ao Senhor pela derrota de todo poder do mal que se opõe ao seu justo propósito e ao seu reino e pelos seus atos de libertador e consolador do seu povo.
25.8 ANIQUILARÁ A MORTE PARA SEMPRE E... ENXUGARÁ... AS LÁGRIMAS. No reino futuro de Deus, toda a tristeza, desgraça e morte que tanto infelicitam a terra, serão removidas, e nunca mais reaparecerão (1 Co 15.54; Ap 21.4).
Isaías cap. 26
26.1-21 ESTE CÂNTICO. Convictos de que Deus cumprirá o seu propósito redentor, os santos irrompem em louvor e oração. O cântico deles diz respeito à completa aniquilação por Deus, de todo o mal, e ao estabelecimento do seu reino.
26.3 EM PAZ AQUELE CUJA MENTE ESTÁ FIRME EM TI. À medida que surgem os dias difíceis e tensos do fim da história, Deus conservará em perfeita paz o remanescente que permanecer inabalável e fiel ao seu Senhor.
26.16-19 DERRAMARAM A SUA ORAÇÃO. Isaías relembra as ocasiões em que Deus repreendeu Israel, e aqueles que permaneciam fiéis, buscavam a Deus em contrita oração. Esses fiéis morreram, mas vão ressurgir dentre os mortos e viver de novo na nova terra.
26.19 OS TEUS MORTOS RESSUSCITARÃO. Esta é uma das declarações de maior peso, do AT, sobre a ressurreição do corpo (cf. Jó 19.26; Sl 16.10; Dn 12.2).
Isaías cap. 27
27.1 O LEVIATÃ, A SERPENTE. Esta linguagem figurada simboliza o mal e o mundo pecaminoso em rebelião contra Deus.
27.2-6 UMA VINHA. Esse cântico profético acentua a vontade de Deus em fazer de Israel uma vinha frutífera.
Isaías cap. 28
28.7 ERRAM POR CAUSA DO VINHO. Isaías descreve a iniqüidade de Israel em termos de conduta reprovável e vergonhosa dos israelitas, como resultado do uso de bebida forte (cf. Am 4.1; 6.1,6).
28.11 OUTRA LÍNGUA. Se os israelitas se recusassem a ouvir a Isaías, Deus os forçaria a ouvi-lo através do poderio militar de uma potência estrangeira, e.g., os assírios, que falavam uma língua que os israelitas não entendiam.
28.15 CONCERTO COM A MORTE O povo estava escolhendo sua própria ruína ao adorar falsos deuses (cf. 8.19). Sentiam-se seguros ao pactuar com esses poderes demoníacos.
28.16 ASSENTEI EM SIÃO UMA PEDRA. A pedra é o próprio Senhor (cf. 8.14; 17.10; Gn 49.24. O NT mostra que o cumprimento final deste versículo acha-se em Jesus Cristo (Rm 9.33; 1 Co 3.11; Ef 2.20; 1 Pe 2.4-6
Isaías cap. 29
29.1-4 AI DE ARIEL. Ariel (que significa leão de Deus ) é um nome simbólico de Jerusalém. Os habitantes de Jerusalém se sentiam seguros e continuavam a realizar suas festas religiosas como de costume. Porém, Deus ia trazer sobre eles um juízo devastador por causa de seus pecados.
29.5-8 TEUS INIMIGOS. Um julgamento terrível ia cair sobre Jerusalém, mas não a destruiria totalmente. Deus livraria o seu povo e destruiria os inimigos de Jerusalém. A descrição de Isaías aqui, refere-se provavelmente ao livramento dos habitantes de Jerusalém, quando da sua invasão pelos assírios, sob Senaqueribe (ver 10.5-19). Infelizmente, nem esse milagre divino moveu aquele povo a um profundo arrependimento e obediência de coração. Por isso, um juízo muito pior veio mais tarde, durante as invasões dos babilônios (605, 597 e 586 a.C.).
29.13 O SEU CORAÇÃO SE AFASTA PARA LONGE DE MIM. O povo de Deus diante dEle orava, adorava, cantava e louvava, mas seus corações não estavam em Deus, nem obedeciam à sua Palavra. Agiam como se a revelação de Deus e seus padrões de santidade não fossem obrigatórios. Ao invés de se deleitarem em Deus e na sua Palavra, levavam o seu tempo em formalidades e tradições religiosas ensinadas por seus dirigentes. Viviam egoisticamente e numa falsa segurança (cf. Jr 4.3,4;
Isaías cap. 30
30.1-5 TOMARAM CONSELHO, MAS NÃO DE MIM. Judá fez uma aliança com o Egito para se proteger da Assíria (cf. 2 Rs18.21), e assim rejeitou o conselho de Deus; recusou crer nas suas promessas, e abandonou suas leis de vida santa. Desprezou o Senhor e preferiu a capacidade humana.
30.6,7 DO SUL. O sul (hb. Negev) era a área acidentada e perigosa da Palestina meridional, cheia de animais selvagens. As caravanas de Judá tinham que passar por essa região a fim de levarem ao Egito as suas mercadorias e riquezas como tributo. Isaías profetiza que essas viagens ao Egito não lhes seria de nenhum proveito; os egípcios eram incapazes de ajudá-los.
30.10 DIZEI-NOS COISAS APRAZÍVEIS. Os israelitas não suportavam ouvir palavras proféticas que condenavam seu modo de vida pecaminoso. Estavam cansados de ouvir falar de Deus e da vida santa que Ele requer. Queriam ouvir mensagens promissoras, agradáveis e brandas.
30.15 EM VOS CONVERTERDES... ESTARIA A VOSSA SALVAÇÃO. Judá só poderia salvar-se caso os seus governantes e o povo buscassem a Deus e nEle confiassem. Por não quererem assim fazer, iam ser derrotados e largados como um mastro num monte; i.e., um perfeito exemplo das conseqüências de abandonar a Deus (v.17).
30.25 NO DIA DA GRANDE MATANÇA. O cumprimento remoto dessa profecia pode ser a batalha de Armagedom, quando os ímpios na sua rebelião contra Deus, serão por Ele destruídos (ver Ap 16.16 nota; 19.17 nota).
30.27-33 ARDENDO NA SUA IRA. Esta profecia trata da destruição do exército assírio (v. 31; cf. 37.36).
Isaías cap. 31
31.1 AI DOS QUE... Isaías pronuncia um ai contra os malfeitores (v. 2), que confiavam mais nos cavalos e carros do Egito do que no Senhor (cf. Dt 17.16).
31.4-9 O SENHOR... PARA PELEJAR PELO MONTE SIÃO. Deus virá como um leão, lutará contra os assírios como um guerreiro campeão e defenderá Jerusalém (cf. Sl 37.36). Portanto, Isaías exortou os israelitas a lançar fora seus ídolos e se voltarem para Deus com fé.
Isaías cap. 32
32.1-8 REINARÁ UM REI COM JUSTIÇA. Nesta profecia temos uma predição do reino de Cristo caracterizado pela justiça e por seu povo, que viverá de conformidade como s princípios Divinos.
32.9-14 MULHERES QUE ESTAIS EM REPOUSO. Muitos israelitas sentiam-se à vontade vivendo no pecado, apesar da destruição causada por este, às famílias e à nação. Isaías disse-lhes que, diante desse quadro, eles deveriam bater em seus peitos (v. 12), tremer (v. 11), vestir-se de pano de saco (v. 11), e turbar-se (v. 11) e ao mesmo tempo clamar a Deus até que Ele derramasse sobre eles o Espírito lá do alto (v. 15).
32.15-20 ATÉ QUE SE DERRAME SOBRE NÓS O ESPÍRITO. Isaías volta ao tema do reinado justo do Rei. A justiça e as bênçãos do reino virão pelo derramamento do Espírito sobre o povo do reino, bem como sua operação nos seus corações (cf. 44.3).
Isaías cap. 33
33.1 AI DE TI DESPOJADOR. A aplicação imediata deste versículo concerne aos assírios; a aplicação remota concerne ao Anticristo e ao próprio Satanás (ver Ap 19.20; 20.10).
33.2-9 SENHOR, TEM MISERICÓRDIA DE NÓS! Essa é a oração do remanescente fiel, a pedir livramento das mãos do inimigo.
33.14-16 QUEM... HABITARÁ COM O FOGO CONSUMIDOR? Isaías descreve aqueles dentre o povo de Deus que suportarão o fogo do seu julgamento.
33.17-24 O REI. Esta é provavelmente uma profecia, a respeito do futuro reino de Deus na terra. É evidente que o monarca reinante será o Messias Jesus Cristo.
Isaías cap. 34
34.2-7 TODAS AS NAÇÕES... AS DESTRUIU TOTALMENTE. Estes versículos retratam o juízo terrível que cairá sobre todas as nações no fim dos tempos. Enfatizam a ira de Deus contra todo o pecado e rebelião..
34.8-17 ANO DE RETRIBUIÇÕES. Embora o contexto seja o de uma destruição futura de Edom, inimigo de Deus e do seu povo (cf. 2 Sm 8.13,14; Sl 137.7; Lm 4.21), Isaías profetiza um juízo vindouro sobre todos os ímpios.
Isaías cap. 35
35.1 O ERMO EXULTARÁ. Enquanto o capítulo anterior lidou com juízo divino sobre os ímpios, este capítulo prediz um dia de redenção divina, quando a terra se encherá de retidão e manifestará a glória de Deus, com grande regozijo do seu povo.
35.5,6 OS OLHOS DOS CEGOS SERÃO ABERTOS. Jesus Cristo refere-se a estes versículos como evidência do seu ministério messiânico (Mt 11.4,5; Lc 7.22)..
35.8-10 O CAMINHO SANTO. Sempre que o Espírito é do alto derramado sobre o povo (32.15), sobrevém uma revelação poderosa da glória e majestade de Deus (v. 2); então, o caminho da santidade se torna claro (v.10).
Isaías cap. 36
36.1 O REI EZEQUIAS. Nos capítulos 36- 39 (que formam um paralelo com 2 Rs 18.20. O ano décimo-quarto do seu reinado foi 701 a.C., ocasião em que Senaqueribe, rei da Assíria, invadiu Judá com o intento de tomar Jerusalém.
36.4-10 E RABSAQUÉ LHES DISSE. O comandante do exército de Senaqueribe procurou destruir a confiança que o povo tinha no Senhor, pela intimidação, mentira e a argumentação de que o Deus de Judá não era bastante forte para livrar os seus (cf. 2 Rs 19.6-13).
36.20 O SENHOR LIVRASSE A JERUSALÉM DAS MINHAS MÃOS? Rabsaqué sugeriu, em tom de zombaria, que o Deus de Judá não era bastante poderoso para livrar Jerusalém do exército assírio. Deu a entender que para isso era preciso um milagre, e que naquele momento não deveriam esperar isso.
Isaías cap. 37
37.1-2 EZEQUIAS... ENTROU NA CASA DO SENHOR. A intimidação e as acusações de Rabsaqué não mereciam uma resposta (36.21), mas mereciam uma intercessão sincera. Ezequias, um homem de Deus, buscou a Deus em oração humilde e contrita, e procurou conhecer a sua palavra através da boca de Isaías, o profeta (v. 2). Em tempos de aflição, a melhor coisa que podemos fazer é buscar a face do Senhor Deus e rogar que Ele nos fale por sua Palavra escrita ou profética.
37.10 O TEU DEUS. Senaqueribe procurou, de todas as maneiras, destruir a confiança que Ezequias tinha no Senhor. O rei assírio, na sua arrogância, acreditava que seu poder como rei ultrapassava o do Deus de Judá ou o de qualquer outro deus.
37.14-20 E OROU EZEQUIAS. Ver 2 Rs 19.15
37.20 PARA QUE TODOS OS REINOS DA TERRA CONHEÇAM QUE SÓ TU ÉS O SENHOR. Ver 2 Rs 19.19.
37.36 O ANJO DO SENHOR. Esta destruição do exército assírio foi predita em 10.3-34; 30.31; 31.8 (ver 2 Rs 19.35)
Isaías cap. 38
38.1 MORRERÁS. Por intermédio de Isaías, Deus predisse que Ezequias morreria como uma inevitável conseqüência física da sua enfermidade. Boa parte das profecias, no entanto, é condicional (e.g., ver Jr 18.7-10).
38.5 OUVI A TUA ORAÇÃO. A declaração de Deus no sentido de Ezequias preparar-se para a morte, e a oração que este fez a Deus, (v. 2) oferece sugestões importantes em nosso relacionamento com Ele. (1) Nem todas as coisas que Deus declara a respeito do futuro são terminantemente irrevogáveis (cf. Jn 3.1-10).
38.8 ASSIM, RECUOU O SOL DEZ GRAUS. Não se sabe exatamente como a sombra recuou dez graus no relógio de sol; o que está claro é que assim aconteceu, mediante a palavra poderosa de Deus como um sinal profético a Ezequias, de que Deus ouvira a sua oração e visto as suas lágrimas, e de que Ele o curaria.
Isaías cap. 39
39.1 REI DA BABILÔNIA. Nessa ocasião, Babilônia estava tentando libertar-se do domínio da Assíria. Portanto, essa visita do rei de Babilônia a Jerusalém era claramente uma tentativa de obter uma aliança política com Judá. Ezequias, pela sua atitude diante do presente enviado e das lisonjas da delegação, demonstrou estulta presunção e falta de fé em Deus. Isaías lhe disse depois, que os babilônios um dia iriam destruir Jerusalém (v. 6).
39.6 SERÁ LEVADO PARA A BABILÔNIA. Quando os babilônios conquistassem Jerusalém, levariam o seu povo e os seus tesouros para Babilônia (cf. 14.3,4). Afinal, a causa do cativeiro babilônico não foi a estultície de Ezequias em mostrar os tesouros do templo, mas os pecados do povo, e especialmente o do filho de Ezequias, Manassés (cf. 2 Rs 21). Depois da morte de Ezequias, a nação reconstruiu mais uma vez os centros de idolatria.
Isaías cap. 40
40.1 CONSOLAI O MEU POVO. Isaías consola o povo de Deus ao profetizar a uma geração futura, as boas novas de que o período de castigo divino estava para terminar, e que a salvação e a bênção estavam chegando.
40.3-8 VOZ DO QUE CLAMA NO DESERTO. Estes versículos, assim como boa parte das profecias de Isaías, têm mais de uma aplicação: (1) à restauração dos judeus exilados; (2) à vinda do Messias e da sua salvação, e (3) à consumação da redenção, no novo céu e na nova terra. O NT mostra que o versículo 3 cumpriu-se em João Batista precursor do Messias (Mt 3.1-4; Mc 1.1-4)
40.5 E A GLÓRIA DO SENHOR SE MANIFESTARÁ. Israel veria a glória do Senhor quando Ele o livrasse do cativeiro babilônico. Mas Deus revelaria a sua glória e poder de um modo ainda mais grandioso na pessoa de Jesus Cristo (Jo 1.14; 11.4,40; Hb 1.3).
40.8 A PALAVRA DE NOSSO DEUS SUBSISTE ETERNAMENTE. A vida criada é frágil e débil, e acabará se extinguindo (cf.37.27; Sl 90.5; 103.15), mas a Palavra de Deus dura para sempre. As promessas de Deus se cumprirão.
40.10 O SENHOR JEOVÁ VIRÁ COMO O FORTE. A salvação, bênção e consolo estão relacionados com a vinda do Senhor para os seus fiéis. Ele virá com poder e autoridade, todavia a sua presença é como a de um pastor que cuida dos seus cordeirinhos com solicitude (v. 11; cf. Gn 49.24; Ez 34.23; 37.24; Jo 10.11,14; Hb 13.20; 1 Pe 5.4). Essa verdade deve encher de fé, esperança e anelo o povo de Deus, em oração pela sua presença e visitação especial, enquanto aguarda o dia da segunda vinda de Cristo (1 Ts 4.14-18).
40.11 ENTRE OS BRAÇOS, RECOLHERÁ OS CORDEIRINHOS. Deus é descrito, aqui, como um pastor que toma um cordeiro para protegê-lo e pô-lo perto do seu coração (cf. Mt 6.25-34). Embora Deus seja Todo-poderoso (v. 10) e as nações sejam como pó diante dEle (v. 15), Ele não deixa de cuidar de cada um dos seus, de modo bem pessoal. Nunca devemos pensar que Deus é tão majestoso que desconhece as necessidades e problemas de cada crente em particular.
40.12-31 QUEM MEDIU. Estes versículos ressaltam a sabedoria, grandeza, majestade e poder criador de Deus. As verdades, aqui, expressam e inspiram o povo de Deus a confiar nEle. Deus tem poder para libertar os seus e estabelecer o seu reino para sempre
40.31 OS QUE ESPERAM NO SENHOR RENOVARÃO AS SUAS FORÇAS. Esperar no Senhor é confiar nossa vida plenamente às suas mãos. Significa depender dEle como nossa fonte de ajuda e de graça, em tempo de necessidade (cf. Sl 25.3-5; 27.14; Lc 2.25,38). Os que esperam no Senhor têm dEle as seguintes promessas: (1) a força divina para vivificá-los no meio do cansaço e da fraqueza, do sofrimento e das provações; (2) a capacidade de elevar-se acima das suas dificuldades, assim como a águia que paira nas alturas do céu e (3) a capacidade de correr espiritualmente sem se cansar e de caminhar firmemente para a frente sem desfalecer, quando parece que Deus demora em agir.


Isaías cap. 41
41.1 CHEGUEMO-NOS JUNTOS A JUÍZO. Este capítulo contém um desafio às nações, a demonstrarem que têm o mesmo poder, sabedoria e presciência que o Deus de Israel.
41.6 UM AO OUTRO AJUDOU. Alianças entre as nações não impediriam o avanço de Ciro como o instrumento executor do propósito divino.
41.8 ISRAEL... A QUEM ELEGI. Israel não deve temer a destruição, porque Deus elegeu ou escolheu essa nação como seu instrumento para cumprir a promessa da redenção que Ele fizera aos antepassados dos israelitas. Através da nação de Israel viriam, tanto o Messias como a revelação escrita de Deus, por meio dos quais a salvação chegaria a todas as nações da terra.
41.10,11 EU SOU CONTIGO. Podemos, portanto, apropriar-nos das promessas destes versículos. Não devemos temer a força humana, pois Deus está conosco (cf. 40.9; 43.2,5; Gn 15.1; At 18.9,10) para: (1) outorgar graça e força para enfrentarmos as circunstâncias da vida; (2) ajudar-nos nas dificuldades, como a nossa paz e (3) suster-nos e ser nosso amparo.
41.25 UM DO NORTE. Esta frase descreve Ciro. O Norte é a direção de onde geralmente as invasões investiam contra Israel (cf. Jr 1.14; 6.22; 25.9; 46.20; 47.2; 50.3).
Isaías cap. 42
42.1-7 EIS AQUI O MEU SERVO. Estes versículos, são, em parte, citados no NT (ver Mt 12.18-21); fica claro que este Servo a quem se refere aqui o profeta é Jesus Cristo, o Messias.
42.1 PUS O MEU ESPÍRITO SOBRE ELE. O Messias seria ungido com o Espírito Santo, para realizar a sua obra redentora (cf. 61.1)
42.1 JUÍZO PRODUZIRÁ ENTRE OS GENTIOS. Mediante o poder do Espírito Santo, o Messias levaria a todas as nações os padrões da justiça divina, bem como os divinos princípios da verdade.
42.6 LUZ DOS GENTIOS. A obra do Messias incluía o concerto da salvação, para judeus e gentios igualmente. Esse novo concerto seria instituído pela morte do Messias (Jr 31.31-34; Hb 8.6-13; 9.15.
42.7 PARA ABRIR OS OLHOS DOS CEGOS. O Messias, mediante a sua morte e o poder do Espírito Santo, libertaria das trevas do pecado e da culpa, todos os que nEle crêssem.
42.10-16 CANTAI AO SENHOR. Isaías prediz um tempo em que gentios e judeus crentes cantarão os louvores do Senhor até os confins da terra, por causa da gloriosa redenção e vitória que nEle alcançaram.
42.18-25 SURDOS... CEGOS. Por causa da cegueira e surdez espirituais, o povo de Deus estava sendo espoliado por seus inimigos, e não havia ninguém para livrá-lo.
Isaías cap. 43
43.1-28 MAS, AGORA... NÃO TEMAS. Este capítulo é uma profecia da libertação de Israel, do cativeiro babilônico, por causa do amor de Deus ao seu povo.
43.1-7 ASSIM DIZ O SENHOR. Nesta seção, Deus expressa seu amor a Israel e as bênçãos advindas desse amor. 43.8-13 TRAZEI O POVO CEGO. Embora Israel ainda fosse espiritualmente cego, Deus reservava um futuro para ele, no seu plano de redenção; ainda seriam suas testemunhas e seus servos.
43.14-21 BABILÔNIA. Deus julgaria os babilônios e livraria o seu povo. Eles receberiam uma coisa nova (v. 19), i.e., uma nova época de perdão, bênção, restauração e da presença de Deus. Por isso, louvariam ao seu Deus (v. 21).
Isaías cap. 44
44.3 DERRAMAREI O MEU ESPÍRITO SOBRE A TUA POSTERIDADE. Embora Israel fosse, em grande parte, uma nação desviada de Deus, no tempo de Isaías, este profetizou que, um dia, o Espírito Santo seria derramado sobre uma sua geração futura (cf. 32.15; Jr 31.33,34; Ez 36.26,27; 39.29; Zc 12.10; 13.1).
44.6-20 ASSIM DIZ O SENHOR. Deus expõe o desvario do homem ao fazer um ídolo de material comum, para em seguida dirigir-lhe oração, pedindo ajuda (vv.12,17).
44.28 CIRO... TEMPLO. Isaías identifica Ciro pelo nome, como aquele que daria início à libertação dos judeus do cativeiro (v.28).
Isaías cap. 45.
45.1 UNGIDO... CIRO. Ciro é chamado o ungido, o mesmo título que Deus deu a seu Filho (o Messias, ou Cristo). Ciro (550-530 a.C.), foi ungido no sentido que foi usado por Deus a fim de realizar a tarefa importante de libertar Israel do cativeiro, a fim de Deus levar avante o seu plano de usar Israel na salvação da raça humana. Ciro fundou o império Persa, que durou dois séculos. Conquistou a Babilônia em 539 a.C., e logo permitiu aos judeus voltarem à sua terra (ver Ed 1).
45.22 SEREIS SALVOS, VÓS, TODOS OS TERMOS DA TERRA. Deus convida todas as pessoas da terra a se arrependerem e virem a Ele para serem salvas. O evangelho de Cristo contém o mesmo convite, e o Senhor já ordenou que sua igreja leve essas boas novas ao mundo inteiro (Mt 28.19,20; At 1.8; ver Is 42.1 nota). O Senhor deseja a conversão de todas as pessoas (2 Pe 3.9).
45.23 SE DOBRARÁ TODO JOELHO. Paulo cita este versículo em Rm 14.11 e Fp 2.10,11, para demonstrar que nem toda pessoa se voltará para Deus, com arrependimento sincero, nesta vida; mas um dia todas as pessoas, voluntariamente ou não, se curvarão diante de Cristo e confessarão que Ele é o Senhor.
Isaías cap. 46
46.1 BEL, NEBO. Bel, também chamado Marduque, era a divindade maior de Babilônia. Nebo era o deus do saber, da literatura e da astronomia. Esses deuses não podiam evitar a destruição de Babilônia.
46.4 EU VOS TRAREI. Em contraste com os deuses feitos por mãos humanas (44.12-17) que precisam ser carregados por aqueles que os fabricam (v. 1), o Senhor, nosso Criador, tem poder para nos levar. Ele cuidou de nós desde o começo da nossa vida, continua a agir em nosso favor e nos sustentará até o fim.
Isaías cap. 47
47.1-15 Ó VIRGEM FILHA DE BABILÔNIA. Este capítulo prediz a ruína e a queda de Babilônia. Babilônia desenvolveu uma cultura pagã, egocêntrica e orgulhosa (vv. 8-10); seus habitantes viviam em prazeres sensuais e confiantes na sua própria sabedoria e conhecimento, e na magia (vv. 10,12,13). Tal povo estava destinado a um juízo repentino e arrasador (vv. 9,11).


Isaías cap. 48
48.1-22 MAS NÃO EM VERDADE NEM EM JUSTIÇA. Este capítulo revela que Judá era um povo que parecia seguir a Deus e invocar o seu nome, mas que, na realidade, rejeitava as verdades da sua Palavra e um viver santo diante dEle. Praticavam religião, mas não davam o primeiro lugar a Deus nas suas vidas.
Isaías cap. 49
49.2 ESPADA... FLECHA. As palavras do Messias vindouro seriam como uma espada afiada que penetra na consciência de todo aquele que as ouvir (cf. Ap 1.16; 2.12,16). A flecha pode simbolizar o castigo divino daqueles que rejeitam a Palavra de Deus.
49.4 DEBALDE TENHO TRABALHADO. O ministério dos profetas como servos de Deus estava cheio de desilusões e oposição declarada da parte de muitos em Israel. Semelhantemente, a missão do próprio Servo, Jesus Cristo, parecia ter fracassado quando Ele morreu na cruz (ver 50.6-9; 52.13 53.12).
49.6 A MINHA SALVAÇÃO ATÉ À EXTREMIDADE DA TERRA. A missão do Messias é fazer com que todas as nações ouçam o evangelho e tenham a oportunidade de crer no Filho-Servo de Deus. Este versículo é, às vezes, chamado a grande comissão do Antigo Testamento.
49.7 À ALMA DESPREZADA... ABOMINAM. Cristo seria desprezado e odiado por muitos (cf. 53.3), porém os seus inimigos se curvariam diante dEle.
49.8-13 ASSIM DIZ O SENHOR. Estes versículos descrevem a condição de regozijo e bem-aventurança daqueles que acham em Cristo libertação e salvação.
49.14-17 JÁ ME DESAMPAROU O SENHOR. Estas são palavras dos israelitas, que experimentaram grande sofrimento e, por isso, se sentiam abandonados e esquecidos por Deus. A resposta de Deus é a garantia divina a todo crente que passar por períodos de provação. (1) O amor de Deus por nós é maior do que a afeição natural que uma mãe amorosa dedica a seus filhos. É, portanto, inconcebível que Ele se esqueça de nós, principalmente em horas de desânimo e pesar (cf. Jr 31.20). (2) Sua compaixão por nós nunca cessará, sejam quais forem as circunstâncias da nossa vida. Ele zela por nós com grande amor e ternura, e estejamos convictos de que Ele nunca nos deixará. (3) A evidência do grande amor de Deus é que Ele nos gravou nas palmas das suas mãos, de tal maneira que nunca nos esquecerá. As marcas dos cravos nas suas mãos, estão sempre diante dos seus olhos como lembrança do grande amor que Ele tem por nós, e do seu cuidado.
Isaías cap. 50
50.4 DIZER... UMA BOA PALAVRA AO QUE ESTÁ CANSADO. O Messias consolaria os fracos e os aflitos (cf. 42.3; Mt 11.28); Ele estaria em comunhão com o Pai todas as manhãs (cf. Mc 1.35).
50.6 AS COSTAS DOU AOS QUE ME FEREM. O Messias passaria por sofrimentos, humilhação e opróbrio, no cumprimento da sua missão de redimir a raça humana (cf. Mt 27.26,30; Mc 14.65; 15.16-20; Jo 19.1).
50.7 PUS O ROSTO COMO UM SEIXO. Cristo sabia que o seu sofrimento e morte resultariam na redenção de todos quantos nEle cressem, por isso manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém (Lc 9.51 ARA).
50.10,11 QUE TEMA AO SENHOR. O profeta Isaías convoca os que confiam no Senhor a permanecerem fiéis a Ele, mesmo tendo que andar nas trevas da apostasia da nação. Os que acendem fogo (v.11), i.e., andam na luz das suas próprias idéias e caminhos, e não pela submissão a Deus e à revelação da sua Palavra, jazerão em tormentos (v.11).

Isaías cap. 51
51.1-3 VÓS, QUE SEGUIS A JUSTIÇA. Deus anima o remanescente que o busca e à sua justiça (cf. Mt 5.6), a confiar plenamente que um dia Ele estabelecerá o seu reino na terra.
51.4,5 LUZ DOS POVOS. O reino de Deus na terra, nos fins dos tempos, trará salvação e justiça a todas as nações (cf. 2.2-4; 42.4).
51.6 OS CÉUS DESAPARECERÃO. O estabelecimento do reino eterno de Deus na terra, importará na destruição dos céus e da terra atualmente existentes e também na de todos quantos se opõem a Deus e à sua justiça (24.4; 34.4; 50.9; Hb 1.10,11; Ap 19).
51.9-11 DESPERTA... Ó BRAÇO DO SENHOR. Devemos corresponder às promessas de Deus no tocante à redenção final dos seus santos e da terra, almejando e orando fervorosamente para que assim suceda.
51.17-23 Ó JERUSALÉM. Nestes versículos, Isaías profetiza a respeito do exílio de Israel por causa da ira de Deus, e passa a enunciar a promessa divina do livramento futuro. Prediz um tempo em que terminará o juízo de Deus sobre o seu povo. Deus passará, então, a julgar aqueles que os afligiram.
Isaías cap. 52
52.1-6 VESTE-TE DA TUA FORTALEZA. Isaías prediz um tempo em que Deus restauraria o seu povo exilado, por amor ao seu nome, e em que Jerusalém seria reedificada.
52.7 QUÃO SUAVES SÃO... OS PÉS. Este versículo refere-se primeiramente aos que proclamaram a libertação aos cativos em Babilônia. Prenuncia, também, a proclamação da salvação através do Messias vindouro (ver Rm 10.15; Ef 6.15).
52.11 SAÍ DAÍ, NÃO TOQUEIS COISA IMUNDA. O êxodo de Babilônia, assim como o do Egito, retratavam o ser humano liberto do mundo e de tudo quanto é impuro.
52.13-53.12 O SERVO SOFREDOR. Esta seção trata do sofrimento e rejeição do Messias-Servo, Jesus Cristo. Isaías profetiza que através do sofrimento dEle, muitos seriam perdoados, justificados, redimidos e curados. Seu sofrimento também o levaria à sua exaltação e glória. O NT cita mais esta parte das Escrituras do que de qualquer outra do AT.
52.13 EIS QUE O MEU SERVO... Jesus, o Messias, o Servo de Deus, cumpriria com perfeição a vontade de Deus e por isso seria grandemente exaltado (cf. At 2.33; Fp 2.9; Cl 3.1; Hb 1.3; 8.1).
52.14 A SUA APARÊNCIA ESTAVA TÃO DESFIGURADA. Este versículo descreve os maus-tratos que os judeus e os soldados romanos infligiam a Jesus, no seu julgamento e crucificação (cf. Sl 22.6-8; ver Mt 26.67).
52.15 BORRIFARÁ MUITAS NAÇÕES. Esta expressão refere-se à limpeza e purificação espirituais (cf. Êx 29.21; Lv 8.11,30) que pessoas de todas as nações experimentariam quando recebessem a mensagem redentora do Messias-Servo.
Isaías cap. 53
53.1 QUEM DEU CRÉDITO À NOSSA PREGAÇÃO? Conquanto Jesus seja o Messias de Deus, muitos o rejeitariam e portanto ficariam sem a salvação (ver Jo 12.38; Rm 10.16). Houve relativamente poucos salvos entre os judeus na primeira vinda de Jesus.
53.2 COMO RAIZ DE UMA TERRA SECA. Além da sua humilde origem humana, Jesus veio à terra num período de grande aridez espiritual. João Batista começou a despertar o povo para chegar-se a Jesus, pouco antes dEle começar o seu ministério público.
53.2 NENHUMA BELEZA VÍAMOS, PARA QUE O DESEJÁSSEMOS. O Messias não teria grandeza terrestre e nem atrativos físicos.
53.3 DESPREZADO... INDIGNO [REJEITADO]. Ao invés de aceitação por Israel, Jesus Cristo seria odiado e rejeitado pelos dirigentes da nação (ver 52.14; Mt 26.57).
53.3 HOMEM DE DORES. A missão de Jesus envolveria muita dor, sofrimento, desagrado e pesar por causa dos pecados da humanidade.
53.4 ELE TOMOU SOBRE SI AS NOSSAS ENFERMIDADES. O NT cita este versículo em Mt 8.17, com referência ao ministério de Jesus, na cura dos enfermos tanto física, como espiritualmente. O Messias sofreria o castigo que nos era devido, para nos livrar das nossas enfermidades e doenças, e não somente dos nossos pecados
53.5 FERIDO PELAS NOSSAS TRANSGRESSÕES. Cristo foi crucificado por nossos pecados e nossas culpas diante de Deus (cf. Sl 22.16; Zc 12.10; Jo 19.34; 1 Co 15.3). Como nosso substituto, Ele sofreu o castigo que merecíamos, e pagou a penalidade dos nossos pecados a penalidade da morte (Rm 6.23). Por isso, podemos ser perdoados por Deus e ter paz com Ele (cf. Rm 5.1).
53.5 PELAS SUAS PISADURAS FOMOS SARADOS. Esta cura refere-se à salvação, com todas as suas bênçãos, espirituais e materiais.
53.6 TODOS NÓS ANDAMOS DESGARRADOS COMO OVELHAS. Todo ser humano, numa ocasião ou noutra, preferiu seguir seus próprios caminhos egoístas e pecaminosos à obediência aos mandamentos justos de Deus (ver Rm 6.1).
53.7 COMO UM CORDEIRO, FOI LEVADO AO MATADOURO. Jesus suportou com paciência e de modo voluntário, o sofrimento em nosso lugar (1 Pe 2.23; cf. Jo 1.29,36; Ap 5.6).
53.9 SUA SEPULTURA COM OS ÍMPIOS. Essa frase pode significar que Jesus Cristo morreria ao lado dos ímpios, ou que os soldados romanos pretendiam sepultá-lo juntamente com os dois malfeitores. Ele, porém, conforme diz essa profecia, foi sepultado no túmulo de um rico (Mt 27.57-60).
53.10 AO SENHOR AGRADOU MOÊ-LO. Foi da vontade de Deus Pai que seu Filho fosse enviado para morrer na cruz em favor de um mundo perdido. Ao fazer de Cristo um sacrifício expiador por todas as transgressões (cf. Lv 5.15; 6.5; 19.21), o propósito divino da redenção, de levar muitas pessoas à salvação, já foi cumprido. Prolongará os dias significa: Ele ressuscitará dentre os mortos e viverá para todo o sempre
53.11 O TRABALHO DA SUA ALMA. O sofrimento do Messias cumpriria o propósito de Deus e resultaria na salvação para os muitos que crerem.
53.12 A PARTE... COM OS PODEROSOS. Deus prometeu retribuir a Cristo por sua morte expiatória, e Cristo por sua vez promete que repartirá o seu despojo com os poderosos que o seguirem.
53.12 PORQUANTO DERRAMOU A SUA ALMA NA MORTE. Por causa da morte de Jesus na cruz, uma grande herança foi concedida ao povo de Deus. Qualquer proclamação do evangelho que não pregar a cruz de Cristo está fadada ao fracasso.
53.12 PELOS TRANSGRESSORES INTERCEDEU. Jesus, na sua agonia na cruz, intercedeu pelos pecadores (Lc 23.24). Seu ministério de intercessão ainda continua no céu (cf. Rm 8.34; ver Hb 7.25).
Isaías cap. 54
54.1-3 CANTA ALEGREMENTE, Ó ESTÉRIL. Deus encoraja os exilados judeus ao prometer novas condições que trariam bênçãos e alegria. Embora Jerusalém fosse estéril e infrutífera, viria um dia em que os crentes verdadeiros seriam mais numerosos do que antes do exílio.
54.4-8 NÃO TEMAS. O povo de Deus no exílio não deve recear que seu infortúnio continue para sempre, pois o castigo divino logo daria lugar ao livramento. Deus teria compaixão do seu povo estéril e restauraria os seus a um lugar de favor, na sua própria terra. A vergonha da tua mocidade pode referir-se ao período da escravidão no Egito; o opróbrio da tua viuvez refere-se historicamente ao cativeiro babilônico.
54.11-17 Ó OPRIMIDA, ARROJADA COM A TORMENTA E DESCONSOLADA! Aqui, o Senhor consola a nação aflita de Israel, ao descrever a paz, a justiça e a glória futura do remanescente restaurado.
Isaías cap. 55
55.1-13 VINDE. Os israelitas, que abandonaram a Deus e à sua justiça, são convidados a voltar a Ele, para serem restaurados à comunhão e à bênção.
55.1 Ó VÓS, TODOS OS QUE TENDES SEDE. Uma condição essencial à salvação é fome e sede espirituais por perdão e comunhão com Deus (cf. Jo 4.14; 7.37), com base na morte sacrificial do Messias-Servo (cap. 53).
55.6 BUSCAI AO SENHOR. O pecador deve buscar a Deus, enquanto está em vigor a sua promessa de ouvi-lo (cf. Jr 29.13,14; Os 3.5; Am 5.4,6,14
55.8 OS MEUS PENSAMENTOS NÃO SÃO OS VOSSOS PENSAMENTOS. Os pensamentos e os caminhos de Deus não são os do homem natural. Mas a mente e o coração podem ser renovados e transformados quando se vive para Deus (cf. Rm 12.1,2); então os nossos pensamentos e conduta começam a conformar-se com os dEle.
55.11 A [MINHA] PALAVRA... NÃO VOLTARÁ PARA MIM VAZIA. O poder e a eficácia da Palavra de Deus são para sempre infalíveis. Esta Palavra é vida espiritual para quem a recebe; ou condenação, para quem a rejeita.
Isaías cap. 56
56.1,2 FAZEI JUSTIÇA... A MINHA SALVAÇÃO ESTÁ PRESTES A VIR. A justiça e santidade são o fruto da salvação, diretamente ligados à influência do reino de Deus. São inseparáveis.
56.3-8 ESTRANGEIRO... EUNUCO. No reino do Messias, todos os estrangeiros e eunucos que se voltarem para Deus serão aceitos com os mesmos direitos e privilégios que os demais do concerto (antes, eles eram excluídos do culto coletivo, Êx 12.43; Dt 23.1).
56.7 A MINHA CASA SERÁ CHAMADA CASA DE ORAÇÃO. O vínculo existente entre a oração e a casa de Deus revela que o propósito maior da adoração é levar os adoradores a se acercarem de Deus, em comunhão, louvor, intercessão e petição. Jesus citou este versículo quando expulsou os cambistas da casa de Deus (ver Mc 11.17 nota; Lc 19.45 nota).
56.10-12 SEUS ATALAIAS SÃO CEGOS. Deus reprovou os dirigentes e sacerdotes corruptos de Israel, porque não conheciam a sua Palavra, eram cobiçosos por ganhos egoístas.


Isaías cap. 57
57.1,2 PERECE O JUSTO. Os crentes fiéis estavam sendo maltratados pelos líderes cruéis e corruptos de Judá, e estavam perecendo (cf. 2 Rs 21.16).
57.3-14 VÓS, FILHOS DA AGOUREIRA. O povo de Judá abandonou o Senhor e passou a adorar os deuses das nações pagãs. Essa adoração incluía imoralidade, prostituição, feitiçaria e sacrifícios humanos.
57.15 O CONTRITO E ABATIDO DE ESPÍRITO. Para os humildes e arrependidos, o Senhor Deus tinha uma promessa graciosa: Ele, que habita no alto e santo lugar , habitaria pessoalmente com o contrito e abatido de espírito . Contrito refere-se a todo aquele que sente-se oprimido pelo pecado e que busca a libertação dessa escravidão; abatido de espírito , refere-se ao quebrantado de coração por causa dos reveses e tribulações da vida (cf. Sl 34.18,19).
57.21 OS ÍMPIOS... NÃO TÊM PAZ. Deus estruturou de tal modo a consciência humana, que nunca haverá verdadeira paz nem interna, nem externa para quem vive no pecado. Enquanto alguém vive na impiedade, sua consciência será como um mar tempestuoso, agitado e cheio de lama e lodo (v. 20). Deus não lhe dá paz, mas por outro lado deseja que se arrependa e seja salvo.
Isaías cap. 58
58.1 CLAMA EM ALTA VOZ, NÃO TE DETENHAS. O profeta clama contra os pecados do povo, com um forte som de trombeta; as transgressões e a hipocrisia do povo de Deus precisam ser expostas. Se os mensageiros de Deus deixarem de falar contra os pecados do seu povo, não serão fiéis à sua vocação divina.
58.2 ME PROCURAM CADA DIA. Judá buscava a Deus cada dia, como se o povo desejasse conhecer os seus caminhos; mas, ao mesmo tempo, esses judeus viviam no pecado, indiferentes aos santos mandamentos de Deus.
58.3 NO DIA EM QUE JEJUAIS. O povo estava a se queixar que Deus não queria ajudá-lo. Deus, porém, sabia que a adoração e o jejum deles era hipocrisia. Ele lhes declara que um ato religioso só tem valor para Ele quando procede dos que buscam humildemente obedecer aos seus mandamentos e que, com compaixão, estendem a mão aos necessitados.
58.6 O JEJUM QUE ESCOLHI. O jejum que Deus aprova é acompanhado de amor por Ele e por sincero cuidado pelos oprimidos.
58.8-12 ENTÃO, ROMPERÁ A TUA LUZ COMO A ALVA. Onde há amor verdadeiro a Deus e um sincero interesse pelo bem-estar do próximo, há também aí um canal para a bênção abundante de Deus em nossa vida. As recompensas desse amor a Deus são declaradas aqui: (1) a luz de Deus e a plena alegria da salvação e da cura; (2) a proteção e presença de Deus manifestas em nossa vida; (3) o socorro divino na aflição, mediante a resposta das orações; (4) a remoção das trevas e da opressão; (5) a orientação, fortaleza e frutescência da parte de Deus, e (6) a verdadeira restauração, com o retorno dos padrões e caminhos de Deus.
58.13 O SÁBADO. Deus ordenou desde a época da criação que um dia em sete seja reservado como santo a Ele (v. 13), i.e., um dia para o povo de Deus cessar suas próprias atividades cotidianas e dedicar-se ao repouso físico e à renovação espiritual (ver Êx 20.8 nota; Mt 12.1 nota).
Isaías cap. 59
59.1-8 A MÃO DO SENHOR NÃO ESTÁ ENCOLHIDA. Este trecho descreve outros pecados que impediram as bênçãos prometidas por Deus, para o povo.
59.2 INIQÜIDADES FAZEM DIVISÃO ENTRE VÓS E O VOSSO DEUS. O pecado e a iniqüidade na vida do crente levantam um muro entre ele e Deus. Por causa dessa barreira, tal crente já não desfruta do favor de Deus, nem de proteção, socorro ou livramento.
59.5 OVOS DE BASILISCO. Basilisco é uma cobra venenosa, também chamada víbora.
59.9-14 POR ISSO, O JUÍZO ESTÁ LONGE DE NÓS. Isaías fala aqui dos verdadeiros intercessores, pois reconhecem seus pecados, confessando-os, e sentem tristeza por tal situação.
59.16 E VIU QUE NINGUÉM HAVIA. O Senhor viu a gravidade dos pecados de Israel e reconheceu que não havia intercessor para mudar o curso dos acontecimentos. Então, Ele mesmo decidiu estender o seu próprio braço para salvar o seu povo, o que aconteceu com a vinda de Jesus Cristo..
59.17,18 JUSTIÇA, COMO DE UMA COURAÇA. Paulo citou duas frases deste versículo, ao descrever a armadura do crente: a couraça da justiça e o capacete da salvação (Ef 6.14-17).
59.20 VIRÁ UM REDENTOR A SIÃO. Este Redentor é Jesus Cristo (cf. 35.4; 40.9; 52.7).
59.21 O MEU ESPÍRITO... AS MINHAS PALAVRAS. Deus promete que àqueles que renunciam aos seus pecados e aceitam o Messias, o seu Espírito virá sobre eles (cf. Jo 16.13; At 2.4).
Isaías cap. 60
60.1-3 PORQUE JÁ VEM A TUA LUZ. Este capítulo é uma profecia declarando que com a vinda do Messias, a glória de Deus estaria entre o seu povo, e muitos gentios buscariam a luz.
60.19 NUNCA MAIS TE SERVIRÁ O SOL PARA LUZ. Este versículo antevê a Jerusalém do novo céu e da nova terra, em que Deus e o Cordeiro serão a luz eterna do seu povo (ver Ap 21.23; 22.3-5; cf. Zc 2.5).
Isaías cap. 61
61.1-3 O ESPÍRITO DO SENHOR JEOVÁ ESTÁ SOBRE MIM. Esta descrição do Messias e da sua unção relaciona-se à sua missão ou ministério. Quando Jesus começou o seu ministério, citou estes versículos e os aplicou a si mesmo (Lc 4.18,19). Seu ministério ungido incluía: (1) pregar o evangelho aos pobres, aos humildes e aos aflitos; (2) curar os espiritual e fisicamente doentes e quebrantados; (3) romper os grilhões do mal e proclamar a libertação do pecado e do domínio satânico; e (4) abrir os olhos espirituais dos perdidos para verem a luz do evangelho e serem salvos.
61.2 O DIA DA VINGANÇA. Jesus não incluiu esta frase quando Ele citou esta profecia em Nazaré (Lc 4.18,19), visto que o dia da vingança só ocorreria posteriormente.
Isaías cap. 62
62.1-12 SIÃO... JERUSALÉM. Este capítulo fala de um dia em que Jerusalém ficará repleta da glória do Senhor; o povo de Deus habitará entre os seus muros, em paz e alegria, e o mundo inteiro se beneficiará da sua glória.
62.4 HEFZIBÁ... BEULÁ. Hefzibá significa meu prazer está nela , e Beulá significa desposada . Esses nomes indicam que Deus renovou seu concerto com Jerusalém.
62.6 GUARDAS... QUE... SE NÃO CALARÃO. Deus colocou atalaias nos muros de Jerusalém, i.e., profetas e fiéis intercessores que nunca cessam de orar pelo estabelecimento do reino de Deus na terra e da glória de Jerusalém.
Isaías cap. 63
63.1-6 DE EDOM... COM VESTES TINTAS. Estes versículos expressam um julgamento Divino futuro contra um mundo ímpio. Edom representa todos os poderes do mundo que se opõem a Deus e ao seu povo. As vestes do Senhor estão manchadas de vermelho, com sangue dos iníquos.
63.9 O ANJO DA SUA PRESENÇA. Este anjo é provavelmente o anjo do Senhor, que na realidade trata-se do próprio Senhor .
63.10 CONTRISTARAM O SEU ESPÍRITO SANTO. Contristaram sugere afronta ao amor do Espírito Santo e rebelião contra os seus caminhos.
Isaías cap. 64
64.1-4 Ó! SE FENDESSES OS CÉUS E DESCESSES! Como representante do povo de Deus, Isaías roga ao Senhor para que intervenha no mundo, derrote os seus inimigos e livre a todos que o invoquem.
64.4 QUE TRABALHE PARA AQUELE QUE NELE ESPERA. Deus promete que fará grandes coisas por aqueles que nEle esperam. Ele pode intervir nos eventos da história da humanidade de tal maneira, que leve as pessoas a executarem a sua vontade.
Isaías cap. 65
65.1-7 FUI BUSCADO PELOS QUE NÃO PERGUNTAVAM POR MIM. Nestes versículos, Deus responde à oração de Isaías, mediante uma descrição do seu apelo contínuo à nação rebelde, para que ela retorne a Ele. Por causa da iniqüidade dos israelitas, Deus lhes retribuiria com castigo (vv. 6,7), sofrido, em grande parte, pela invasão assíria (. 1.37) e pelo cativeiro babilônico (38.66).
65.8 MOSTO. Esta palavra (hb. Tirosh’) geralmente se refere ao produto não-fermentado da videira.
65.9-16 PRODUZIREI DESCENDÊNCIA A JACÓ. Embora Deus julgasse a Israel (vv. 6,7), Ele também salvaria um remanescente de crentes verdadeiros que voltariam à sua terra e então levariam a efeito a sua missão redentora no mundo. Desfrutariam da sua alegria e bênçãos (vv. 13-16).
65.17-25 CRIO CÉUS NOVOS E NOVA TERRA. Esta profecia prediz o futuro reino de Deus na terra. Isaías fala a um só tempo da era da eternidade, em que o pecado e a morte já não existirão (vv. 17-19), e da era messiânica que a antecede (vv. 19-25; Ap 20.4-6).
65.20 NÃO HAVERÁ MAIS NELA CRIANÇA DE POUCOS DIAS. A morte existirá no reino milenar, mas a duração da vida humana será muito mais longa do que agora. Uma pessoa de cem anos de idade será considerada jovem, e morrer antes dessa idade será considerado uma maldição.
65.24 ANTES QUE CLAMEM, EU RESPONDEREI. O povo de Deus já não terá que perseverar em oração por suas necessidades diárias; o Senhor atenderá as suas orações sem demora.
65.25 O LOBO E O CORDEIRO SE APASCENTARÃO JUNTOS. Paz e segurança caracterizarão o reino messiânico. Animais, antes selvagens, se tornarão mansos, e harmonia perfeita existirá entre eles (cf. 11.6-9).
Isaías cap. 66
66.2 EIS PARA QUEM OLHAREI. Deus não se impressiona com o esplendor de um edifício que o ser humano levanta para Ele, mas realmente se deleita com aqueles que são humildes de espírito, que reconhecem que dependem sempre da sua ajuda e da sua graça.
66.7-14 DEU À LUZ. Isaías prevê o renascimento de Israel como o povo de Deus, durante o reino messiânico; o nascimento será singularmente rápido e trará alegria (v. 10), paz (v. 12; cf. 48.18) e prosperidade (v. 11).
66.10-14 REGOZIJAI-VOS COM JERUSALÉM. Jerusalém é comparada com uma mãe que alimenta seus filhos e cuida deles.
66.18-21 AJUNTAREI TODAS AS NAÇÕES E LÍNGUAS. Crentes de todas as nações serão reunidos em Jerusalém para verem a glória de Deus.
66.22-24 OS CÉUS NOVOS E A TERRA NOVA. Deus criará os céus novos e a terra nova ( Ap 21.1). Todos os salvos estarão com o Senhor para sempre (cf. Ap 21.22).

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