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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Evangelismo pessoal

Evangelismo pessoal

1) Definição

Evangelismo pessoal é falar de Jesus individualmente, conduzindo o pecador aos pés de Cristo. A Bíblia nos traz vários exemplos sobre evangelismo pessoal, entre eles destacamos o de André, conduzindo o seu irmão, Simão Pedro, aos pés de Cristo (Jo 1.41,42). Temos também o exemplo de Filipe, que evangelizou o eunuco pessoalmente (At 8.30-49).

2) Por que devemos evangelizar?

Existem muitas razões porque devemos evangelizar:

1º) Porque Jesus ordenou

“Ide por todo mundo, pregai o evangelho a toda criatura." (Mc 16.15).

2º) Porque temos uma mordomia para dar contas “... Que é isto que ouço de ti? Dá conta da tua mordomia, porque já não poderás ser mais nem mordomo.” (Lc 16.2).

3º) Porque temos sido chamados para participar da obra de Deus

Ele tem pressa de nos usar na sua obra em minutos. Muitas vidas estão perecendo. Ele poderia usar outros meios, mas nós somos privilegiados por Deus, porque a nossa recompensa nos espera na glória (Mt 21.28-32).

4º) Porque o pecador sem Jesus está perdido

"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.23), pois não há solução para o pecador se não houver alguém para evangelizar; por isso, temos que nos colocar inteiramente como evangelistas nas mãos do Senhor.

3) Vantagens

Deus conhece a necessidade de cada pecador, e a vantagem do evangelismo pessoal é que Ele nos usa diretamente, de acordo com cada necessidade, promovendo um crescimento na Igreja. Temos o exemplo de Jesus ao entrar em uma cidade samaritana, chamada Sicar; pôde evangelizar uma mulher samaritana falando diretamente sobre o seu problema. Aquela mulher converteu-se a Cristo, chamou uma grande quantidade de samaritanos que ouviram a Palavra através de Jesus, e se converteram também (Jo 4.1-49).

Destacamos três dessas necessidades:

1ª) Condições espirituais individuais

O evangelismo em massa não tem por objetivo alcançar somente o pecador, não supre as necessidades de todos; o pessoal já tem essa vantagem, pois atinge diretamente a necessidade do pecador; ele termina a obra iniciada pelo evangelismo de massa.

2ª) Há crescimento da igreja

Se cada um dos irmãos cooperarem na evangelização pessoal haverá um bom crescimento da igreja, porque, "unânimes, em espírito, evangelizavam indiv-dualmente, indo de casa em casa sem cessar de pregar o evangelho" (At 5.42). Se você deseja ver o crescimento de sua igreja, ajude seu pastor. Mas como eu posso ajudar o meu pastor? É fácil: ganhe almas individualmente. 3ª) Vencer os preconceitos

Os preconceitos são os que as pessoas carregam dentro de si impedindo-as de assistirem a uma cruzada evangelística, ou irem a um templo assistir a um culto, por causa das influências recebidas na infância, ignorância ou posições religiosas. Como acabar com esse preconceito? É fácil! Praticando o evangelismo pessoal. Já que eles não vencem esses preconceitos, nós iremos vencer por eles, indo nas casas falando de Jesus, organizando cultos em lares, e outras formas.

4) O Manual

É a Bíblia, porque ela é a Palavra da verdade que liberta o homem. "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (Jo 8.32).

Tiago, em sua epístola, nos ensina que somente a Palavra é poderosa para salvar a vida do homem (Tg 1.21b). O apóstolo Paulo nos afirma que o “Evangelho é o poder de Deus, para a salvação de todo aquele que crê.” (Rm 1.16) . Por isso, temos a certeza de que a Bíblia é o manual do evangelismo pessoal.

Todo ganhador de almas precisa utilizar a Palavra de Deus, e para utilizá-la, precisa conhecê-la bem “...como obreiro aprovado que não tem de que se envergonhar, que maneja

nos deixou esta palavra bem clara “manejar bem”, isto é, utilizá-la corretamente, no momento oportuno, como uma espada cortante.

Entrando no assunto da salvação

Muitos crentes sentem-se bem por essa magnífica tarefa. Contudo, esquivam-se muitas vezes porque não sabem como entrar no assunto da salvação. Em princípio, temos que ficar sob a dependência do Espírito Santo, pois é Ele quem nos orienta como executar essa tarefa:

- aprender a praticar;

- não perder a oportunidade e falar na linguagem do pecador. Fatores que podem ajudar o evangelista:

a) Tempo disponível

É importante observarmos o tempo disponível. De acordo com o tempo que se tenha, o trabalho do evangelista pode ser facilitado.

- Quando há muito tempo

Se você tem muito tempo, procure a melhor maneira de entrevistar o seu alvo, como: seu médico, que diagnostica seu paciente para, em seguida, passar o remédio adequado. Assim deve ser sua evangelização: procure descobrir qual o problema espiritual da pessoa que está diante de você e assim aplique o remédio do evangelho. A Bíblia tem solução para todos os problemas espirituais.

Durante a entrevista é importante deixar que o evangelizado fale tudo que é necessário. Deixe que ele se esvazie totalmente. A partir de então, entre no assunto da salvação, sem que seja interrompido. Não permita que o pecador lhe interrompa, para não prejudicar sua mensagem. Assim, terá ganho a confiança do entrevistado.

- Quando há pouco tempo

Quando há pouco tempo, entre no assunto falando acerca do plano da salvação ao pecador de maneira simples. Observe a sugestão abaixo:

A Bíblia nos afirma que "todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus." (Rm 3.23). Deus, porém, na sua infinita misericórdia, não deseja que ninguém se perca, e providenciou salvação para todos os que a desejarem. Jesus morreu em lugar do pecador, levando sobre Si o pecado de todos nós (Is 53.6). Quem quiser agora pode ser salvo mediante nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 3.16; At 10.43). Como não é provável nos depararmos de novo com a pessoa, temos que dar início a um diálogo, e assim teremos usado o pouco tempo que nos resta.

- Se não há tempo

Por não haver tempo para falar do plano da salvação, use a literatura, como: folheto, jornal ou o Novo Testamento, com o endereço da sua ou da igreja mais perto da casa da pessoa com quem você fala. Muitos têm sido salvos, sendo evangelizados sem palavras, apenas com a leitura da literatura entregue. Deus usa de modo especial a palavra impressa.

b) O local

O local onde você se encontra pode determinar a maneira de iniciar o assunto da salvação: se numa festa de aniversário; se num hospital; se no pátio de colégio; no ônibus ou em qualquer outra situação.

- Nas festas ou até mesmo em outros tipos de diversão

Devemos mostrar que tudo nesta vida é passageiro, e que existe um lindo lugar à nossa espera, onde vamos nos apresentar perante o Criador. De tudo o que fazemos neste mundo com seus prazeres, iremos prestar contas ao Criador (1Jo 2.15-17; Rm 14.12).

- No hospital

A melhor maneira de entrar no plano da salvação é falando sobre o Médico dos médicos, Jesus; que Ele tem poder para curar, tanto a doença do corpo quanto a da alma; dizer que Jesus levou sobre Si as nossas enfermidades, e que pior que a doença física, é a da alma, e que só Jesus tem o remédio certo (Lc 5.17-26; Is 53.5; Mt 6.33).

É extremamente importante observar o tipo de pessoa que está sendo evangelizada: se ela é calma, se é nervosa, se está interessada, se está indiferente, se é jovem ou se idosa. O evangelista ainda há de se deparar com três tipos ou classes de pessoas:

1ª) não crentes; 2ª) crentes; e 3ª) desviadas.

1ª) Não-crentes:

Dentre os não crentes, encontramos a seguinte subdivisão:

- Os que não conhecem o evangelho

Se forem interessados e sinceros, anelam pela salvação da alma; não convém perder tempo com muita argumentação. Ao contrário, deve-se entrar logo no assunto da salvação, apresentando o plano da salvação nos seguintes textos: Hb 7.25; Is 55.6; Jo 7.37.

- Os que são indiferentes

Geralmente são aqueles desinteressados e cheios de desculpas; têm ojeriza à igreja e não gostam de falar em religião; para esses, podemos argumentar que a “vida de pecado conduz o homem à condenação eterna”.

- Os que já conhecem o evangelho

Esse tipo de pessoa está sempre dando desculpas. Geralmente, já conhecem a Bíblia; freqüentam a igreja eventualmente; têm amigos e parentes que são membros da igreja. Para evangelizar pessoas assim é mais conveniente conquistar sua amizade e confiança, para depois, com simpatia, falar-lhes da salvação, do contrário, tais pessoas, normalmente, se aborrecem e se retiram evitando que lhes fale do Evangelho. Sempre que for oportuno, citar os seguintes textos: Lc 13.2; At 3.9; Jo 3.5.

2ª) Crentes

Desse grupo, fazem parte aqueles crentes que enfrentam lutas, sofrimentos, provações, tentações, correção, entre ouros. São casos como o de Jó, de José do Egito, de Davi e outros mais.

Para esses casos, não será qualquer palavra que vai ajudar. Se não houver cuidado e discernimento, poderemos complicar o processo. Há irmãos que quando visitam algum crente nessa situação, só sabem dizer que "a mão de Deus está pesando" ou que "há pecados na vida dele". Isso não ajuda. O que o crente em luta precisa é de uma palavra de consolo (1Ts 5.14).

3ª) Desviados

Quanto a esse grupo, é preciso fazer separação do que é ser um desviado e o que é ser excluído do rol de membros da igreja. No primeiro caso, refere-se àqueles que perderam a comunhão com Deus por causa da desobediência, ou rebeldia. Na atualidade, não é necessário estar excluído da igreja para considerar-se desviado. Há muitas pessoas que são membros de igreja, cantam no coral, participam da banda de música, sentam nos púlpitos, porém, estão desviados.

No segundo caso, refere-se àqueles que, embora excluídos do rol de membros da igreja (muitas vezes injustamente, por perseguição), mas continuam em perfeita comunhão com Deus, por mais paradoxo que pareça.

Existem duas classes de desviados:

1ª) aqueles que apreciam receber visita dos irmãos; ficam comovidos quando ouvem um hino ou pregação a da Palavra de Deus; têm saudades da igreja. Para esses é interessante mostrar o grande amor de Deus para com os desviados (Lc 15.11,12);

2ª) aqueles que, ao contrário, são indiferentes, e na maioria, rebelados e apóstatas. Para esses, só muita oração e paciência. Nesse caso, deve-se, se houver oportunidade de aproximação, procurar com habilidade, conquistar a amizade, procurar descobrir as razões porque se encontram nessa situação. Procure mostrar-lhe o resultado de permanecer desviado (2Pe 2.20-22).

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