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terça-feira, 24 de maio de 2011

Você aceitaria este pastor?

Depois de passar anos e anos trabalhando para a obra do Senhor, um pastor de uma igreja pensou em deixar o seu cargo devido a sua idade estar avançada, mas a preocupação era para quem passar o cajado?

Quem poderia substituir este pastor que alcançou o sucesso em sue ministério?

Preocupado, reuniu a igreja e anunciou a sua decisão. Explicou a sua preocupação e deu a oportunidade dos candidatos ao cargo enviarem seu currículo ministerial.

Depois de alguns dias, o pastor recebeu apenas uma carta de um candidato que não era membro da igreja, mas cristão.

Ele reuniu o conselho da igreja para ler a carta e resolver se aquela pessoa serviria para o cargo pastoral.
O pastor que iria deixar o cargo disse: Senhores, eu recebi apenas uma carta e creio que devo ler a vocês o que ela relata sobre o candidato.
A Carta diz o seguinte:

“ Amigos de ministério,Graça e paz

Sabendo que o cargo esta a disposição, mesmo não sendo membro desta igreja, resolvi me candidatar.

Quero falar um pouco do meu ministério a vocês.

A misericórdia de Deus tem sido viva em minha vida. Deus tem usado a minha vida para pregar em diversos lugares não grandes, mas pequenos.

Deus me deu a capacidade de ser escritor, gosto de escrever para os meus amigos sobre a Palavra de Deus.

Tenho 50 anos, mas com muita vontade de fazer a obra do Senhor. Admito que nunca fiquei numa igreja por muito tempo. Certa vez, tive que deixar uma cidade correndo porque a minha pregação causou um grande tumulto.

Tenho que admitir que alguns não gostam do jeito que prego, mas não me preocupo em agradar a ninguém, mas ao meu Senhor.

Deixo claro que sou ex-presidiário, estive na cadeia por alguns anos, não porque as minhas ações foram más, pelo contrário, foi por causa da palavra de Deus, por defender o que creio.

A minha saúde não é muito boa, sou uma pessoa doente, porém, eu consigo trabalhar. Entendo que todos nós, filhos de Deus ou não,podem ficar doentes.

Até agora, eu mesmo tenho trabalhado para sustentar as minhas despesas, embora pequenas. Não acho que o pastor necessita ter uma vida luxuosa, mas o necessário para viver.

As igrejas que tenho pregado são pequenas, não acredito que a igreja deva ser luxuosa e enorme, pois eu mesmo não daria conta em atender a todos os irmãos. Já não é fácil tomar conta de uma igreja com poucos membros, imagine uma igreja enorme!

Acredito que a melhor forma para pregar o evangelho é ter diversas igrejas espalhadas pelo Brasil de vez construir catedrais.

Admito que não tenho interesse em buscar relacionamentos com os grandes líderes religiosos, prefiro passar o meu tempo com os pobres, pessoas que não são importantes para o meio religioso e com aqueles que necessitam do Evangelho.

Eu não gosto de anotar o numero daqueles que batizei, aqueles que aceitaram Jesus como Senhor em minhas pregações. Eu não busco glórias e famas pelos meus títulos, pois eles não passam de trapos perto do que Jesus fez por mim.

Sou um homem que não gosto de vivenciar o passado para me gloriar. Nunca tive um arquivo sobre o que fiz.

Em minhas pregações, não busco agradar a ninguém.
Prego que o cristão, mesmo sendo dizimista ou ofertante, pode passar necessidade. Em nenhum momento das Escrituras Sagradas eu vejo o contrário.

Eu mesmo já passei fome, não tive o que vestir, mesmo fazendo a obra do Senhor. Não posso pregar o que os cristãos querem ouvir, mas aquilo que a palavra de Deus relata.

Se os senhores quiserem me dar à oportunidade de estar à frente do ministério de vocês, vou me esforçar ao máximo para ser benção na vida dos senhores. Desde já, digo que não sou perfeito. As vezes, o bem que quero fazer, eu não consigo, mas o mal que não quero, este faço. Não sou perfeito, sou apenas justificado pelo sangue de Jesus.”
Depois de ler a carta para o conselho da igreja, iniciou uma discussão se este homem era apropriado para ser o futuro pastor do ministério. Demorou apenas alguns minutos para que o veredicto fosse dado.

O conselho foi unânime em sua decisão.
Um dos pastores mais antigos do ministério tomou a palavra e disse:

“Este homem não serve para estar na frente deste ministério. Como um ministério de anos e anos de sucesso vai admitir um pastor que já passou pela cadeia, se o pastor deve ser o exemplo da igreja!
Como é que podemos ter um ex-presidiário como pastor?

E outra, ele é doente! Não podemos admitir uma pessoa doente. Como podemos ter um líder doente?

O nosso líder deve ser saudável e não pode ficar falando de suas incapacidades física para igreja porque muitos irmãos estão buscando a sua cura nas reuniões de oração!

Ter um pastor doente é impossível!

Este ministério não pode ter um pastor que não tenha um bom relacionamento com os lideres que estão em destaque!

Precisamos de um pastor carismático, simpático e que tenha um bom relacionamento com todos. Ele precisa entender que ele não precisa ser tão rígido na Palavra.

Não podemos ter um pastor que ensine que o crente pode passar necessidade mesmo dando o seu dizimo e sua oferta. O pessoal não vai mais dizimar e nem ofertar desta forma!

Pelo que ele disse, ele gosta de igrejas pequenas e o nosso projeto é crescer e construir uma igreja para 10 mil pessoas!
Como vamos conseguir realizar este projeto com ele sendo o nosso pastor?

Certamente ele irá enviar muito dinheiro para os missionários e esquecer da igreja.

Nós precisamos de alguém que seja carismático, maleável, que invista na igreja, que pregue apenas mensagens de vitória, tenha um bom relacionamento com líderes expressivos e que faça o cristão ser ofertante e dizimista a qualquer custo!

Para este conselho, este pedido é um insulto ao nosso ministério.

Não queremos este homem como pastor da nossa igreja e nem de nenhuma das nossas congregações.”

Quando o pastor acabou de falar, um dos integrantes perguntou qual era o nome do candidato.

O pastor pegou a carta e leu: Apóstolo Paulo

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